Carta de Vitória 30 Novembro 2008
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Carta de Vitória
21 jovens tucanos representando todo o Brasil reuniram-se no Espírito Santo em 29 e 30 de novembro de 2008. A cidade escolhida pela Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira para seu encontro nacional não poderia possuir um nome mais simbólico. É rumo à Vitória que desejamos caminhar sempre.
Convencidos de que possuímos fôlego e capacidade para contribuir com a legenda, chamamos atenção para o PSDB para algumas características que não podemos ignorar.
Um partido moderno como o nosso deve, necessariamente, aproveitar todos os setores que possui. Não faz sentido deixar de lado a opinião e a atuação da juventude partidária se ela existe. Assim, é difícil para nós compreender porque uma matéria que versa sobre uma questão de interesse da JPSDB não é tema de debate no âmbito da interlocução entre os nossos representantes. O exemplo mais recente é a condição de meia entrada para estudantes em atividades culturais. Ainda podemos citar a legislação para regulação de utilização da internet. Todos esses temas devem considerar o que se discute no âmbito da nossa juventude partidária.
Posto essa necessidade de interseção, gostaríamos de questionar quais motivos levaram o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a se posicionar sobre o tema sem a participação da JPSDB. Vale citar que Minas Gerais possui dois representantes nesse colegiado, residentes em Belo Horizonte, um deles líder em movimento estudantil, o que contribuiria sobremaneira para fomento do diálogo e, ainda sim, o projeto não recebeu as nuances da nossa gestão.
A quebra do monopólio da emissão da carteirinha de estudante pela UNE foi uma conquista histórica da JPSDB, por finalizar um procedimento eivado de denúncias de corrupção, desvios e fraudes, nacionalmente conhecidos. O projeto de lei, ora defendido por nossos Senadores, constitui-se por tanto um retrocesso na moralização do movimento estudantil nacional. Além disso, entendemos como um desrespeito à história, à luta e às lideranças desta juventude partidária. Tais atitudes, além de contraproducentes, são desmotivadoras para os novos quadros da legenda. Primeiro, pela desconexão que gera, segundo pela pouca importância que se faz à nossa dedicação.
Nessa reunião recente, a Executiva Nacional da JPSDB se posicionou forte e oficialmente a favor da meia entrada para estudantes, salientando que o documento de comprovação deve ser expedido contando com a fiscalização, que nesse caso, é a solução para os abusos cometidos e quaisquer outras falhas que prejudicam os produtores de eventos e empresários da área. Entendemos a meia entrada como um estímulo aos estudantes e acadêmicos para freqüentarem atividades que complementem o ensino e a cultura.
Nesse mesmo encontro a JPSDB fez questão de se posicionar contrariamente a política de cotas nas Universidades, concluindo que a direção para um bom sistema nacional de educação é entender o ensino superior como um centro de mérito e produção acadêmica e investir devidamente nos ensinos básico, fundamental e médio, criando assim, condições mais igualitárias para o ingresso dos cidadãos no ensino superior.
Ainda, no cenário pós-eleições municipais brasileiras e pós-eleições presidenciais estadunidenses, é impossível acreditar que o PSDB não se dedique como deveria na seara da comunicação na internet e na web 2.0. Seja no Brasil com o Deputado Federal Fernando Gabeira, seja nos Estados Unidos com o Presidente eleito Barack Obama, restou provado que a comunicação digital é fundamental no novo cenário político que ora se desenvolve. Não se trata de apenas ocupar o espaço, mas sim, de saber aproveitá-lo, utilizando as ferramentas modernas e corretas para despertar o voluntariado e o interesse pela política nos setores da juventude. Completará um ano desde que nos foi prometido a formulação de um plano de comunicação que contemplaria a JPSDB com um projeto eficiente de comunicação em sintonia com o partido. Nada foi feito nessa direção, muito embora o blog criado pela JPSDB tenha colhido resultados interessantes e proveitosos para o partido. Isso, infelizmente, sem o devido apoio. Até quando o PSDB vai comer poeira nessa promissora área difusora da política? A vitória começa agora.
O PSDB deve oferecer novidades ao Brasil, como sempre fez. Acreditamos que o próximo candidato à Presidente da República vitorioso será um tucano, todavia, não basta acreditar. Temos de preparar nosso espírito, baseados nos erros que cometemos nos dois últimos pleitos. Pensando nisso a Juventude Tucana defende um debate sobre a realização de prévias para a escolha do nosso candidato. Ainda não sabemos como as desejamos, ou até mesmo se a desejamos, mas queremos cogitá-las. A juventude do PSDB quer continuar a mudar o Brasil para melhor nos próximos 20 anos, como fizeram os que vieram antes de nós nesses últimos 20. É isso que todos desejamos. De Vitória, rumo à vitória.
EXECUTIVA NACIONAL
Vitória, Espírito Santo, 30 de novembro de 2008
Noço Ministro da Curtura 30 Novembro 2008
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Ontem, sobre a meia entrada, afirmou o Minsitro da Cultura Juca Ferreira: “Não há jantar grátis, como diria Mao-Tse-Tung.”
Vamos dar uma ajudinha ao Ministro…
“Não há almoço grátis” – é a frase célebre de Milton Friedman, o famoso economista liberal.
Cultura. Ahan…
Presidente do ITV participa de encontro da JPSDB no Espírito Santo 30 Novembro 2008
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No domingo, a JPSDB, além de discutir temas como a meia entrada e as cotas nas universidades, contou com a presença do Deputado Federal Luiz Paulo Vellozo Lucas, Presidente Nacional do Instituto Teotônio Vilela. O Deputado, que participou fortemente do movimento estudantil, disse acreditar na capacidade voluntária da juventude, como mencionou Gabeira em palestra no dia anterior.
Citou novamente Gabeira, dizendo que o voluntariado tem de vencer a profissionalização da política, independente das bandeiras, mobilizando as pessoas em prol de causas coletivas positivas. Mencionou ainda a Internet como a grande ferramenta de mobilização da juventude.
Bravamente, o Deputado criticou o assembleísmo que domina as Universidades, nas eleições para Reitor, afastando a meritocracia, e prejudicando a qualidade de ensino. Ainda, comentou a confusão que os partidos fazem trazendo causas dos desfavorecidos socialmente para a juventude, criando uma luta de classes e não uma luta juvenil.
JPSDB – Encontro em Vitória 30 Novembro 2008
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A Juventude Tucana encontrou em Vitória, nesse final de semana, a hospitalidade capixaba, para uma reunião de balanço da gestão 2008-2009.
Recebidos por Wesley Goggi, Secretário de Formação Política, dezessete representantes de todos os lugares do Brasil discutiram os três eixos traçados para o biênio: comunicação, formação e mobilização.
A reunião iniciou-se no sábado e foi realizado um balanço considerando a comunicação prioritária, concluindo que a JPSDB deve se dedicar fortemente à internet.
Foram relatados os informes de cada Estado, discutidas as funções a atuação do Secretário Geral, a criação de um plano de comunicação que potencialize a JPSDB e a atualização do Estatuto.
A reunião foi interrompida para um confraternização na noite de sábado e retornou no domingo.
Atual Gestão da JPSDB do Pará completa um ano 24 Novembro 2008
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Belém, 12 de Novembro de 2008
Juventude Tucana;
É com muita satisfação que nesta data me dirijo a toda JUVENTUDE TUCANA do nosso estado.
Há um ano atrás assumíamos o desafio de reestruturar a JPSDB no estado do Pará.Quando assumimos esta missão as incertezas eram grandes. Em todos nós havia uma dúvida .Como reestruturar uma Juventude de um partido que por doze anos foi governo,mais que acabara de perder as eleições?
Era desafiadora a missão. No entanto com muito trabalho e dedicação de todos os integrantes da JPSDB/PA em especial da executiva, a Juventude Tucana teve neste período um crescimento nunca antes visto.Várias foram as nossas conquistas visando o fortalecimento deste segmento tão vital para o nosso partido.Hoje a JPSDB/PA,está presente em todas as regiões do estado do Pará se tornando de fato uma juventude estadual,além de pela primeira vez em sua história ter elegido três vereadores nas últimas eleições.Sabemos que muito ainda tem a ser feito mais temos também a clareza de que estamos no caminho certo.
Em 2009 queremos continuar com o apoio de todos para que possamos continuar fortalecendo a nossa Juventude visando em 2010 comandarmos juntos o estado do Pará e o Brasil.
