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CQC no Congresso [LIBERADO] 30 Junho 2008

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O Senado Federal decidiu liberar o acesso do programa “CQC” (Custe o Que Custar), da TV Bandeirantes, ao Congresso Nacional. Depois da campanha “CQC no Congresso”, lançada pelos integrantes do programa na internet, rádio e TV, o primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), disse nesta segunda-feira que vai permitir o acesso dos repórteres do “CQC” na Casa Legislativa.

O primeiro-vice-presidente do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), aprovou a decisão de Efraim. Segundo Dias, o Congresso deve demonstrar respeito à liberdade de expressão. “Eu acho ótimo, já fui vítima do ‘CQC’ e não me machucou. Trata-se de valorizar a liberdade de expressão. Estranho seria o Parlamento proibir, não vejo problema algum.”

O “CQC” afirmou, por meio da assessoria de imprensa da Bandeirantes, que só vai se manifestar sobre a liberação do credenciamento depois que o programa for notificado oficialmente da decisão de Efraim. Há 11 dias, o repórter do “CQC” Rafinha Bastos fez um protesto em frente ao Congresso Nacional para reclamar contra o “veto” imposto pelo Legislativo ao ingresso dos integrantes do programa.

 

Arraiár 30 Junho 2008

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- Olha a inflação!
- Ó!
- É mentira…

- Cumprimento dos cumpadres…
- Ué, o Roberto Teixeira veio?
- É mentira…

- Olha a quadrilha!
- Como assim, companheiro?
- Tô falando da dança, presidente… Da dança…

Lulômetro 30 Junho 2008

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A pesquisa CNI/Ibope divulgada há pouco quis saber: “O senhor aprova ou desaprova a atuação do governo nas seguintes áreas”:

Combate à inflação:

- 41% aprovam (em março eram 51%) e 53% desaprovam (em março eram 43%) . É a pior avaliação do governo nessa área desde dezembro de 2005 quando esse índice chegou a 37% de avaliação positiva.

- 65% dos entrevistados acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos seis meses (em março eram 51%). Apenas 12% afirmam que haverá redução dos preços (em março eram 15%).

Taxa de juros:

- 31% aprovam (eram 39% em março) e 61% desaprovam (eram 53% em março). A pior marca é de dezembro de 2005, quando apenas 25% dos entrevistados aprovavam a política de juros.

Em relação aos impostos:

- 31% aprovam e 63% desaprovam. Em março esses números eram respectivamente de 35% e 60%.

Políticas para o meio ambiente:

- 53% aprovam (em março eram 60%) e 40% desaprovam (em março eram 34%).

Combate à fome à pobreza:

- 59% aprovam (em março eram 62%) e 39% desaprovam (em março eram 35%).

Programas sociais na área de saúde e educação:

- 62% aprovam (em março eram 60%) e 34% desaprovam (em março eram 37%).

Segurança pública:

- 41% aprovam (em março eram 40%) e 56% desaprovam (em março também eram 56%).

Desemprego:

- 52% aprovam (em março eram 55%) e 45% desaprovam (em março eram 41%).

Entrevista com o Senador Sérgio Guerra 30 Junho 2008

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“Ninguém manda e ninguém aparelha nosso partido. Aqui todos têm opinião e podem expressá-las.” A frase do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), revela a busca da direção nacional para ouvir cada vez mais os integrantes da legenda em todo o país. A adoção de prévias para escolha de candidatos e o amplo processo de discussão do programa do partido são exemplos dessa diretriz. “Estamos abrindo o PSDB cada vez mais”, reitera Guerra, que nesta entrevista aborda os 20 anos da legenda, completados no último dia 25, e destaca a unidade que marcou a escolha do candidato em São Paulo, Geraldo Alckmin. Como destacou, o tucano teve cerca de 90% dos votos dos delegados na convenção do dia 22. Abaixo, a íntegra:

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O PSDB comemora 20 anos de existência. Como o senhor avalia esse período e também a fase do partido na oposição?

Eu acredito que o PSDB ganha crescente identidade. Basta perceber o que resultou do último Congresso temático, no final do ano passado. Assumimos o nosso passado com clareza, computamos os ganhos que tivemos nos últimos 20 anos e definimos o padrão democrático que qualifica o PSDB como oposição. Somos uma oposição dura, mas não radical. Não atiramos para o ar, indiscriminadamente, e temos sempre a noção de que o país, muitas vezes, se impõe às divisões. É claro que essa atitude produz outras interpretações, mas estamos seguros dela.

O partido mostrou divisão em São Paulo.

O que tivemos foram discussões sobre o nosso candidato na cidade de São Paulo. Temos uma aliança na prefeitura, que é governada hoje por um partido aliado, e temos uma aliança em São Paulo que governa bem o estado. O DEM tem um candidato a prefeito e nós temos um nome que está na liderança das pesquisas. Tudo o que fizemos foi desenvolver um esforço pela candidatura própria. Tudo o que vamos fazer é desenvolver uma campanha que não nos impeça de somarmos forças acima de tudo. No mais são detalhes perfeitamente normais nesse tipo de decisão.

Existem tucanos que dizem que o partido precisa ser repensado…

Eles têm razão e é o que estamos fazendo, abrindo o partido para uma participação mais ampla. Se alguém tiver a curiosidade de sair de Brasília e verificar o esforço que estamos fazendo no PSDB vai comprovar isso. Nós estamos abrindo o partido cada vez mais e caminhamos para o estabelecimento de prévias na definição de candidatos.

Dá para fazer convenções ou prévias sem rachar o partido?

Não vejo rachaduras no PSDB. A morte é sempre anunciada e nunca confirmada. Fizemos uma convenção em São Paulo, onde temos 1.300 delegados, desses 1.100 votaram, sendo que deles quase 90% no candidato Geraldo Alckmin. Onde é que está a divisão? Onde é que está o racha? Isso é democracia. Os delegados de São Paulo demonstraram qual é o espírito real do partido, a unificação.

Nesses 20 anos de história, o senhor faria alguma crítica ao comportamento do PSDB?

Acho que o partido deve continuar no seu processo de ter decisões mais abertas. Mas, é importante lembrar que a partir do período do senador Tasso Jereissati na presidência, o PSDB começou um amplo processo de discussão técnica e programática. Tudo isso ainda vai ter desdobramentos e é importante que isso seja considerado. A agenda que o PSDB produziu para o Brasil, que alimenta a nossa legenda, o PT e outros, precisa ser revista. E agora, como antes, essa nova agenda vai sair do PSDB, dos seus confrontos e das suas discussões. Ninguém manda e ninguém aparelha nosso partido. Aqui todos têm opinião e podem expressá-las. Por que não lembrar a CPMF? Discutimos três meses. Racha no partido e na bancada eram os comentários. Não foi criado nenhum constrangimento aos senadores e os treze votaram com a mesma orientação: contra a CPMF. A unidade se deu no voto.

