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Senador Sérgio Guerra participou nesta quarta-feira de chat 17 Julho 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.
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2503082032-700_7872.jpg picture by jpsdb

O PSDB se prepara para as eleições municipais de outubro com favoritismo para reeleger os prefeitos de três capitais (Curitiba, Teresina e Cuiabá), chances expressivas em cidades importantes como São Paulo, São Luís e Salvador, além da expectativa de ampliar o número de prefeituras pelo Brasil em pelo menos 10%. A avaliação é do presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), que participou nesta quarta-feira de um bate-papo virtual promovido pelo portal IG com a participação de jornalistas de diversos veículos e internautas.

CRESCIMENTO NAS CAPITAIS

De acordo com Guerra, a expectativa é grande para o pleito municipal, apesar de o PSDB ter pela frente, nos diversos municípios, uma concorrência desleal: a injeção de recursos públicos vindos do Planalto para tentar eleger aliados. “Não temos dúvidas que o partido vai crescer em número de prefeituras, apesar do bombardeio de recursos para fins eleitorais para os partidos da base do governo”, destacou. Na última eleição municipal, o partido elegeu 871 prefeitos. Na disputa deste ano, são 11 candidatos próprios nas capitais e dez a vice. Nas 78 cidades brasileiras com mais de 200 mil eleitores, onde há possibilidade de 2º turno, o partido lançou candidatos próprios em 39.

Segundo o senador, as eleições 2008 não deixam de ser um ensaio para a sucessão presidencial de 2010. “Barrar o crescimento do PT e ampliar nossa presença no comando das principais cidades do país devem dar ao PSDB uma nova perspectiva para o pleito nacional”, acrescentou Guerra.

INFLAÇÃO

Sobre a disputa em outras grandes cidades, o tucano avalia que, em outubro, o PT não conseguirá ampliar a participação nas capitais brasileiras. Em Belo Horizonte, por exemplo, hoje comandada pelo petista Fernando Pimentel, a sigla do presidente Lula abriu mão da disputa para apoiar Márcio Lacerda (PSB). “Também vão perder em Fortaleza e não têm chances em Salvador. Já no interior do Brasil, o PT deve registrar um avanço moderado”, previu.

O parlamentar observou ainda que o PSDB busca ampliar as alianças com o DEM, PPS e PMDB. Para Guerra, as críticas em relação à volta da inflação vão dominar os debates. “A Bolsa Família e o PAC serão o centro do discurso do PT. E nós vamos lembrar que eles devem cuidar da inflação e dos preços dos alimentos e devem parar de desperdiçar recursos públicos. O discurso do partido do presidente está vencido e não aponta para o futuro”, analisou.

Em meio ao debate, ele explicou a diferença básica entre o modelo de oposição dos tucanos e o praticado pelos petistas há até cinco anos atrás. “A oposição que o PT fez no passado não serviu ao Brasil. As posições defendidas por eles não se confirmaram quando o PT chegou ao governo. Já nós, de forma diversa, não fazemos oposição ao que está certo, mas combatemos o que está errado”, frisou.

Segundo ele, nas próximas eleições nacionais, o tamanho e a consistência dos partidos farão a diferença. “Antes, Fernando Henrique Cardoso e Lula excediam os limites dos partidos. Agora, a disputa é equilibrada e as legendas serão mais importantes para determinar a vitória”, afirmou.

PRIVATIZAÇÕES

O presidente do PSDB também não se furtou de responder perguntas sobre as privatizações – que tiveram início na gestão FHC – e sobre o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas. “Ainda é cedo para avaliar o impacto desse caso nas eleições. Por enquanto, o que temos é vazamento, pedaços de conversas, gravações, suposições, uma verdadeira desordem. Temos de esperar as coisas tomarem um rumo mais responsável”, ponderou.

Sobre as privatizações, o parlamentar pernambucano deixou claro que o partido assume os seus atos e incentivou o governo a fazer o mesmo. “Nenhum preconceito contra a privatização. Há estradas que ainda precisam ser concedidas e somos a favor disso. Parcerias público-privadas, as PPPs, são bem-vindas, mas temos de analisar caso a caso”, finalizou.

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