Quero por fim independente das diferenças conclamar os jovens tucanos a continuarem na busca dos ideais sociais democratas pois só assim estando todos juntos é que seremos mais forte na busca de um PSDB melhor e pronto para trabalhar pela nossa gente.
Finalizando agradeço aos parlamentares do nosso partido e ao comando estadual do PSDB em especial ao nosso presidente estadual Senador FLEXA RIBEIRO que não tem medido esforços para apoiar as ações da JPSDB/PA.
A TODOS OS MEUS MAIS SINCEROS AGRADECIMENTOS !
SAUDAÇÕES TUCANAS
CORDIALMENTE
RAIMUNDO RODRIGUES DA SILVA
Presidente da JPSDB/PA
PRINCIPAIS AÇÕES DA ATUAL GESTÃO DA JPSDB/PA EM 1 (UM) ANO DE MANDATO – (De 12/11/07 a 12/11/08)
- Participação efetiva com cargos titulares na Executiva Nacional da JPSDB e no Diretório Estadual do PSDB;
-Visita a todas as regiões do estado tendo como objetivo a formação das Comissões Provisórias municipais ;
-Contato direto com os municípios;
- Descentralização da JPSDB com a criação dos Pólos Regionais;
-Sede do I Encontro de Presidentes da JPSDB da região Norte;
-Participação mais efetiva da JPSDB/PA nos segmentos sociais;
-Participação com destaque no I encontro da JPSDB da região Norte realizado em Macapá- AP;
- Realização do II Encontro Estadual da JPSDB;
-Acompanhamento a visita do Presidente Nacional da JPSDB ao estado do Pará;
-Participação efetiva nas eleições 2008 com o lançamento de 17 candidatos a vereadores no estado e apoio a 7 outros candidatos comprometidos com a juventude sendo que ao final foram eleitos 3 vereadores sendo obtidos mais de 12.000 votos;
-Participação efetiva nas eleições majoritárias de 2008;
-Apoio aos candidatos jovens a vereadores no estado;
- Nova sede da JPSDB/PA.
MUNICIPIOS INSTITUCIONALIZADOS – ( De Nov de 2007 a Nov de 2008)
1-Baião;
2-Altamira; – (Pólo Regional do Xingu)
3-Breves;
4-Oriximiná;
5-Marapanim;
6-Rondon do Pará;
7-Igarapé Açu;-
8- Medicilândia;
9- Belém;
10-Ananindeua;
11-Paragominas – (Pólo Regional da Bel/Brs);
12-Santarém;
13- Abaetetuba – (Pólo Regional do baixo Tocantins);
14-Barcarena;
15-Ourém;
16-Mocajuba;
17-Ourilândia do Norte;
18-Canaã dos Carajás;
19-Conceição do Araguaia;
20- Pau’ d Arco;
21- Santa Izabel;
22- Porto de Moz;
23- Portel;
24- Placas;
25- Jacundá;
26-Bujaru;
27-Xinguara.
Municípios a serem institucionalizados ainda este ano
Parauapebas,Senador José Porfírio, Vitória do Xingu,Pacajá,
Concórdia do Pará e água azul do norte.
VEREADORES ELEITOS NO PLEITO DE 2008:
1-Anderson Dias – Coordenador de Mobilização da JPSDB/PA
Município; Marapanim –( Vereador mais votado do município);
2- ArsInoé Avancini Rebelo – Presidenta Municipal da JPSDB/Breves- Ilha da Marajó;
Município: Breves – 6º Lugar)
3-Elquias Neto – Presidente Municipal da JPSDB/Portel- Ilha da Marajó;
Município: Breves – ( 4º Lugar)
15 anos do Real 23 Novembro 2008
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Notem que o nosso companheiro Marcelo Garcia, representante da JPSDB na Exctiva Nacional, estava aproveitando a festa também…
É preciso derrotar os aliados 21 Novembro 2008
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Por Reinaldo Oliveira Batista*
De coadjuvante a ator principal! O resultado das urnas na capital paulista transformou o prefeito reeleito Gilberto Kassab, do DEM – ex-PFL –, em ator do primeiro time do cenário político nacional . Caso raro de construção de novas lideranças de direita que se deu da noite para o dia. Pelo menos é o que se conclui quando se lê a cobertura feita pela Folha de S.Paulo dos resultados das eleições nas capitais brasileiras onde ocorreu segundo turno.
Kassab agora foi promovido a posto de grande padrinho da causa paulista de fazer de Serra o próximo presidente do país. A manchete do jornal na edição da última segunda-feira (27/10) não deixou um centímetro sequer de dúvida: “Vitória de Kassab fortalece Serra”. Mas será que isso realmente é verdade? A vitória eleitoral de um candidato teria influência sobre a avaliação que o povo tem sobre a atuação dele? Para a Folha, parece que sim.
Trocando em miúdos, os 61% dos votos válidos conquistados por Kassab no segundo turno das eleições se transformariam agora em patrimônio político e eleitoral do Serra. Assim, espera-se que nas próximas pesquisas de avaliação de governos estaduais, Serra saia do patamar em que se encontrava até o final de agosto, quando teve sua gestão avaliada pelo instituto Datafolha e que lhe deu uma aprovação de apenas 39% entre os paulistanos.
O entusiasmo da Folha
Outro aspecto importante, além da transformação dos votos dados a Kassab em cacife eleitoral, é de aprovação popular, Serra deverá enfrentar aquilo que também o enfraquece neste momento pós- eleição: a derrota do PSDB paulista. Serra ganhou derrotando e dividindo o seu próprio partido no Estado. E mais, ganhou com o que há de pior na política brasileira, resgatando biografias das mais manchadas e repudiadas pelos próprios paulistas, como a do ex-governador Orestes Quércia e do ex-prefeito Celso Pitta, entre outros. Mostrou mais uma vez que é movido única e exclusivamente pelo seu próprio projeto pessoal. Por ele, atropela os aliados e dorme com o inimigo. Roseane Sarney que o diga.
Esta é uma vitória alicerçada no retrocesso político, que herdará um alto custo negativo. Vitória que não soma. Não agrega nada de novo. Pelo contrário, desconstrói.
Estas críticas, por certo, não vão ocupar as páginas da Folha de S.Paulo, não serão temas de notas ou observações do valoroso ombudsman daquele jornal. Os setores da oposição que acusam Aécio de ser bem tratado pela imprensa mineira, também ficam calados, em silêncio diante da blindagem da Folha em torno de Serra. Se a imprensa de Minas tratasse Aécio com a metade do entusiasmo que a Folha trata Serra, onde estaria Aécio?
* Presidente da Juventude do PSDB em Minas Gerais.
JPSDB se reunirá no Espírito Santo 20 Novembro 2008
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Considerações interessantes do Prefeito Cesar Maia sobre gestão pública e internet 20 Novembro 2008
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GESTÃO ELETRÔNICA NA PREFEITURA DO RIO: ALGUMAS REFLEXÕES!
1. O uso da internet para a gestão na administração pública introduz elementos de enorme aumento de produtividade e de articulação em todo o espaço administrado. Cabe fazer uma reflexão, mesmo que sintética sobre eles, depois de oito anos de uso contínuo. Listemos esses elementos e vetores.
2. O primeiro, e evidente, é ter as informações em tempo real e com isso poder avaliá-las para fins de decisão a qualquer tempo. O segundo, integrado ao primeiro, é dar ao sistema de controle um caráter contínuo e não apenas reativo e intermitente via auditorias.
3. O terceiro, inteiramente articulado ao primeiro, é dar intensa agilidade ao processo decisório. O quarto é disponibilizar ou socializar as informações, qualificando-as interna e externamente. O quinto é a gerência por reclamações, pois a concentração delas por função de governo, ou por região, permite uma ação direta e preliminar, antes que se torne um problema generalizado.
4. O sexto, e já tratado aqui neste Ex-Blog meses atrás, é terminar com a discussão entre democracia direta e representativa. Alguns alegavam a falta de representatividade de associações e sindicatos para decidir em nome de moradores e trabalhadores. Alegam baixa representatividade dos políticos com mandato num quadro eleitoral midiático, de currais e clientela em base ao poder econômico. O acesso via e-mails, sites e blogs elimina essa dicotomia e abre todos os espaços para que o político com mandato esteja ao mesmo tempo diretamente articulado com o eleitor, desde que este entenda que vale a pena este interação. A democracia direta eletrônica elimina a dicotomia anterior.