PSDB passa a encabeçar chapa em 10 capitais 30 Junho 2008

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 deputado estadual Nelson Marchezan Jr será o candidato do PSDB à Prefeitura de Porto Alegre. O nome foi confirmado em convenção realizada neste domingo no plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que ficou lotado durante todo o dia. A vice-presidente nacional do partido, senadora Marisa Serrano (MS), e a governadora Yeda Crusius prestigiaram a convenção. Com a decisão, o número de candidaturas encabeçadas por tucanos em capitais sobe para 10.

Álcool, direção e juventude 29 Junho 2008

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Bom, acredito que, mais uma vez, jogou-se a criança fora e manteve-se a água do banho. É óbvio que medidas eficientes devem ser tomadas para evitar que a mistura de álcool e direção resultem em acidentes de trânsito. Todavia, acredito que o Brasil acaba de criar uma estrovenga jurídica com pitadas de corrupção.

Sou avesso à automóveis. Não sei se pelos anos de equitação que me fizeram acostumar-me melhor às rédeas do que com o volante ou se pelo trânsito dadaísta belohorizontino. Seja como for, sou um ponto fora do gráfico. O jovem geralmente gosta de dirigir. E gosta de beber. E tem o pleno direito de fazer os dois, na medida da razoabilidade.

A nova lei seca brasileira condenou o jovem a fazer uma escolha: ou ele bebe em casa, ou não bebe quando sair. Fico impressionado com a inversão de ações. Porque então não se preocupam em criar um melhor tipo de transporte público que garanta o álcool no ambiente urbano?

A nova legislação cria, na verdade, uma nova fonte de pequenas corrupções no trânsito. O sujeito bebeu uma dose de uíque ou uma taça de vinho e vai ver aquele olhar de “com um jeitnho você está livre” do seu guarda.

O que precisamos são ações conscientizadoras para a juventude e de fiscalização coerente para os limites alcoolicos já existentes. Se não se coibia com firmeza os limites antigos, imaginem agora com o álcool zero?

É assim… Agora, nem beber podemos. É um país onde não se garante o bom trânsito, não se garante a segurança no trânsito, não se garante o transporte público, mas se garante o fim do nosso sagrado happy hour.

Como dizia Jânio Quadros: bebo porque é líquido, fosse sólido comê-lo ia. Sou carona e comemoro: não vou abrir mão do meu uísque. Muito menos do vinho. E quem dirá do champagne.

E por falar em presidente… Quero ver fiscalizarem a saída do Palácio do Planalto. Ah, se bem que, alí, todos possuem motoristas.

Inquérito de dossiê anti-FHC está parado 29 Junho 2008

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Publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo (29/06/2008). Reportagem de Lucas Ferraz. Íntegra para assinantes, clique aqui.

Sem concluir investigação sobre vazamento de gastos do ex-presidente, delegado encaminhou o caso à Procuradoria Geral

PF passou ao procurador Antonio Fernando decisão de pedir ou não ao Supremo ampliação da apuração; delegado não foi localizado

Inicialmente previsto para ser concluído nos primeiros dias de julho, o inquérito da Polícia Federal que investiga a confecção e o vazamento do dossiê produzido pela Casa Civil com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) está parado desde o início de junho.

Antes de ouvir funcionários considerados essenciais na elaboração do material e sem concluir o inquérito, o delegado Sérgio Menezes o encaminhou ao Ministério Público Federal motivado por uma representação do PSDB sobre o envolvimento de autoridades com foro privilegiado. O único indiciado até o momento foi o então secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, por quebrar o sigilo funcional. Ele vazou o dossiê.

Conforme a Folha revelou, o dossiê foi montado dentro da Casa Civil, em fevereiro, antes da instalação da CPI dos Cartões. A ordem para a confecção do material partiu de Erenice Guerra, secretária-executiva da pasta e braço direito da ministra Dilma Rousseff. Ela e o secretário de administração da pasta, Norberto Temóteo, ainda não foram ouvidos pela PF.

Com a decisão do delegado de enviar o inquérito ao Ministério Público, caberá à Procuradoria Geral da República apresentar parecer se posicionando pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), mas o inquérito tampouco chegou às mãos do procurador.

O fato foi motivado por uma representação do PSDB, de março, em que o partido pede para Antonio Fernando Souza investigar a suposta participação na confecção do material de Dilma e a responsabilidade no caso dos ministros do Planejamento (Paulo Bernardo) e da CGU (Controladoria Geral da União), Jorge Hage, e do deputado Pepe Vargas (PT-RS).

A representação foi apresentada ao delegado na primeira semana do mês pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Menezes anexou o documento ao inquérito e o mandou ao Ministério Público do DF -que o enviou à Justiça Federal.

A praxe em investigações policiais é o delegado concluir o inquérito e, caso haja indícios de participação de autoridades com foro, solicitar ao STF a ampliação das investigações.

Na Operação Santa Tereza (sobre fraudes em empréstimos de recursos públicos), a PF não tinha como foco o suposto envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), mas, sem suspender a investigação, enviou o relatório ao Ministério Público, que pediu ao STF que investigasse o congressista -decisão acatada.

Ao remeter o inquérito com a representação ao Ministério Público Federal, o delegado joga a decisão de ampliar a investigação para Antonio Fernando sem ao menos concluir o inquérito, iniciado em abril.

A Folha não localizou o delegado. Segundo a Procuradoria, não há prazo para o procurador analisar o caso. Se o parecer pedir investigação do STF, novas diligências devem ser feitas. Caso contrário, o inquérito volta ao delegado com novo prazo.

País tem excesso de programas sociais 29 Junho 2008

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AOS PETISTAS MAIS AFOITOS: LEIAM ANTES DE CHIAR.

Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo (29/06/2008). Reportagem de Roldão Arruda. Íntegra para assinantes, clique aqui.

Economista diz que desafio é gerir melhor as políticas públicas já existentes</em

O Brasil precisa parar de criar cestas de políticas sociais e econômicas. O desafio do próximo presidente da República – a ser eleito em 2010 – será dar um mínimo de unidade às políticas já existentes e fazer com que conversem entre si. Se não fizer isso, o sucessor de Lula corre o risco de continuar administrando um país desigual e contraditório, com um pé no século 21 e o outro nas sociedades pré-capitalistas do século 19.

