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Toffolli e a cadeira vaga do STF 5 Novembro 2009

Posted by Gabriel de Azevedo in Artigo.
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por Daniel Lança*

Muito embora o presente artigo tenha seu mérito analisado em tempo tardio, não o é inoportuno. Valendo-se da máxima latina utilius tarde quam nunquam, busca-se analisar, de forma simples e pragmática, a recente indicação do Advogado-Geral da União, Jose Antonio Dias Toffolli, para ocupar a vaga de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aberta após o falecimento do Ministro Menezes Direito, ocorrido no último mês.

A indicação se mostrou extremamente controversa, especialmente nos meios acadêmicos, em que pese a aprovação de Toffolli, após sabatina no Senado Federal, tenha se dado por ampla maioria no plenário da casa. Os argumentos são variados – uns pertinentes; outros nem tanto.

Argumentou-se que o candidato não detinha dois dos requisitos fundamentais para ser ministro da Suprema Corte: notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme preceitua o art. 101, da Constituição da República. Quanto ao primeiro requisito, concordo: Toffolli fora reprovado, por duas vezes, em concurso público para juiz estadual substituto; não detém título de mestre, quiçá doutor; não possui livros publicados ou artigos científicos noticiados. Numa casa com o histórico de abrigar algumas das mentes mais brilhantes do país, não parece razoável conferir notável saber jurídico a tal indivíduo.

Quanto à reputação ilibada, outra não é a conclusão: Toffolli responde a dois processos na justiça, nos quais já foi condenado em primeira instância, por irregularidades em contratos de prestação de serviços de consultoria ao Governo.

Argumentou-se, ainda, que o candidato é muito jovem. E o é mesmo. Tem apenas 41 anos de idade. Contudo, perigoso é sustentar tal afirmação. Se daria como um sofisma – de que todo jovem é incapaz. Ser jovem algo que se resolve com o tempo, dizia o saudoso Saulo Ramos; não é, entretanto, sinônimo de incompetência ou de ignorância.

Por fim, anota-se a importância da indicação de um ministro para o STF. A Corte tem decidido questões de suma importância nos últimos tempos, como quando da liberação de pesquisas com células tronco, da proibição do nepotismo e do uso de algemas, e da demarcação de terras em Roraima. As decisões do STF afetam diretamente a vida dos mais de 190 milhões de brasileiros, e tem forte influência nas políticas públicas tidas como prioridade no país, além de, em última instância, assegurar os valores republicanos e democráticos pátrios.

*Daniel Lança é membro da JPSDB-BH, graduando em Direito em Minas Gerais.

Comentários»

1. Jairo Pereira filho - 7 Novembro 2009

Bom dia.
Perdão se insisto em oferecer sugestões antecipadas quanto ao pleito 2010.
Ando pesquisando intenções de voto via NET; visitando todos os blogs, inclusive dos adversários e não foi difícil concluir que Serra não teria chances contra Dilma. Pior ainda, num debate cara a cara, ele seria massacrado! E o pessoal da Executiva sabe disso!
Dai, resta o Aécio, digo, a opção mais sensata é o Aécio. Tão “raposa” quanto a Dilma, o homem sabe argumentar com coragem e elevar o tom quando preciso.
Ele sabe falar na lingua petista pra que se coloquem em seu devido lugar. Ele sabe se fazer respeitar. Inclusive pode conseguir apoios de última hora de alinhados governistas; o que Serra jamais seria capaz de fazer. Lamento ter que dizer isso, mas é verdade!
Aécio é um mestre na arte de argumentar. O tipo de orador sagaz que sabe obrigar o oponente interlocutor ouví-lo e até concordar com ele.
É dele, e somente dele que dependemos pra tirar os petistas do poder.
Só não vê isso quem não quer ver por questões outras ou pura vaidade mesmo.
Jairo Pereira Filho

2. ze rubens - 8 Novembro 2009

Caros,

Parabéns pela qualidade do texto!
Aproveito para informar que colocarei um link de vcs no meu novo Blog http://www.blogdozerubens.wordpress.com
Grande abraço!

Jose Rubens Domingues Filho
Ex-Presidente da JPSDB SP