5. O sétimo é a capilarização, tanto em relação ao acesso do cidadão ao governo, quanto do governo aos órgãos descentralizados e aos cidadãos. O oitavo é a capacidade de coordenação, evitando que as demandas e pressões capilares quebrem a hierarquia de prioridades e tornem os governos apenas reativos. Com a gestão eletrônica se pode combinar os vetores de planejamento com os vetores operacionais por conta de problemas pontuais.
6. O oitavo é a multiplicação em centenas de vezes da capacidade de decidir em todos os níveis e instâncias, em tempo real ou a qualquer tempo.
7. Mas há problemas. O primeiro deles são as inutilidades e spams que tomam tempo quando multiplicados pelas centenas de e-mails recebidos. O segundo são as reclamações que vão ao nível superior, sem necessidades, e exigem o uso do tempo para meros repasses.
8. E finalmente, a gestão eletrônica para ser efetiva, amplia em muito a jornada de trabalho, impondo ao gestor uma disciplina de processamento, única capaz de ser reconhecida pelo cidadão como efetivo e real contato com o primeiro mandatário. Nesse sentido cabe não apenas o gestor principal estar na cabeça do sistema, como uma espécie de ouvidor número um, como ter abaixo dele um sistema de ouvidoria amplo, diversificado e capilar, de forma a que se torne mais efetivo e produtivo.
1º Simpósio Nacional de Marketing Político e Opinião Pública 19 Novembro 2008
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Caríssimos, essa deve ser a semana dos blogs em BH… Depois do Reinaldo Azevedo, veio Ricardo Noblat. Amanhã, o Josias de Souza deve vir comer pão de queijo auqui também.
Olha, recomendo para quem estiver na área participar do evento organizado pela UFMG e pela UNI-BH que está pensando e discutindo as relações entre marketing político, opinião pública, mídia e comportamento eleitoral.
No primeiro dia discutiram “O Brasil após Lula: como ficam as eleições presidenciais de 2010”. Os professores Marcus Figueiredo, Carlos Ranulfo Melo, Juarez Guimarães e Dalmir Francisco resumiram que a partida será entre Dilma e Serra. Eu resumo assim, a vitória será do PSDB, basta a gente não fazer bobagem. Sendo menos raso, acho que é importante acompanhar o desenrolar da crise econômica para saber melhor no que vai dar… E algo me diz que Dilma está para boi de piranha nesse primeiro momento…
Na noite de ontem, Ricardo Noblat e Bertha Maakaroun analisaram a cobertura das eleições através do blog. Ambos destacaram a importância crescente da internet e a incapacidade dos candidatos e dos partidos em lidar com essa nova ferramenta. Noblat, foi categórico, a única campanha na internet que chamou atenção dele foi a do Gabeira. Comentaram sobre a resolução do TSE que limitou a campanha acreitando num afrouxamento da lei.
Hoje pela manhã, os Professores Jairo Nicolau, Lúcio Rennò, Helcimara Telles e Bruno Reis expuseram suas opiniões sobre o comportamento eleitoral – o eleitor e seu voto. Todos destacaram as mudanças pelas quais passaram os cidadãos brasileiros nos últimos anos, concluindo que as diferenciações da população devem ser acompanhadas por novas estratégicas políticas.
Hoje a noite, as professoras Vera Chaia, Maria Cristina Leite e Marlise Matos falarão sobre comunicação política na Mídia. Eu não vou por um compromisso, mas amanhã compareço para o fechamento que vai contar com bons nomes falando de marketing político, partidos e pesquisas.
De Azevedo para Azevedo 18 Novembro 2008
Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.1 comment so far
Quando adquiri este modesto chapéu panamá “made in china”, numa lojinha chumbrega de Houston, tão somente para espantar aquele forte sol texano, não imaginava utilizá-lo numa ocasião tão elegante e memorável…
Ontem foi noite de autógrafos em BH. Todos se entreolhando na livraria Leitura, numa vontade enorme de descobrir quem eram os leitores por de trás dos apelidos utilizados nos diversos comentários que dão vida ao blog de política mais influente do país. País, diga-se de passagem, dos Petralhas.

Reinaldo Azevedo na Livraria Leitura em BH
Os ponteiros já marcavam mais de sete e meia e os mineiros, desconfiados como são, já começavam a imaginar que a ANAC havia movidos seus pauzinhos. Eles bem que tentaram…
E Tio Rei, quando chegou, já chegou chutando petralha. Falou do lanchinho servido à bordo e do seu suplício para conseguir mais um, após quatro horas de espera. Adentrou na política, apresentou o livro, nos divertiu com uma resenha da Folha que dizia que “no mundo de Reinaldo Azevedo havia o certo e o errado”… Oras, no nosso também.

Chapéus no País dos Petralhas
Aliás, dizer que no mundo de Reinaldo Azevedo, há o certo e o errado me lembrou o conto “A festa no céu” em que o sapo gritava: me joga na pedra, me joga na pedra!
Da resenha ele voltou ao livro, falou mais do que acontece no Brasil, em Minas e em Belo Horizonte. E algumas perguntas depois, iniciou a distribuição de assinaturas.
Na multidão, vários tucanos… Alguns emplumados como o Deputado Estadual João Leite, outros menos declarados como alguns amigos da Faculdade de Direito. Tucano que é tucano, gostando ou não, lê Reinaldo Azevedo. Nem se for pra fazer bico… Talvez aquela velha máxima: o inimigo do meu inimigo…

Reinaldo distribuiu mais de 300 autógrafos
Bom, esse blog não é meu. É da Juventude do PSDB. E escrevo sobre o episódio de ontem, pois compreendo que Reinaldo Azevedo é indispensável para qualquer um que goste de política. Da boa política, não dos artigos do Código Penal.
Vocês podem gostar dele, podem não gostar, mas duvido que consigam ficar indiferentes. Olha aí, Tio Rei é quase a definição de Niemeyer sobre a própria arquitetura, que eu sei que ele adora… Próxima vez, vamos levá-lo à Igrejinha da Pampulha. Ninguém fica indiferente. Primeiro, pois seu estilo, cultura e capacidade literária somam um Serra do Curral. Segundo, pois se você quiser discordar dele, tem todas as possibilidades, desde que se recuse a se apoiar nos membros superiores…

Confraria do Chapéu em Minas
Alguns tucanos podem se chatear com meus elogios ao Tio Rei… “Oras, Gabriel, o Reinaldo não cansa de nos criticar…” Uai, não era o próprio Alckmin que vivia citando: “Prefiro os que me criticam, pois me corrigem, do que os que me adulam, por que me corrompem…”? Então.
O próprio Eduardo Graeff, bicudo respeitadíssimo em minha opinião (e na opinião de uma quase unanimidade), considera muito esse blogueiro Azevedo.
Outros não tucanos vão logo dizer: “Seu tucaninho bicudo e reacionário, não perdeu tempo em se juntar com a direita!”
Bom, eu não sou desses que solapo lei em nome do que acredito, logo…

Reinaldo recebeu o carinho dos inúmeros fãs mineiros
Os autógrafos terminaram e seguimos para um bom endereço culinário de BH. Uma dádiva o lugar. E entre um gole de vinho e outro, rimos, conversamos e debatemos. Gargalhamos. Um cavalheiro. Cultura, política, Minas e seus folclores, Aécio, Serra, PSDB, Lula, Dilma, PT, direito (não achado na rua), eleições municipais, Obama, McCain… Acrescentando sabedoria à mesa um grande amigo Renato Schweizer e outro recente Lucas Figueiredo.

Um Azevedo com bico e outro sem
Não posso esconder a grande honra que foi receber Reinaldo Azevedo em BH. Vocês acreditam que ele nunca tinha pisado por aqui? Espero ter brindado o Tio Rei com a hospitalidade mineira que ele merece, mesmo sem ter oferecido pão de queijo. E imagino que os outros trezentos mineiros que se encontravam na Leitura teriam o mesmo prazer em acompanhar nosso blogueiro favorito para matar a fome.

Orelhas de Apedeuta queimando...
Qualquer tucano que se preze deve considerar muito Reinaldo Azevedo. Prestem bem atenção… Não é protocolar e dar fé a tudo que ele diz. Mas o que ele diz, diz com propriedade. Não usa subterfúgios… Não inventa de falar sobre o que não sabe.