Essas afirmações fazem parte de um estudo apresentado recentemente no Instituto de Economia da Unicamp pelo pesquisador Cláudio Dedecca, durante concurso para o cargo de professor titular. O economista analisou em primeiro plano a situação do campo brasileiro, onde um setor modernizado, baseado em grandes empresas, algumas com ações na Bovespa e presença no mercado internacional, convive com uma situação arcaica do ponto de vista dos trabalhadores.

De um conjunto de quase 10 milhões de trabalhadores do setor, o economista verificou que metade não tem remuneração. “O assalariamento formal compreende ao redor de 1,5 milhão de pessoas, enquanto o trabalho não remunerado e em auto-consumo atinge mais de 5 milhões”, diz ele. Do grupo restante, quase 2,5 milhões são bóias-frias e trabalhadores em condições precárias, e os outros trabalham por conta própria. “Temos muito mais gente sem salário no setor agrícola do que no segmento formal.”

A partir daí ele analisa algumas soluções que estão sendo propostas e mostra que algumas, como a expansão da cana-de-açúcar, podem agravar ainda mais essa disparidade entre o moderno e o arcaico: “A lavoura da cana-de-açúcar, cuja administração é das mais modernas, emprega pouca mão-de-obra. Na escala de absorção de trabalhadores, está em sétimo lugar, atrás do algodão e outras culturas.”

Para Dedecca, os problemas são complexos e as soluções precisam ser globais, combinadas. Não é isso, porém, o que vem ocorrendo. “O governo federal tinha, até dois anos atrás, 36 programas orientados para a qualificação e formação profissional dos jovens. Tinha ministério com mais de um programa para essa área – e um não tinha contato com o outro.”

Segundo o economista, o País já estabeleceu uma quantidade suficiente de programas econômicos e sociais. “A cesta está completa. E não adianta pensar em criar outros, porque não teremos recursos: chegamos a uma carga tributária que bateu no teto. A saída agora é o diálogo entre todos esses programas já criados. É preciso que o Bolsa-Família dialogue com o programa de financiamento da pequena agricultura familiar, que o Ministério do Desenvolvimento Agrário dialogue com o do Meio Ambiente e assim por diante.”

A solução é política, diz: “Fomos consolidando uma prática de barganhas políticas, envolvendo ministérios, secretarias, partidos, cada ministro querendo capitalizar para seu partido. Em vez de atuarem articuladamente, concorrem entre si”.

VEJA: A revolucionária discreta 29 Junho 2008

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Publicado originalmente na revista Veja (29/06/2008). Reportagem especial. Íntegra para assinantes, clique aqui.

Ruth Cardoso deixa um legado precioso na política social brasileira

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A antropóloga Ruth Cardoso, morta aos 77 anos na terça-feira passada, era uma intelectual respeitada, dona de sólida carreira acadêmica e autora de obras que viraram referência no campo da antropologia e das ciências sociais. Mas foi como primeira-dama – título pelo qual tinha ojeriza – que ela influenciou diretamente os destinos do Brasil. Quando Fernando Henrique Cardoso, com quem estava casada havia 55 anos, assumiu a Presidência da República, em 1995, política social no país era sinônimo de distribuição de leite. As ações de governo ficavam, então, a cargo da Legião Brasileira de Assistência – a LBA de tristes lembranças, pautada pelo assistencialismo e erodida pela corrupção. Convencida de que “distribuir alimentos não sustenta o desenvolvimento de ninguém”, Ruth criou o Programa Comunidade Solidária – e mudou a política social do país. Além de substituir a caridade eleitoreira por projetos de capacitação profissional, o programa realinhou a relação entre o governo e a sociedade ao firmar parcerias com o empresariado e estimular o trabalho voluntário. Dessa forma, estendeu aos cidadãos a participação numa tarefa até então confinada ao clientelismo do estado.

Embora discordasse da condução da política social pelo atual governo, Ruth tratava o assunto com a discrição habitual. Avessa à exposição pública e a vulgaridades de qualquer natureza, mostrou-se desgostosa com o envolvimento de seu nome no caso do dossiê elaborado pela Casa Civil, com despesas pessoais suas e do ex-presidente Fernando Henrique. Quando a ministra Dilma Rousseff lhe telefonou para negar a responsabilidade da pasta no imbróglio e garantir-lhe que as informações sobre as despesas continuariam sob sigilo, Ruth respondeu que era favorável à transparência – e pediu que se desse publicidade aos seus gastos. O comparecimento do presidente Lula ao seu enterro e o abraço emocionado trocado entre o petista e o ex-presidente marcaram uma trégua no mal-estar provocado pelo episódio.

Ruth Cardoso integrava, desde 2004, o Conselho Curador da Fundação Victor Civita, presidida por Roberto Civita, presidente da Editora Abril. “Ruth foi uma grande educadora, extraordinária batalhadora na frente social, sábia conselheira e querida amiga. Deixa um enorme vazio entre nós”, diz Civita. Ela sofreu um infarto em sua casa, justamente no momento em que, conversando com o filho, Paulo Henrique Cardoso, comentava, feliz, os bons resultados do cateterismo a que se havia submetido na véspera: “Vou comemorar com a minha neta, em Paris, na semana que vem”. Foram as suas últimas palavras. A morte de Ruth representa uma perda e tanto para o Brasil. Mas sua obra, os fundamentos de sua política social e a lembrança de sua retidão e dignidade de caráter permanecem. Que o exemplo frutifique.

VEJA: A educação vai a bolsa de valores 29 Junho 2008

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Publicado originalmente na revista Veja (29/07/2008). Reportagem de Camila Pereira. Íntegra para assinantes, clique aqui.

Faculdades abrem o capital para crescer – e os estudantes também podem ganhar com isso

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Poucos setores têm se transformado tanto no Brasil quanto o de ensino superior privado. O sinal mais claro disso é a recente entrada das universidades na bolsa de valores. Quatro grupos já abriram seu capital e logo virão pelo menos mais três, entre eles o Iuni (do Centro-Oeste), o Maurício de Nassau (o maior do Nordeste) e o Veris Educacional, ao qual pertence o Ibmec. O presidente do Veris, Eduardo Wurzmann, resume a motivação comum a essas empresas: “Não há maneira melhor de patrocinar a expansão das universidades”. Redes de ensino superior não são uma novidade no país. Elas surgiram cerca de dez anos atrás. Com a bolsa, agora, ganham um novo – e decisivo – impulso. O grupo Kroton, dono das escolas e faculdades Pitágoras, chegou à bolsa com oito faculdades e hoje tem 25. O Anhanguera passou de dezessete para 47 instituições em pouco mais de um ano. Foi o grupo que mais deu certo: o valor das ações já cresceu 50%. Trata-se ainda de um caso emblemático da profissionalização pela qual passam as universidades. Basta saber que o presidente do grupo, o professor de matemática Antonio Carbonari Netto, resolveu abrir sua primeira faculdade no interior de São Paulo baseado numa “intuição”. Uniu-se a três colegas e hipotecou a própria casa para conseguir um empréstimo no banco. “Virei empresário sem saber o básico”, conta ele. Hoje, recebe investidores estrangeiros interessados em comprar suas ações.

O ingresso das faculdades no mercado de capitais não provoca apenas uma mudança fundamental na condução desse tipo de negócio no país. Pode representar, também, um avanço para os alunos. Foi o que se viu nos Estados Unidos, onde as universidades começaram a aventurar-se na bolsa quinze anos atrás. A breve experiência brasileira aponta para o mesmo tipo de ganho: mensalidades mais baixas, avanços na infra-estrutura e, por vezes, até a melhora do ensino. Ao abrirem o capital, as universidades juntam dinheiro para esparramar-se por vários endereços e logo se transformam em redes de ensino, nas quais tudo é pensado em grande escala. Na prática, nenhum funcionário vai mais à loja vizinha comprar papel e tinta ou uma impressora nova. Esses artigos são encomendados aos milhares, o que reduz os custos. Torna-se possível, por exemplo, a compra de equipamentos para um laboratório pela metade do preço – daí as chances de a infra-estrutura melhorar. Com esse tipo de economia, a margem de lucro de uma faculdade, que normalmente beira os 7%, chega a 20%. É por isso que grupos que entraram na bolsa, como Anhanguera e Estácio de Sá, conseguem cobrar mensalidades até 50% mais baixas.

Para certas faculdades, a entrada na bolsa acaba tendo ainda impacto positivo no nível do ensino (o que não faz mal às universidades brasileiras). Uma das razões remete, de novo, aos ganhos de escala. Numa rede, os custos com a confecção de currículos e material didático (parte do negócio que sai caro para as universidades) caem drasticamente. O mesmo material é adotado em dezenas de faculdades. Foi justamente por isso que o Kroton (grupo já tradicional no ensino básico, como o SEB, outro que entrou na bolsa) investiu alto na contratação de uma equipe de especialistas em diversas áreas, com a missão de elaborar um plano pedagógico. “Não conseguiríamos isso fora de uma rede de ensino”, diz Alicia Figueiró, vice-presidente do grupo. Outro fator que pode impulsionar a melhora do ensino diz respeito à simples lógica do mercado: faculdades muito ruins espantam os investidores e, por isso, aquelas que vão à bolsa têm de se preocupar mais com o lado acadêmico. Diante de notas baixas em alguns de seus cursos em provas aplicadas pelo Ministério da Educação, a Anhanguera decidiu enviar professores para um curso de reciclagem. “Trata-se de uma questão de sobrevivência no longo prazo”, afirma o especialista Ryon Braga.

A experiência de entrar na bolsa nem sempre é fácil, especialmente para um setor tão pouco profissionalizado. Para abrir o capital, os grupos precisam apresentar três anos de contas auditadas, um conselho de administração e metas bem definidas de expansão. Freqüentemente, uma reorganização dolorosa do negócio é necessária. A Estácio de Sá, o maior grupo de ensino superior do país, com quase 200 000 alunos, passou por maus momentos depois que entrou na bolsa. Faltou planejamento. Para se ter uma idéia, apenas seis meses antes da abertura do capital o grupo se tornou, oficialmente, uma instituição com fins lucrativos, requisito básico para o IPO. A evidente desorganização afastou os investidores, e o valor das ações caiu à metade. A reação veio há dois meses, quando o GP Investimentos, o maior gestor de recursos de terceiros no Brasil, comprou 20% das ações. Conferiu credibilidade ao negócio. O que atrapalhou a Estácio foi justamente o trunfo da Anhanguera. O grupo, hoje com 47 faculdades e previsão de faturamento neste ano de 600 milhões de reais, começou a se preparar para abrir o capital com quatro anos de antecedência. A transição deu-se com a supervisão do fundo de investimentos Pátria, hoje dono de 50% das ações. Enquanto os grandes grupos crescem, as pequenas faculdades sofrem. Como sabem que será difícil competir com uma rede de ensino, seus donos começam a passar o negócio adiante.

Ocorre hoje no Brasil um fenômeno que teve início nos Estados Unidos, na década de 90, quando grupos de ensino abriram capital na bolsa, motivados pela expansão num nicho até então pouco explorado: o ensino universitário para gente mais velha. Deu certo. O recente ingresso das faculdades brasileiras na bolsa é impulsionado por uma outra realidade, mais parecida com a da China e da Índia, onde grupos de ensino também abrem seu capital. Esses países têm ainda muitos jovens fora das universidades (87% deles no Brasil) e vivem momentos de expansão da economia – o que significa mais dinheiro no bolso das pessoas para pagar por educação. Não por acaso, são boas as perspectivas de expansão do faturamento nesse setor: os 20,5 bilhões de reais deste ano devem chegar a 28 bilhões de reais em 2012, segundo uma projeção da consultoria Hoper. São números polpudos o bastante para atrair estrangeiros. Eles já são a maioria dos investidores em universidades brasileiras na bolsa – e têm apostado também fora do mercado de ações. O grupo americano Laureate foi o primeiro a se tornar sócio de uma universidade brasileira, a Anhembi Morumbi, em 2005. Na semana passada, o igualmente americano Apollo, o maior grupo de ensino do mundo, ofereceu 2,5 bilhões de reais pela Universidade Paulista (Unip), do empresário João Carlos Di Genio. É a maior proposta já feita nesse mercado. Mais um sinal de que a educação no Brasil se tornou não apenas um bom negócio, mas um negócio diferente.

ÉPOCA: A primeira-dama da República 29 Junho 2008

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Publicado originalmente na Revista Época (29/06/2008). Reportagem de Ricardo Amaral e Cristiane Segatto. Íntegra para assinantes, clique aqui.