Isso, prego incansavelmente: a discussão política deve ser racional, ideológica, repleta de silogismos… Não somos parte de times de futebol e sim, de partidos políticos. E só dá para acontecer uma partida no Mineirão entre Atlético e Cruzeiro se os dois toparem as mesmas regras… Senão, meu amigo, não tem jogo.
Convido os jovens tucanos de todo Brasil a acompanharem o blog do Reinaldo diariamente. Não apenas o dele, mas diversos outros sobre política, economia, cultura e humor. Evitando as mãos peludas, já se sabe.

Se o Mainardi viesse era golpe na certa...
Acompanho o que Reinaldo escreve desde a Primeira Leitura. Os seus textos, lidos ainda fora do Brasil, no momento da crise política de 2005, motivaram-me a participar mais da vida política nacional, o que desaguou com minha afiliação no PSDB.
Particularmente, Reinaldo foi um alicerce para manter-me em duas posições firmes: acima das felicidades estão os princípios e acima dos amigos estão as leis.
Suas idéias são um combustível para qualquer um que deseja batalhar em prol de um país “mais das leis do que dos homens” como diria Milton Campos. Seus posts são um incentivo a tolerância, à democracia, ao estado de direito, à razão e à boa política.
Aproveitem.
Brindo a ele, pois ele nos brinda sempre. O jantar e o encontro foram momentos muito felizes. Não 100% feliz, porque isso, já sabemos, é coisa de idiota.
Ao Tio Rei, fica o recadinho que ficou ontem:
“que as gotas douradas retribuam as gotas diárias de sabedoria, as quais sorve esse jovem mineiro desde o primeiro post do seu blog. Keep walking.”
Um grande abraço,
Gabriel de Azevedo.
Lançamento do País dos Petralhas em BH 17 Novembro 2008
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Cartaz de lançamento do livro O País dos Petralhas
Carta ao Senador Papaléo Paes 13 Novembro 2008
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Brasília-DF, 12 de novembro de 2008.
Excelentíssimo Senhor
Papaleo Paes
Senador da República
Brasília-DF
O Secretariado Nacional de Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira vem, pelo presente, posicionar-se contrário ao Projeto de Lei No 188/07 de autoria do Senador Eduardo Azeredo, que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada, para estudantes e idosos, em espetáculos artístico-culturais e esportivos.
Tal decisão fora tomada em diversas reuniões da Executiva Nacional da JPSDB e também em diversos Congressos de nosso Secretariado.
Entendemos que o projeto restabelecerá o monopólio das carteirinhas a UNE e UBES entidades extremamente ligadas à UJS do Partido Comunista Brasileiro e que as mesmas usarão tais recursos financeiros para atividades políticas.
Lembramos a Vossa Excelência que no passado, o jornal Nacional da Rede Globo de Televisão exibiu uma reportagem na qual foi constatado a emissão de uma carteirinha por parte da UNE para uma pessoa que estava presa em uma penitenciária do Rio de Janeiro.
Dessa forma, solicitamos a Vossa Excelência que posicione-se contrário ao PL 188/07.
Saudações tucanas.
BRUNO COVAS
Presidente Juventude Nacional PSDB
GEOVANI PEREIRA
Secretário-Geral Juventude Nacional PSDB
THIAGO FREITAS
Secretário de Ensino Superior JPSDB
RIDIS SANTOS
Secretário de Ensino Médio JPSDB
Carta ao Senador Cícero Lucena 13 Novembro 2008
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Brasília-DF, 12 de novembro de 2008.
Excelentíssimo Senhor
Cícero Lucena
Senador da República
Brasília-DF
O Secretariado Nacional de Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira vem, pelo presente, posicionar-se contrário ao Projeto de Lei No 188/07 de autoria do Senador Eduardo Azeredo, que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada, para estudantes e idosos, em espetáculos artístico-culturais e esportivos.
Tal decisão fora tomada em diversas reuniões da Executiva Nacional da JPSDB e também em diversos Congressos de nosso Secretariado.
Entendemos que o projeto restabelecerá o monopólio das carteirinhas a UNE e UBES entidades extremamente ligadas à UJS do Partido Comunista Brasileiro e que as mesmas usarão tais recursos financeiros para atividades políticas.
Lembramos a Vossa Excelência que no passado, o jornal Nacional da Rede Globo de Televisão exibiu uma reportagem na qual foi constatado a emissão de uma carteirinha por parte da UNE para uma pessoa que estava presa em uma penitenciária do Rio de Janeiro.
Dessa forma, solicitamos a Vossa Excelência que posicione-se contrário ao PL 188/07.
Saudações tucanas.
BRUNO COVAS
Presidente Juventude Nacional PSDB
GEOVANI PEREIRA
Secretário-Geral Juventude Nacional PSDB
THIAGO FREITAS
Secretário de Ensino Superior JPSDB
RIDIS SANTOS
Secretário de Ensino Médio JPSDB
Carta à Senadora Marisa Serrano 13 Novembro 2008
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Brasília-DF, 12 de novembro de 2008.
Excelentíssima Senhora
Marisa Serrano
Senadora da República
Brasília-DF
O Secretariado Nacional de Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira vem, pelo presente, posicionar-se contrário ao Projeto de Lei No 188/07 de autoria do Senador Eduardo Azeredo, que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada, para estudantes e idosos, em espetáculos artístico-culturais e esportivos.
Tal decisão fora tomada em diversas reuniões da Executiva Nacional da JPSDB e também em diversos Congressos de nosso Secretariado.
Entendemos que o projeto restabelecerá o monopólio das carteirinhas a UNE e UBES entidades extremamente ligadas à UJS do Partido Comunista Brasileiro e que as mesmas usarão tais recursos financeiros para atividades políticas.
Lembramos a Vossa Excelência que no passado, o jornal Nacional da Rede Globo de Televisão exibiu uma reportagem na qual foi constatado a emissão de uma carteirinha por parte da UNE para uma pessoa que estava presa em uma penitenciária do Rio de Janeiro.
Dessa forma, solicitamos a Vossa Excelência que posicione-se contraria ao PL 188/07.
Saudações tucanas.
BRUNO COVAS
Presidente Juventude Nacional PSDB
GEOVANI PEREIRA
Secretário-Geral Juventude Nacional PSDB
THIAGO FREITAS
Secretário de Ensino Superior JPSDB
RIDIS SANTOS
Secretário de Ensino Médio JPSDB
Carta ao Senador Eduardo Azeredo 13 Novembro 2008
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Brasília-DF, 12 de novembro de 2008.
Excelentíssimo Senhor
Eduardo Azeredo
Senador da República
Brasília-DF
O Secretariado Nacional de Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira vem, pelo presente, posicionar-se contrário ao Projeto de Lei No 188/07 de autoria de Vossa Excelência, que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada, para estudantes e idosos, em espetáculos artístico-culturais e esportivos.
Tal decisão fora tomada em diversas reuniões da Executiva Nacional da JPSDB e também em diversos Congressos de nosso Secretariado.
Entendemos que o projeto restabelecerá o monopólio das carteirinhas a UNE e UBES entidades extremamente ligadas à UJS do Partido Comunista Brasileiro e que as mesmas usarão tais recursos financeiros para atividades políticas.
Lembramos a Vossa Excelência que no passado, o jornal Nacional da Rede Globo de Televisão exibiu uma reportagem na qual foi constatado a emissão de uma carteirinha por parte da UNE para uma pessoa que estava presa em uma penitenciária do Rio de Janeiro.
Dessa forma, solicitamos a Vossa Excelência a retirada imediata do PL 188/07.
Saudações tucanas.
BRUNO COVAS
Presidente Juventude Nacional PSDB
GEOVANI PEREIRA
Secretário-Geral Juventude Nacional PSDB
THIAGO FREITAS
Secretário de Ensino Superior JPSDB
RIDIS SANTOS
Secretário de Ensino Médio JPSDB
O fator Aécio e cenários para 2010 12 Novembro 2008
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Por Kennedy Alencar
O governador Aécio Neves (PSDB), tem razão quando fala que a sucessão presidencial de 2010 passará por Minas Gerais. O Estado tem o segundo maior colégio eleitoral do país. Uma articulação presidencial para ter chance de êxito precisa levar isso em conta.
Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva, um pernambucano que fez carreira política em São Paulo, foi buscar seu vice em Minas. José Alencar já era um grande empresário, o que ajudou a combater resistências ao PT.
Aécio acabou de passar um sufoco político na eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. Fez uma aliança com o PT do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, surpreendendo o Brasil inteiro. Era uma articulação para mostrar capacidade de conciliação e obter uma vitória arrasadora.
Mas o PMDB não entrou no barco, o vice Alencar ficou chateado, e muitos petistas torceram o nariz. A idéia era ganhar de lavada no primeiro turno, mas o candidato da dupla Aécio-Pimentel, o empresário Márcio Lacerda (PSB), chegou a dar a eleição como praticamente perdida no segundo turno. A virada se deveu mais à tremenda fragilidade do opositor, um personagem criado pelo deputado federal Leonardo Quintão (PMDB), do que à estratégia de conciliação nacional.
O aperto de Aécio deu brilho à vitória do governador de São Paulo, o tucano José Serra (PSDB-SP). A reeleição do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, evitou o fortalecimento de um núcleo anti-Serra no PSDB paulista e ainda deixou o governador mais próximo do DEM, partido que embarcou de vez no projeto presidencial do tucano.
Serra se fortaleceu para enfrentar o candidato do PT em 2010. Desde 1994, PT e PSDB são os pólos de poder das disputas presidenciais. Os resultados das eleições municipais reforçam a reedição desse Fla-Flu na sucessão presidencial de 2010.
Qual será a participação de Aécio nessa disputa? Ele tem três opções. Ganhar de Serra no PSDB e virar o candidato. Migrar para outro partido a fim de disputar o Palácio do Planalto. E concorrer a senador por Minas em 2010 por seu atual partido com enorme chance de sucesso, credenciando-se para ser um dos nome fortes do Congresso.
Aécio tem dado sinais de que pretende participar da partida presidencial. O jogo no PSDB não está jogado, e ele tem esperança de ser o escolhido.
Nos bastidores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso insiste numa chapa puro-sangue, com tucanos na cabeça e na vice da chapa. FHC age para que Aécio seja o coadjuvante de Serra, o que o mineiro diz não estar nos seus planos.
E a mudança de partido, rachando o PSDB? Existem dois caminhos: PSB e PMDB. O PSB já tem o seu presidenciável, o deputado federal Ciro Gomes. Não faria sentido ingressar num partido que terá pouco tempo de TV.
Apesar de estar mais bem posicionado nas pesquisas, Ciro já disse que admitiria ser vice de Aécio. Isso valeria para uma candidatura do mineiro pelo PSDB, PSB e PMDB. O movimento de Ciro objetiva enfraquecer Serra, de quem é inimigo figadal.
No caso de troca de legenda, faria mais sentido o ingresso de Aécio no PMDB, partido do seu avô, o presidente Tancredo Neves, que completaria 100 anos em 2010. Uma aliança do PMDB com o PSB de Ciro poderia viabilizar uma terceira via na disputa presidencial.
Há peemedebistas que avaliam que Lula poderia gostar da idéia. O presidente lançaria a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo PT e teria outro candidato simpático concorrendo pelo PMDB. Lula deu sinais recentes de que deseja que o PMDB indique um vice para Dilma. Motivo: o presidente não acredita que Aécio teria a ousadia de deixar o PSDB pelo PMDB. No entanto, se o mineiro tomasse tal atitude, o presidente poderia voltar a depositar fichas em Aécio para sucedê-lo.
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Nuvem política
Tem peemedebista que sonha com uma chapa que hoje parece impossível. Aécio entraria no PMDB. Lula convenceria o PT a indicar o vice. E o PSB de Ciro ainda seria convidado a apoiar tal aliança.
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Registros
Esta “Pensata” trata de cenários que começaram a ser discutidos logo após os resultados das eleições municipais, que fortaleceram o PMDB. Esses cenários poderão resultar em nada. Mas a política já deu exemplos de capacidade de surpreender. Ainda faltam dois anos para as eleições de 2010, quando estarão em disputa a Presidência, os governos estaduais (mais o Distrito Federal), dois terços dos Senado, as 513 vagas na Câmara dos Deputados e todas as Assembléias Estaduais (inclusive a Câmara Distrital de Brasília).
Também é preciso levar em conta que Lula enfrenta um grande teste: a gestão da crise econômica internacional. Tentar eleger Dilma com vento a favor é uma coisa. Tentar eleger a ministra num cenário de complicação econômica é outra coisa.
O mais tucano dos petistas… 12 Novembro 2008
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Na Folha de S. Paulo:
Aécio promete lugar na equipe para Pimentel
Tucano afirma que petista é figura que se sobrepõe e sempre terá grande espaço no governo estadual
Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE
Em meio à especulação de que o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), poderá ocupar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico após o fim do mandato, o governador Aécio Neves (PSDB) disse ontem que sempre haverá grande espaço em sua equipe para o aliado. Eles trocaram afagos na inauguração da segunda etapa da duplicação da Avenida Antônio Carlos, na capital mineira. Em seu pronunciamento, o governador disse que Pimentel é “uma figura que sobrepõe, que ultrapassa os limites do PT e será reverenciado pela população quando concluir o mandato. Seria um privilégio ter um quadro como Fernando Pimentel em qualquer governo, mas talvez o presidente Lula tenha a preferência, afirmou o governador, cogitando a hipótese de Pimentel se tornar ministro. Ele saberá definir isso, mas certamente sempre haverá para ele, para um homem da sua qualidade, um grande espaço no meu governo. Ao final do discurso, Pimentel, de olhos marejados, retribuiu com um forte abraço.
O destino do petista, a partir de 1º de janeiro de 2009, quando deixa o Executivo, já começa a ser discutido nos bastidores. Uma das hipóteses é a de o atual prefeito assumir a secretaria, que já foi ocupada pelo prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).
Nesse cenário, Pimentel teria de se licenciar do PT ou trocar de sigla, já que o seu partido, no 3º Congresso Estadual, aprovou resolução em que reafirma oposição a Aécio e proíbe os filiados de qualquer participação na administração estadual.[br][br]Essa foi a trajetória que restou ao ex-embaixador do Brasil em Cuba Tilden Santiago, que comprou briga com o Diretório Estadual do PT após assumir em junho de 2007 a função de assessor para assuntos ambientais da presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), atendendo a um convite do governador.
A filiação de Tilden foi suspensa pelo partido. Ameaçado de expulsão, em agosto ele se filiou ao PSB. Pimentel já enfrenta desgaste nas esferas estadual e nacional do PT pela aliança com o governador na eleição em Belo Horizonte. O prefeito mira a disputa pelo Palácio da Liberdade em 2010, se possível com apoio do governador tucano, hipótese considerada pouco provável caso ele permaneça no PT.[
Reservadamente, porém, petistas do grupo de Pimentel apostam em um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o prefeito assuma o Ministério do Turismo, ficando no partido.
Dica minha: Pimentel, meu caro, faça como na música… “Abra suas asas…”
Bom de Serviço 11 Novembro 2008
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Do jornal Hoje em Dia:
Apenas 15 dias depois da eleição municipal, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), afirmou que os nomes colocados para a eleição de 2010, segundo ele, principalmente, a presidencial, são muito qualificados e citou, em primeiro lugar, os adversários. “Não é porque são adversários de partido que eu vou tirar o mérito das pessoas. No campo do PSDB, os dois nomes que estão postos, o governador Serra (José Serra) e o governador Aécio Neves são pessoas extremamente qualificadas e têm compromisso com este país. Não seria nenhum desastre para o Brasil se um destes dois homens públicos fossem escolhidos pelo voto para ocupar a cadeira de presidente”, disse .
Concorda, Dilma?
Estado de Minas, Massote e eleições 10 Novembro 2008
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Caríssimos, hora de colocar a mão na massa… Fiquei muito tempo longe do blog. Fim de semestre, fechamento de curso, eleições… Muita coisa atribulou meu dia-a-dia… Bom, recomeço esse prazer diário de blogar nessa segunda-feira. E bom mesmo é começar tratando de coisa séria. Um certo Professsor Massote, que já figura quixotescamente aqui e alhures por Minas Gerais, andou escrevendo um artio para o Observatório da Imprensa. Li, degluti e não pude deixar de comentar.