No difícil papel de mulher do presidente, a professora Ruth Cardoso foi discreta, independente e republicana. Deixou um legado inovador nas políticas sociais

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A professora Ruth Cardoso parecia animada e estava cheia de planos na noite da terça-feira 24, quando abriu a porta de seu apartamento, em São Paulo, para o filho mais velho, Paulo Henrique. Ela voltara para casa na véspera, depois de passar quatro dias internada no Hospital Sírio Libanês, por causa das fortes dores no peito que sentira durante um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Ruth conduziu o filho até a cozinha e pediu à empregada Terezinha que preparasse “um café dos bons”. Caminhou mais dois passos e desfaleceu. Paulo Henrique amparou a mãe na queda. Tudo o que ele ouviu foi um “ui”. Naquele instante, não muito longe dali, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, marido da professora e pai de Paulo, iniciava uma palestra para empresários. “Quando me disseram que era o Paulo Henrique ao telefone, logo percebi que era notícia ruim”, contaria mais tarde. A notícia era a morte súbita de Ruth, por arritmia cardíaca, aos 77 anos de idade, às 20h40.

Ruth vinha sofrendo de problemas cardíacos. Em 2004, recebeu o implante de dois stents, armações metálicas que regularizam o fluxo sanguíneo. Ela tinha hipertensão controlada com medicamentos e tomava remédios para baixar o colesterol. Um cateterismo realizado na segunda-feira revelou uma obstrução numa artéria muito pequena. Os médicos decidiram não mexer na artéria. “Não havia nada que indicasse que ela pudesse ter morte súbita”, afirma o cardiologista Edson Stefanini. Um dos primeiros a ser avisados da morte de Ruth Cardoso foi o governador José Serra, que a tinha como uma espécie de irmã mais velha. Imediatamente, ele telefonou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desencadeou uma rara operação de convivência política civilizada. O velório de Ruth promoveu o reencontro de dirigentes políticos que estiveram juntos no passado, mas se colocaram em extremos opostos pela disputa eleitoral: petistas e tucanos de todo o país; tucanos do grupo de Serra e da corrente de Geraldo Alckmin e Aécio Neves (separados pela disputa presidencial de 2010); tucanos e chefes do PMDB, partido com o qual romperam há 20 anos.

Um reencontro simbolizado pelo longo abraço de um contrito Lula em um Fernando Henrique Cardoso banhado em lágrimas. “Só mesmo a Ruth para promover um ato ecumênico como este”, disse o ex-ministro da Justiça José Gregori. “Parece até que o espírito republicano dela desarmou os políticos deste país.” O velório foi realizado na sala de concertos da Osesp. “Ela amava este lugar”, disse Serra. FHC é presidente do conselho curador da orquestra. Na noite em que ela se sentira mal, o concerto era em homenagem ao herdeiro do trono japonês, Naruhito. Ele visitou o Brasil pelo centenário da imigração japonesa, tema da tese de mestrado em Antropologia, produzida por Ruth em 1970 – O Papel das Associações Juvenis na Aculturação dos Japoneses.

A antropóloga Ruth Correia Leite Cardoso passou oito anos em Brasília tentando se livrar do estigma que recai sobre as mulheres de presidentes da República. No Brasil, como em outros países, a mulher do presidente é tratada pelo título de primeira-dama. Dela se espera que seja elegante e discreta, que acompanhe o marido em cerimônias oficiais, mantenha distância de assuntos políticos e promova chás de caridade. De todas essas expectativas, a mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso correspondeu apenas a uma: ser sempre elegante e discreta em público. Ao longo dos dois mandatos de FHC, a professora s Ruth Cardoso manteve um influente diálogo intelectual e político com o marido – que se referia a ela como uma espécie de “lado esquerdo” do governo – e virou do avesso as políticas de combate à pobreza no país.

“Não sou primeira-dama”, ralhava a professora Ruth quando os jornalistas a chamavam assim. Ela considerava a forma de tratamento uma macaquice copiada dos Estados Unidos. Quando Fernando Henrique chegou ao Planalto, em 1995, estava casado com Ruth havia 42 anos. Por todo esse tempo, ela compartilhara com o marido a vida acadêmica, a resistência à ditadura, o exílio no Chile e na França e a educação dos filhos Paulo Henrique, Beatriz e Luciana.

Ruth Cardoso formou-se na USP em 1952 e, no ano seguinte, casou-se com o colega Fernando (a família e os amigos mais antigos o chamam pelo primeiro nome). Tornou-se doutora em Antropologia. No exílio, foi professora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, a Flacso, que muito influenciou a esquerda no continente. Também foi professora na Maison des Sciences de L’Homme (Paris) e nas Universidades de Berkeley (Califórnia) e Colúmbia (Nova York). Por todos os títulos, não podia ser apenas a mulher do presidente, mas havia também uma razão republicana para recusar os rapapés. “Quem foi eleito presidente foi o Fernando, não existe eleição de primeira-dama”, disse a uma amiga nos primeiros dias de Brasília.

Antes mesmo da posse de FHC, Ruth Cardoso construiu uma carapaça em torno de sua vida pessoal e da família, que já contava com cinco netos. Naqueles oito anos, pouco se publicou na imprensa sobre a “primeira-família”, em comparação com governos anteriores e com os dois mandatos de Lula. Ruth Cardoso foi notícia por suas opiniões políticas e pelo trabalho do Conselho Comunidade Solidária, que ela criou em 1995 para substituir a Legião Brasileira de Assistência (LBA), uma instituição assistencialista carcomida de clientelismo e corrupção. Ruth não foi personagem de fofoca.

Logo no começo do governo, Ruth deu sinais de funcionar como “lado esquerdo” do presidente. Fernando Henrique fora eleito numa coligação do PSDB com o antigo PFL, partido formado por dissidentes da ditadura que o havia levado à prisão, em 1969, e em seguida ao exílio. Numa declaração considerada imprudente, dona Ruth (como ela não gostava de ser chamada) tentou matizar essa relação. “O meu PFL é o PFL do (Gustavo) Krause e do (Reinhold) Stephanes”, disse ela, referindo-se a dois ministros de FHC com imagem de modernos. A declaração foi considerada imprudente por estigmatizar os verdadeiros chefes do partido – o senador Antônio Carlos Magalhães e o vice-presidente Marco Maciel.