Segue primeiro o artido professor, que pode ser lido no OI, clicando aqui e, sem seguida, o meu texto-resposta:
IMPRENSA MINEIRA
Estado de Minas e a vitória de Pirro
Por Fernando Massote em 29/10/2008
O jornal Estado de Minas apareceu, nas eleições municipais de Belo Horizonte, como o antigo aríete das guerras antigas: um enorme soquete hiper-protegido, “blindado”, a ser utilizado para derrubar, a ferro e fogo, a resistência da frente inimiga. Este soquete adaptado às atuais circunstâncias políticas foi lançado, de cheio, sem nenhum pejo ou cautela ética, contra os adversários do esquemão dos dois palácios: o da Liberdade, estadual, e o da prefeitura.
O jornal agiu na esteira de uma trama urdida nos moldes daquela que armou e desenvolveu o golpe de abril de l964. Com o acompanhamento da CIA, os articuladores do golpe de então criaram as siglas famigeradas do Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), articulados, entre outros, pelo general Golbery do Couto e Silva. Elas agiram orientadas por um modelo de mobilização tirado no arsenal da CIA depois de testado nos grandes golpes de que a espionagem norte-americana participou no pós-guerra.
A campanha do golpe mobilizou figuras do mundo econômico, político, cultural, militar e religioso. O seu modelo era o da guerra santa, antagonizando, de um lado, Deus e do outro, o Diabo. A célebre “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi um dos seus produtos mais acabados e visou enquadrar as forças antigolpistas como inimigas das tradições populares e nacionais, identificadas com as concepções, as crenças e entidades da história do cristianismo. Os defensores da legalidade eram assimilados, além do mais, aos comunistas que haviam sacrificado, segundo eles, em países como a União Soviética, a Família, Deus e a Liberdade. O círculo, então, se fechou. Todos que não estivessem com os golpistas estavam com os comunistas. O esquema maniqueísta modelar de qualquer campanha direitista estava, assim, pronto: “Nós, os bons, contra eles, os maus”.
“Decisão madura”
Um esquemão semelhante foi usado agora, em Belo Horizonte, para eleger Marcio Lacerda, candidato da “aliança PT-PSDB”. Os interesses econômicos, políticos, de setores culturais, religiosos e outros foram intensamente acionados por uma programação orgânica que, numa de suas pontas, quis neutralizar o peso das críticas ao mensalão sobre a classe média; e, na outra, colocá-la contra Leonardo Quintão, apresentado-o como o candidato do atraso, da perseguição religiosa em Ipatinga, do populismo e da corrupção.
O jogo consistia em apresentar a “aliança” do governador Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel – que patrocina Lacerda – como cosmopolita, moderna e até de “esquerda”, e Leonardo Quintão como uma liderança paroquial e atrasada, além de “direitista”.
A experiência do PT em disputa histórica pelo controle político da cidade de Ipatinga, apresentada com as cores do maniqueísmo, foi jogada na internet e invadiu as caixas eletrônicas com milhares de e-mails. A controversa figura do ex-governador Newton Cardoso, apresentada como retaguarda do candidato Quintão, foi rememorada no estilo goebbelsiano de propaganda: por todos os lados e a todo instante.
É este um quadro referencial para ler a atuação do jornal Estado de Minas na liderança na campanha eleitoral de Belo Horizonte em 2008. As aparências não contam mais para o jornal seus articulistas. Virou coisa démodée. O que conta mesmo, a qualquer preço, é o poder. O Estado de Minas fez a defesa do candidato Marcio Lacerda de forma desabrida, escancarada, sem limites. Os sentimentos traduzidos pelas manchetes e textos que anunciam da vitória de Lacerda na edição de segunda-feira (27/10) são de êxtase. Ele ocupa duas linhas inteiras da primeira página do jornal, com caracteres em caixa alta: VITORIA DA ALIANÇA! O anúncio é apresentado como desforra sobre os adversários.
É este, aliás, todo o conteúdo dos artigos internos e da coluna “Em Dia com a Política”, usada para plantar notícias do interesse do jornal e dos grupos econômicos e políticos que ele sustenta. Tudo que o jornal escreve, sobre política, é marcado pela parcialidade. Na coluna citada, a reviravolta de parte do eleitorado, que no primeiro turno delineou uma curva ascendente em favor candidato Quintão e no segundo turno acabou dando a vitória a Lacerda, é apresentada, segundo o articulista, como um passo calculado do eleitorado para pensar melhor, ganhar tempo e dar a vitória a Lacerda: “O eleitor deu show porque pensou, ganhou mais tempo para pensar e tomou uma decisão madura, de acordo com sua convicção”. Foi então, conclui, que “Leonardo Quintão acabou experimentando do próprio veneno. Belo Horizonte não precisava e não merecia isto” – ou seja, a vitória de Quintão…
Vontade expressa
Um dos fatores que explicam a vitória do candidato Lacerda, confessa o articulista (em contradição com a versão anterior da “reflexão” do eleitor), foi o peso de natureza político-administrativo da “aliança” sobre o eleitorado. A eleição do candidato dos dois palácios foi apresentada, de fato, insistentemente, na campanha, como condição para a continuação das obras em andamento. Este foi um dos leitmotiv do terrorismo oficial sobre o eleitorado de baixa renda e se constituiu mesmo num dos eixos principais da campanha de Lacerda. O outro foi a pressão ética sobre a classe média e o eleitorado em geral, que levou à abstenção, ao voto nulo e branco de tantos que, de outra forma, como no final do primeiro turno, votariam em Leonardo Quintão podendo dar-lhe, numa curva ascendente, até a vitória no segundo turno.
Na opinião de muitos, no entanto, o que a “aliança” mais conseguiu, com a sua pressão política e moral sobre o eleitorado, não foi convencê-lo a votar em Lacerda, mas levar boa parte do eleitorado (o número dos votos brancos, nulos e a abstenção somaram quase 25%) a não votar em Quintão. Além do mais, são muitos, hoje, os que questionam a legalidade e a legitimidade dos vencedores. Veremos como isso vai pesar no pós-eleições.
Estas duas pontas da pressão exercida sobre o eleitorado levaram a um voto inseguro, pressionado e de fato, precário. Esse voto não satisfaz a vontade expressa pelo próprio Lacerda, de desenvolver um papel que o prefeito de Belo Horizonte tem que ter, ou seja, o de se constituir numa liderança forte e capaz de articular e mobilizar, na Grande BH e fora dela, as forças e os recursos políticos e materiais que a solução dos seus problemas ou o seu desenvolvimento exigem.
Minha vez…
Durante a semana passada, li aqui no Observatório da Imprensa, o artigo intitulado “Estado de Minas e a vitória de Pirro”, de autoria do professor e filósofo Fernando Massote que tratava das eleições municipais em Belo Horizonte. Faço questão de recomendar que ninguém deixe de ler o texto em questão: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=509IMQ009. A recomendação é principalmente para aqueles que desejam um brinde ao autoritarismo e à parcialidade.
Há tempos o professor vem capitaneando uma campanha solitária, quixotesca e fundamentalista contra o jornal Estado de Minas. No afã de tentar dar uma explicação mais legítima para a sua guerra santa particular contra as páginas do diário, ele tentou, em vários momentos, fantasiá-la de um combate pela liberdade de expressão, contra a censura que os veículos mineiros estariam sofrendo por parte do Palácio da Liberdade.
Apesar de esse assunto parecer estar se esgotando aqui em Minas Gerais — afinal, quem lê os jornais locais sabe que as coisas não são bem assim — infelizmente, quem mora fora do estado, como alguns amigos meus, acaba tendo uma idéia equivocada do que acontece aqui, haja vista a insistência com que o professor reitera suas críticas nas prestigiosas páginas digitais deste Observatório da Imprensa. É um método velho e surrado, mas que obteve muita simpatia por parte de um certo Ministro da Propaganda na Alemanha da década de 30.
Nesse último texto, ele deixou de lado os outros jornais do estado — talvez pela impossibilidade de criticá-los, uma vez que a cobertura critica à candidatura de Marcio Lacerda mereceu amplos espaços em todos os jornais — e se fixou apenas no jornal Estado de Minas.
Antes de tudo, gostaria de dizer que não tenho procuração para defender o jornal Estado de Minas, sou tão somente um estudante de direito… Eu mesmo tenho uma visão critica não só dele como também de outros jornais, inclusive de outros estados, tão somente como uma análise de um estudante de comunicação… Agora, acusar o jornal de agir na “esteira de um modelo de mobilização tirado do arsenal da CIA” é um pouco demais.
Aliás, o texto do professor é todo “demais”, mas possui um mérito: o de revelar as suas verdadeiras motivações e criar as condições para que algumas questões fiquem mais bem esclarecidas.
O professor foi um colaborador do jornal Estado de Minas durante anos. Repetindo: O professor foi um colaborador do jornal Estado de Minas durante anos. Isso foi comentado numa recente aula de ética na publicidade.
Neste período de duas décadas, se orgulhava tanto dos textos que lá estampava, que chegou a publicar vários em seu livro. Por que só resolveu iniciar suas criticas depois que o jornal interrompeu a colaboração dele? Enquanto aceitava publicar seus artigos, o jornal era ótimo. Quando passou a não se interessar mais por eles, o jornal piorou tanto que merece ser execrado. Ou será que o professor sempre teve essa imagem do jornal, mas por conveniência pessoal, silenciou-se por anos em troca da publicação de seus artigos? E se o jornal ainda estivesse publicando os seus textos, será que ele teria a mesma opinião hoje em dia? Confesso que nenhuma das três opções acima me parece digna de quem se arvora em ser defensor da ética e da liberdade.
Outro esclarecimento que o professor, no meu entendimento, ficou devendo aos seus leitores, é a explicação de que a análise que fez das eleições em BH não partiu de um observador isento da cena política, como o texto dá a entender. Além de esquecer-se de informar que sua colaboração foi dispensada pelo jornal Estado de Minas (a colaboração do professor era voluntária, por isso não se trata de demissão) ele também se esqueceu de informar que foi cabo eleitoral atuante a favor de Leonardo Quintão, a quem brindou com um manifesto de apoio em seu blog, que recebeu uma minguada adesão. Minguada não… Isso é exagerar. Raquítica é um termo mais adequado.
Mas, esclarecidas as minhas opiniões sobre as relações pessoais de fundo que envolvem o professor, o jornal e as eleições, gostaria de me deter ponto a ponto nos argumentos apresentados por ele no artigo em questão.
Depois de iniciar o seu artigo fazendo diversas considerações sobre a CIA e o golpe de 1964, o professor manifesta a sua indignação pessoal contra a campanha via internet sofrida pelo candidato Leonardo Quintão. Este tipo de campanha é realmente lamentável e merece repúdio. Aliás, como estudante de direito de uma Faculdade que recebe anualmente prêmios e menções honrosas, considero que a calúnia, a injúria e a difamação são caminhos condenáveis para se atingir o sucesso num pleito. Todavia, quem assistiu as eleições em BH e lê o texto do professor deve ter ficado surpreso com a falta de menção à violenta campanha de difamação sofrida pelo outro candidato Márcio Lacerda, a quem, diga-se de passagem, eu apoiei. Aliás, no primeiro turno, não havia um dia em que você abrisse a sua caixa postal eletrônica e não encontrasse uma dezena de mensagens caluniando, difamando ou injuriando o candidato Marcio Lacerda. Sem mencionar os inúmeros vídeos no youtube e blogs que iam na mesma linha.
Marcio Lacerda foi vítima de sucessivas ondas de spams difamatórios na internet, sempre apócrifos e violentos tentando vinculá-lo ao episódio do mensalão. O professor Massote é um homem bem informado e certamente viu a certidão do Supremo Tribunal Federal (STF) atestando a total inocência de Marcio Lacerda; com toda certeza ouviu o depoimento do senador Delcídio Amaral, presidente da CPMI dos Correios, e leu a carta do relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio, ambos também comprovando a inocência de Márcio Lacerda. No mínimo alguém deve ter lhe contado que o Procurador Geral da Republica, a Polida Federal e a Receita Federal também atestaram a total ausência de vínculo entre Márcio Lacerda e o mensalão. Ainda assim, em mais uma ausência de compromisso com a realidade, o professor preferiu ignorar tudo isso. Pelo visto, ele não se preocupa com a questão ética da campanha eleitoral em si. Parece se incomodar apenas com alguns de seus desdobramentos. Se quem é atingido pela calúnia é o adversário, tudo bem. Se não, como explicar que, apesar de todas as provas em contrário, ele reitere no seu artigo a mesma insinuação presente nos ataques covardes sofridos pelo candidato e que foram considerados criminosos pela Justiça? Será que assim como Leonardo Quintão, o professor pretende colocar-se na posição de juiz ou procurador de justiça para condenar alguém?
Outro aspecto importante é o tratamento quase afetuoso dirigido por Massote ao ex-governador Newton Cardoso, que também deu apoio a Leonardo Quintão, registrado pela revista Veja e por entrevista concedida a uma emissora de rádio. Certamente na dúvida de como qualificá-lo, já que desta vez estavam no mesmo campo político, Massote tratou-o por “controversa figura” — e deve ter sido o primeiro intelectual mineiro a elogiá-lo dessa maneira, passando uma borracha sobre uma história de muita “controvérsia’ — e bota controvérsia” nisso. Parodiando uns dos exaustivos bordões de Quintão: “É controversa figura cuidando de controversa figura”…
O professor segue em frente e apresenta a “prova” de que o jornal Estado de Minas fez a defesa da candidatura de Márcio Lacerda “de forma desabrida escancarada, sem limites’. A “prova” é a manchete do dia seguinte à eleição, 27 de outubro: “Vitória da aliança”. Sabem qual foi a manchete da Folha de São Paulo no mesmo dia: ‘Vitória de Kassab fortalece Serra’. Já pensou se o jornal Estado de Minas desse uma manchete igual à da Folha: Vitória de Lacerda fortalece Aécio? O que o professor Massote diria? Isso dá pra fazer, não é, Professor?
O professor também critica o fato da coluna ‘Em dia com a política”, assinada pelo jornalista Baptista Chagas de Almeida trazer comentários e opiniões pessoais do repórter. Ora, coluna assinada, em qualquer lugar do mundo, é para o colunista trazer os bastidores da notícia, fazer suas análises e manifestar sua opinião. Essa é a labuta de nomes como Clóvis Rossi, Ancelmo Góis, Dora Kramer, Ricardo Noblat, Ilimar Santos ou Lauro Jardim, entre tantos outros. Aliás, sou assíduo freqüentador dos blogs de vários deles. Pelo visto, na opinião do professor, estes jornalistas também não poderiam expressar suas opiniões, já que todas as opiniões são pessoais. Por isso, a coluna é assinada. Para não se confundir com a cobertura jornalística rotineira. A propósito, a jornalista Dora Kramer, do Estadão, escreveu o seguinte sobre Leonardo Quintão: ‘O mocinho bonito do PMDB significa a volta das velhas estruturas simbolizadas na figura de Newton Cardoso”. Já pensou se fosse o Baptista Chagas que dissesse a mesma coisa? O professor iria ver aí mais uma prova da conspiração. Será que o professor reclamou do texto da jornalista Dora Kramer?
Mas além de tudo isso, que me parece uma amazônica soma de equívocos, o professor ainda comete outros erros. Alguns graves, quando vindo de um professor que se orgulha de se apresentar como acadêmico, o que deveria significar um mínimo de respeito aos fatos. O que significa não confundir opinião com informação, desejo com realidade. Isso dá pra fazer…
Neste sentido, vale a pena reler especialmente o penúltimo parágrafo do texto do professor. Neste trecho, vale observar que o numero de votos brancos, nulos e abstenções de quase 25% nestas eleições são apresentados pelo professor como algo fora do normal. No entanto, nas eleições municipais de 2004 em BH, no primeiro turno, sabe qual foi o percentual correspondente a esta mesma soma? Os mesmos quase 25%! E nesse mesmo trecho que o professor resume o seu sentimento com relação ao tema tratado: segundo ele, se tudo corresse dentro da normalidade do desejo pessoal dele, a curva ascendente de Quintão se manteria até a vitória no segundo turno. Neste caso, a vitória seria legal e legitima. Como o eleitor ousou contrariar o desejo do professor ele termina o seu texto questionando a legalidade e a legitimidade do resultado das urnas.