Fernando Henrique soube lidar habilmente com seu lado esquerdo sempre que necessário. Em 1999, o Brasil foi incluído no roteiro de viagens do Dalai-Lama Tenzin Gyatso. Um encontro oficial do líder tibetano com o chefe de Estado brasileiro poderia comprometer as relações do país com a China, que ocupa o Tibete. Estimulado pela mulher, FHC procurou intermediários que pudessem promover o encontro sem irritar os chineses. Num telefonema ao ex-deputado Paulo Delgado (PT-MG), vice-presidente do Grupo Parlamentar Brasil–China, pediu que negociasse uma saída. “Sabe, como é, Paulo, são aquelas coisas da Ruth”, disse. A saída foi programar uma visita do Dalai-Lama à casa do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, onde FHC passaria casualmente e cumprimentaria o Dalai. Informada do plano tortuoso, mas eficaz, foi Ruth quem se desculpou com Delgado: “São aquelas coisas do Fernando”.

Mais de cinco anos depois de ter deixado o Palácio da Alvorada, Ruth reagiu “com indignação” à divulgação de um dossiê com despesas domésticas e gastos em viagens no governo FHC. Aos amigos, queixou-se de que a exploração política desconsiderava seu comportamento republicano. Ruth deixou amigos no Alvorada. Priscila Rocha, major da PM, e Meire Bezerra, sargento da segurança presidencial, choravam em volta do caixão.

Para quem não foi eleita, Ruth Cardoso deixou uma profunda marca nos programas sociais brasileiros. O Conselho do Comunidade Solidária criou cinco programas em parceria com empresas e sociedade civil, hoje transformados na ONG Comunitas, responsável pela alfabetização de mais de 5 milhões de pessoas e pela qualificação profissional de centenas de milhares. O programa selecionou os municípios mais pobres do país, para os quais seriam dirigidas, em maior volume, verbas oficiais de merenda escolar, cestas básicas e outras ações sociais. “A professora Ruth introduziu no país os conceitos de eficiência na política social”, diz uma antiga colaboradora, Ana Fonseca, ex-secretária-executiva do Fome Zero no primeiro governo Lula. “Ela recusou o papel tradicional de primeira-dama para influir onde tinha reconhecida competência.” Ruth Cardoso não foi a primeira-dama que se esperava que fosse. Foi muito melhor.

ÉPOCA: Eles podem concorrer? 29 Junho 2008

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Publicado originalmente na revista Época (29/06/208). Reportagem de Murilo Ramos e Ricardo Mendonça. Íntegra para assinantes, clique aqui.

O movimento de veto a candidatos com ficha suja ganha força nos tribunais e na sociedade

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O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) é réu em, pelo menos, sete processos criminais ou por improbidade administrativa, aqueles a que se responde quando se age desonestamente no exercício de um cargo público. Alguns processos envolvem acusações como desvio de dinheiro, remessa de dólares e lavagem de verba pública em obras feitas pela Prefeitura de São Paulo, quando Maluf ocupou o cargo (1993-1996). Rosinha Garotinho (PMDB), ex-governadora do Rio de Janeiro, também é ré em dois processos, acusada de improbidade administrativa. Mesmo com “ficha suja”, os dois foram escolhidos por seus partidos para disputar a eleição municipal de outubro. Maluf quer ser prefeito de São Paulo. Rosinha cobiça a Prefeitura de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.

Político que, como Maluf e Rosinha, responde a processo criminal e por improbidade administrativa pode sair candidato? A Justiça está dividida em relação ao tema. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima em questões eleitorais, sim. Provocados a falar sobre o tema, os ministros do TSE decidiram, por 4 votos a 3, que qualquer um pode ser candidato enquanto não receber uma condenação definitiva. Esse entendimento é contestado pelos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, os TREs. Há duas semanas, eles divulgaram um documento em que defendem o veto à candidatura de políticos processados, mesmo quando ainda cabe recurso numa instância superior. “É correto permitir a eleição de um candidato acusado de homicídio? Na situação atual, até Fernandinho Beira-Mar poderia ser candidato. Afinal, seus processos ainda não chegaram à última instância”, diz Roberto Wider, presidente do TRE do Rio de Janeiro e líder do movimento que se rebelou contra a orientação do TSE.

O impasse surgiu por causa de incompatibilidades entre o texto da Constituição, de 1988, a Lei de Inelegibilidades, de 1990, e uma emenda constitucional de 1994. A Constituição diz que ninguém será considerado culpado “até o trânsito em julgado”. Isso quer dizer: até a sentença definitiva. A emenda à Constituição, de 1994, ditou que uma lei complementar deveria estabelecer casos de inelegibilidade “considerada a vida pregressa do candidato”. Mas essa lei complementar já fora aprovada em 1990 e, em nenhum trecho, trata da vida pregressa do candidato. Criou-se, assim, um limbo jurídico. Para corrigi-lo, seria necessário mudar a lei complementar.

A posição pró-veto à candidatura de quem seja processado recebeu apoio de importantes entidades da sociedade, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB. Ela iniciou uma campanha de recolhimento de assinaturas. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) anunciou a divulgação, na campanha eleitoral, da lista dos candidatos com “ficha suja”. No Congresso, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) prometeu apresentar uma proposta de mudança da lei. O pioneirismo no tema cabe ao TRE do Rio. Em 2006, ele vetou seis candidatos réus que não haviam sofrido condenação definitiva. Um deles era acusado de 25 homicídios. Os seis recorreram ao TSE e conseguiram garantir sua inscrição. Nas urnas, todos foram derrotados.

A idéia do veto é vista com restrições não apenas no TSE, mas também por alguns partidos. “Juiz não é imune à pressão política local. Além disso, muitas condenações têm fundamentação frágil. Tempos depois, elas caem na segunda instância”, diz o presidente do PT, Ricardo Berzoini. O jurista José Gerardo Grossi, ex-ministro do TSE, é também contra o veto. Ele argumenta que o mais importante é acelerar os julgamentos: “Se a Justiça julgasse rapidamente, essa questão de impugnar candidaturas perderia sentido”. Nisso, todos concordam. Não permitir o veto, porém, significa crer que a Justiça combate os corruptos de modo eficaz, algo que parece distante da realidade.

ISTOÉ: Adeus, dona Ruth 29 Junho 2008

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Publicado originalmente na revista Istoé (29/06/2008); Reportagem de Antônio Carlos Prado, Alan Rodrigues, Joice Tavares e Rudolfo Lago. Íntegra em link aberto, clique aqui.