Em um país que ainda mantém viva a memória da ditadura recente, este tipo de raciocínio é assustador. Autoritarismo é autoritarismo. Intolerância é intolerância, de esquerda ou de direita, não importa. A semente é sempre ruim. E começa a ser plantada na manipulação da realidade… Aposto que se o Quintão tivesse lido esse texto, professor, ele deixaria de pedir para você dar um jóia…
Boom de sites de campanha não explora interatividade 10 Novembro 2008
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Número de páginas de candidatos cresce 317%, mas políticos ignoram recursos da rede
Dados são de pesquisa da UNB; para especialistas, experiências de Obama nos EUA e Gabeira no Rio podem estimular campanha on-line
ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO DA FOLHA DE S. PAULO
A internet, terreno em que as campanhas de Barack Obama e Fernando Gabeira fizeram sucesso neste ano, é ocupada cada vez mais por candidatos, mas poucos sabem explorá-la.
Segundo pesquisa da UnB (Universidade de Brasília), houve crescimento de 317% no número de sites de candidatos no Brasil, em comparação com as últimas eleições municipais. Mas o boom não foi acompanhado da interatividade, como fizeram o presidente eleito dos EUA e o candidato derrotado à Prefeitura do Rio.
Os dois mobilizaram jovens para suas campanhas, criando “pontos de encontro” de adeptos em seus sites. As páginas tinham espaços em que voluntários organizavam ações sem a tutela dos candidatos, mas em favor deles. Eleitores de Gabeira, por exemplo, fizeram uma doação de sangue em massa, imagem que depois foi usada na campanha oficial.
O mesmo não ocorreu com os demais candidatos. Segundo estudo de Francisco Brandão, pesquisador da UnB, 9.254 candidatos a prefeito e vereador criaram sites de campanha, contra 2.218 em 2004. Mas a maioria ignorou recursos interativos, usando as páginas como “folders eletrônicos” -com fotos, textos e vídeos apenas.
A falta de legislação clara sobre propaganda na internet e o receio em descentralizar a campanha frearam, segundo especialistas, a interatividade. Neste ano, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotou para a internet as regras na campanha de TV e rádio, o que gerou dúvidas entre candidatos.
“Muitas vezes o candidato tem insegurança de fazer determinado evento e depois ser questionado pela Justiça Eleitoral”, diz Brandão.
Sem milagres
Especialistas afirmam que as experiências de Obama e Gabeira vão obrigar os demais a ampliar o uso de ferramentas digitais. Mas não crêem no surgimento de um fenômeno eleitoral só a partir da rede.
“Se um candidato de pouquíssima relevância usa a internet muito bem, isso não vai necessariamente alçá-lo a uma posição melhor”, diz o cientista político Francisco Paulo Jamil, da UFMG.
A pesquisa de Brandão indica justamente que a internet serviu, até agora, a candidatos com forte estrutura de campanha. A proporção de candidatos “conectados” é maior nos principais partidos e entre políticos que já exercem mandato.
“É preocupante, porque a internet pode apenas repetir distorções que existem no nosso sistema eleitoral e político. Mas mostra a força desse meio, porque os atores mais influentes já estão interessados nele”, diz.
A campanha de Obama afirma ter recebido doações de 3,1 milhões de pessoas na internet. Gabeira tentou arrecadar pela rede, mas não conseguiu autorização do TSE, que promete regulamentar esse tipo de doação para a próxima eleição.
O avanço sobre a rede tem como alvo uma fatia de 34% da população que acessa a internet, segundo o Comitê Gestor da Internet. O percentual chega a 60% entre os jovens.
Para Jamil, os candidatos com eleitorado jovem têm mais chance de “lucrar” com a internet, mas devem adequar o site. “Se o candidato defende propostas para os jovens, e esse eleitor entra no site e só há uma foto e um texto chato que está desatualizado, esse vínculo é quebrado.”
Folha: Internet eleva risco de campanha negativa 10 Novembro 2008
Posted by Gabriel de Azevedo in Jornais.add a comment
Um vídeo que ocupou por um dia o sexto lugar entre os mais vistos do mundo no YouTube mostrou o que as campanhas pela internet podem gerar.
Com o mesmo figurino e cenário usado por Leonardo Quintão (PMDB), candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, o humorista Tom Cavalcante fez um vídeo parodiando o adversário de Márcio Lacerda (PSB). Ao final, Tom diz que a cidade não precisava de um bom ator, mas de um bom prefeito.
Para o cientista político Francisco Marques Jamil, da UFMG, o vídeo mostra que “a internet não serve apenas para os candidatos aprofundarem suas plataformas, mas também para promoverem um tipo de campanha negativa”.
“Esse tipo de vídeo teve uma repercussão imensa e todo mundo no YouTube começou a assistir a essa brincadeira. Os eleitores jovens podiam nem estar interessados em saber como estava o segundo turno aqui em BH, mas, a partir do momento em que esse tipo de vídeo caiu na internet, a repercussão dela aumentou”, diz.
A desenvoltura de Quintão na TV era uma preocupação de Lacerda. Mas o vídeo não foi assumido oficialmente pela equipe. Lacerda, que no início do segundo turno estava atrás nas pesquisas, acabou eleito.
“O vídeo nasceu a partir do desafio que o publicitário Paulo Vasconcellos [que trabalhou na campanha de Lacerda] me propôs para criar uma paródia do candidato. É algo absolutamente restrito à internet, ao YouTube. Porém, o que se vê é que a internet deixou de ser algo virtual, a força que ela tem é muito real”, diz o humorista, por meio de sua assessoria de imprensa.
O pesquisador da UnB Francisco Brandão diz que a campanha negativa na rede também pautou o segundo turno das eleições em 2006. Segundo ele, os eleitores de Lula passaram a dizer que Alckmin privatizaria as estatais, mudando o foco da campanha. “A discussão surgiu na rede. Começou a ser articulada através de correntes, iniciadas nas próprias estatais, e ganhou a campanha oficial. A campanha no primeiro turno estava muito mais pautada na ética e acabou indo para o campo econômico”, diz Brandão.
SOBRE A CARTEIRA ESTUDANTIL E A MEIA-ENTRADA 9 Novembro 2008
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Nos últimos dias, inúmeras informações falsas sobre o projeto que propõe a padronização da carteira estudantil e a fixação de cotas para a concessão da meia-entrada, apresentado pelos Senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR), foram divulgadas por diversos meios de comunicação, inclusive pelo site da própria União Nacional dos Estudantes. Diante disso, temos o dever de divulgar as verdadeiras informações sobre o Projeto de Lei :
- O projeto não acaba com o benefício da meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos. Trata-se de proposta para disciplinar a emissão de carteiras estudantis, com o apoio da UNE, da UBES, da classe artística e de entidades produtoras e exibidoras de espetáculos.
- O objetivo da proposta é padronizar as carteiras, que passarão a ser emitidas por entidades credenciadas. O credenciamento será feito por órgão fiscalizador desse dispositivo. O projeto também determina que será reservada à meia-entrada uma cota de 40% da lotação em espetáculos culturais, cinemas e eventos esportivos.
- O projeto nunca propôs limite para os dias de validade da meia-entrada. Esse benefício, de acordo com o texto dos Senadores, vale para TODOS os dias, inclusive, domingos e feriados.
- A proposta de mudar o texto original partiu das associações ligadas ao meio artístico e contou com a assinatura da UNE e da UBES, em substituição a uma parte do projeto apresentado pelos Senadores Arns e Azeredo. Essa sugestão foi colocada à relatora do projeto na Comissão de Educação (CE), Senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que ainda não finalizou o parecer.
- Trata-se de um projeto de interesse da sociedade, já que atualmente há descontrole na emissão das carteiras de estudante. A perspectiva é que o preço das entradas caia à medida que carteiras fraudulentas deixem de ser aceitas e que exista um número máximo de ingressos vendidos a preço de meia-entrada. A proposta garante o benefício a quem realmente tem esse direito: os alunos regularmente matriculados e as pessoas com mais de 60 anos.
Dá próxima eles chamam Marilena Chauí 9 Novembro 2008
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Volte sempre… Ahan.
Reinaldo Azevedo e o País dos Petralhas 6 Novembro 2008
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Não deixem de assisitr a entrevista do jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo no Programa do Jô, clicando aqui.
Estou voltando 5 Novembro 2008
Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.add a comment
Caríssimos tucanos jovens… Confesso ter deixado o blog meio empoeirado… Já explico. Nessa segunda-feira estaremos de volta à nossa programação normal.