A antropóloga e ex-primeira-dama que criou o Comunidade Solidária morre de infarto

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Em nome da exata informação, o jornalismo não pode fazer concessões àqueles de quem fala, seja na vida, seja na morte – e, por isso, desculpe, dona Ruth Cardoso, mas tem-se de dizer: a ex-primeira-dama do Brasil dona Ruth Cardoso, 77 anos, morreu de infarto na noite da terçafeira 24, em São Paulo. Por que o pedido de desculpas? Nada a ver com o fato de se falar de morte, até porque dona Ruth declarara publicamente, do alto de sua compreensão da condição humana como doutora em antropologia (doutorada pela Universidade de São Paulo com titulação superior nos EUA), que ela não carregava o medo de morrer. O pedido de desculpas tem relação, isso sim, com o título de primeira-dama, era disso que ela não gostava, repudiava até – e, estivesse onde estivesse, bastava ser assim chamada para dizer franca e diretamente que tal reverência era coisa “muito antiquada”. Se ela não gostava do primeira, imagine então do ex-primeira. Ruth Corrêa Leite Cardoso, paulista de Araraquara, gostava mesmo era do dona. A araraquarense possuía o humor e a inteligência daqueles que produzem cultura com seriedade, mas não caem na armadilha de se levarem a sério: era avessa a títulos.

Pois bem, foi essa sinceridade que fez com que todos que a cercaram sempre a admirassem, até os adversários – declarou um dia que ACM era a “banda ruim” do PFL, não se ouviu resposta daquele lado da banda e ACM continuou respeitando-a. “Era uma mulher de inteligência superior e sinceridade ao extremo”, diz o governador de São Paulo, José Serra, que em muitas peripécias políticas se aconselhou com ela. Nos quesitos da independência intelectual e da sinceridade, aliás, ninguém foi impunemente amigo de dona Ruth – nem foi marido. Vale lembrar como ela definia o seu casamento de 55 anos com Fernando Henrique Cardoso: “Cumplicidade, não concordância. Se tiver idéia diferente, eu expresso. Não tenho de possuir a mesma posição política só por ser casada”. Dona Ruth concordando, dona Ruth discordando, o fato é que ela, como disse o senador Tasso Jereissati, “foi o único consenso dentro do PSDB”.

Desde que a República é República, o Brasil teve 31 primeirasdamas, 32 com a atual. Houve presidente como Hermes da Fonseca que nos deu duas: uma faleceu em meio à sua gestão (Orsina Fonseca) e ele se casou com Nair de Teffé. Houve presidente que enviuvou pouco antes da posse, caso do marechal Humberto de Alencar Castello Branco (sua mulher chamava-se Argentina Viana e ele não se casou mais). Teve presidente que se divorciou antes de assumir, a exemplo de Itamar Franco, que governou solteiro, apesar de namorador. Houve, também, grandes primeiras-damas como a jovem Maria Teresa Fontelle, 25 anos, segurando a barra do cinquentão presidente João Goulart no histórico comício da Central do Brasil em que ele transformou o País numa república sindicalista. Outro exemplo é Sarah Kubitschek, esposa do presidente Juscelino Kubitschek nos anos dourados de um Brasil ingênuo, porém mais delicado. Mas foi justamente dona Ruth, a mulher que encarrancava com o título de primeira-dama, a que melhor personificou essa função numa aliança que combinava discrição e eficiência. Dona Ruth admirava o filósofo Antonio Gramsci, mas pode-se dizer que, dele, ela subtraiu o ceticismo: ela era otimista da ação e otimista do pensamento. Sem alarde e sem o sorriso de palanque daquelas que parecem dizer: “Olha, gente, tô aqui.”

Foi com essa discrição de personalidade que dona Ruth criou e incrementou, nas duas gestões de seu marido (1995 a 2002), o Programa Comunidade Solidária e seus desdobramentos: o Alfabetização Solidária, que alfabetizou cerca de 2,5 milhões de jovens; o Universidade Solidária, que reuniu alunos e professores em ações sociais; e o Capacitação Solidária, que habilitou mais de 100 mil pessoas para o mercado de trabalho. Essa foi um pouco de sua práxis. A teoria que a embasava, essa vinha da vasta produção acadêmica: foi precursora no estudo da desigualdade, da imigração japonesa e da participação política da mulher, fundou o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, exerceu a docência na USP, na Maison des Sciences de L’Homme (Paris), na Universidade de Berkeley (Califórnia), na Universidade de Colúmbia (Nova York) e na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (no Chile, onde viveu com FHC, proibidos de continuarem na USP pelo obscurantismo da ditadura militar). A teoria e a prática construíram a primeira- dama e construíram, também, “uma das mais prestigiadas antropólogas do mundo”, conforme elogiaram-na os jornais chineses. Segundo o jornal londrino Herald Tribune, ela “reuniu governo e grupos privados no combate à pobreza num Brasil marcado por grandes desigualdades”. Dona Ruth sofreu morte súbita em seu apartamento na terça- feira 24 (a possibilidade de sobrevivência exige um desfibrilador). Dias antes submetera-se a um cateterismo e no passado sofrera de angina. Surgiu a discussão se deveria ou não ter sido desinternada, mas o fato é que anualmente cerca de 160 mil brasileiros têm morte súbita. Ela foi sepultada em São Paulo na quinta-feira 26 no cemitério da Consolação (no dia 26 de junho de 2007, portanto exatamente há um ano, FHC comprou esse túmulo) e lá viram-se admiradores anônimos, intelectuais e políticos de todos os matizes ideológicos. “Dona Ruth foi uma soberana. Soberana em seu jeito de encarar a vida”, assim despediu-se a amiga e atriz Consuelo de Castro.

ISTOÉ: Beber e dirigir agora dá cadeia 29 Junho 2008

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Publicado origonalmente na revista Istoé (29/06/2008). Reportagem de Adriana Prado, Aziz Filho, Claudia Jordão, Danilo Tenório, Hugo Marques, Mônica Tarantino, Sergio Pardellas e Suzane Frutuoso. Íntegra em link aberto, clique aqui.

Nova lei, que prevê até prisão para quem guiar após ingerir álcool, tenta mudar as alarmantes estatísticas de acidentes e causa polêmica por sua rigidez. Resta saber se a fiscalização será eficiente

Os termômetros marcavam 12 graus centígrados na noite da terça-feira 24 em São Paulo. O frio poderia ser um atrativo a mais para correr para debaixo das cobertas cedo, mas os paulistanos não pareciam dispostos a abrir mão do prazer de saborear um chope bem tirado na companhia dos amigos. No boêmio bairro da Vila Madalena, os bares estavam lotados, os garçons serviam tulipas em todas as mesas e a nova legislação, que estabelece até cadeia para quem dirige sob o efeito do álcool, em nada atrapalhava o clima festivo. “Nem me lembrava da lei. Só agora que você tocou no assunto”, admitiu a executiva Patrícia Galvadão, 32 anos, que tomava uma caipirinha de saquê no Boteco São Bento e voltaria para casa, distante 20 minutos do bar, dirigindo. Na mesa de Patrícia, mais oito amigos. Cinco confirmaram que pegariam o carro na saída, embora estivessem bebendo. Se fossem flagrados pela polícia, teriam sérios problemas.

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Desde o dia 20, quem tiver 0,2 grama de álcool por litro no sangue – que corresponde a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido, detectado em teste com bafômetro, terá cometido uma infração gravíssima, seu veículo retido, pagará multa de R$ 955 e será proibido de dirigir durante um ano. Esta quantidade equivale a um chope para uma mulher de 60 kg (leia quadro à pág. 78). Se o total de álcool no sangue ultrapassar 0,6 g/l, o motorista irá preso e responderá criminalmente. A pena de seis meses a três anos é afiançável. As medidas endurecem a legislação de 1997, que previa a tolerância de 0,6 grama de álcool por litro de sangue, quantidade semelhante ao limite estabelecido em países desenvolvidos. O infrator estava sujeito à mesma multa e suspensão da carteira por um ano, mas não era um criminoso.

A intenção do governo com esta política de tolerância zero é reduzir as tristes estatísticas de acidentes de carro no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, 36 mil pessoas morrem no trânsito por ano no País, conforme dados de 2006. Em 61% dos casos, o motorista havia bebido. Quando houve vítimas fatais, o condutor estava alcoolizado em 75% das vezes. “A lei é propositalmente dura para tentar reverter este quadro. É dura, mas numa linha mundial”, diz o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. “Acredito que em um ano essas medidas podem reduzir em 40% os acidentes com mortes.”

A pesquisa Beber e Dirigir, divulgada na semana passada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), analisou o comportamento de 6.356 motoristas durante dois anos em cinco cidades e mostra dados alarmantes. Dos que concordaram em se submeter ao bafômetro (75% dos entrevistados), 19% estavam com níveis de álcool no sangue superiores a 0,6 g/l. Números, em média, seis vezes mais elevados do que os auferidos em pesquisas semelhantes nos países desenvolvidos. E são os adolescentes e jovens adultos as principais vítimas de acidentes de trânsito. “A tolerância deles ao álcool é menor. Ou seja, doses ainda menores podem ter efeitos mais intensos”, diz a psiquiatra Ana Cecília Marques, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas. Nos três primeiros dias de vigência da lei, centenas de motoristas foram presos e multados em nove Estados do País.

Ninguém tem dúvida sobre a necessidade de mudar esta realidade. Mas a nova lei seca está longe de ser uma unanimidade por seu rigor. Agora, o casal que sair para jantar e dividir uma garrafa de vinho poderá terminar a noite na cadeia se for parado em uma blitz com bafômetro. Chef do estrelado restaurante Le Pré Catalán, no Rio de Janeiro, o francês Roland Villard lamenta o radicalismo da legislação. Uma boa comida, segundo ele, precisa de um bom vinho. “Uma taça não compromete. Os acidentes são causados por quem bebe, mas por quem bebe muito”, pondera. A política de tolerância zero implica uma mudança de hábitos sociais. O churrasco dominical regado a chope com a família será diferente, cidades turísticas onde o principal atrativo é a bebida, seja vinho, cerveja ou cachaça, terão de se adaptar aos novos tempos.

“Estão querendo colocar o Primeiro Mundo em um país de terceiro. Para uma lei dessas fazer sentido, deveria haver transporte público decente e não ter polícia corrupta”, afirma o economista José Muylaert, 30 anos, que degustava um chope no início da madrugada da quartafeira 25 na calçada do Jobi, templo da boemia do Leblon, no Rio de Janeiro. É verdade. Sem transporte público de qualidade, com o preço elevado da bandeirada do táxi e o medo da violência, o brasileiro tem pouquíssimas maneiras de garantir o lazer de sair para beber com os amigos. É uma realidade diferente da dos europeus ou americanos, em que a tolerância ao álcool no sangue é, inclusive, mais elevada. “Estou a três quadras da minha casa e vou voltar de carro porque não dá para andar pelas ruas tarde da noite”, justificava-se o engenheiro Silvio Brito, 30 anos, de São Paulo, que iniciava o terceiro chope da noite. “Antes de uma lei severa, o governo deveria investir em infra-estrutura.”

Entre os consumidores afinados com a nova realidade, a alternativa tem sido eleger um amigo da turma para dirigir e não ingerir álcool. Moradora de São Bernardo do Campo, município da região metropolitana de São Paulo, a professora Fernanda Zullin, 25 anos, decidiu não beber na noite da terça-feira 24 para guiar em segurança até sua casa. “Darei carona para duas pessoas esta noite”, contou, de olho no chope dos amigos. Em outro bar da cidade, a analista de comércio exterior Erica Samecima, 31 anos, também tomava apenas refrigerante e daria carona a duas amigas. Naquela noite, ela usava uma braçadeira na qual se lia “Piloto da vez”. Este é um movimento lançado pelo fabricante de uísque Johnnie Walker que, com a nova lei, tem tudo para ganhar visibilidade. Os garçons ficam proibidos de oferecer à pessoa com o acessório qualquer bebida alcoólica.

Os bares e restaurantes precisam de idéias criativas para driblar a situação. O tradicional Bar Brahma, no centro de São Paulo, encontrou uma saída. Desde a segunda-feira 23, disponibiliza uma van para levar os freqüentadores para hotéis e pontos turísticos da cidade. “Eles não colocam vidas em risco e ficam mais tranqüilos para beber à vontade”, diz Álvaro Aoás, dono do bar. A idéia é ampliar o serviço para cinco vans dentro de três meses. Os estabelecimentos cariocas também cogitam fornecer transporte. Dono da rede Gula-Gula, com 110 restaurantes, e diretor do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, Pedro de La Mare orientou seus gerentes a firmarem convênios com táxis para dar descontos a clientes.

Os taxistas, aliás, estão se preparando para fazer a festa. O carioca Mauro Arantes ganha R$ 150 por noite e dá como certo o aumento do faturamento. Para o pernambucano Severino Bezerra, que há 12 anos faz ponto na frente dos bares da orla marítima de Olinda, a medida trará mais segurança para quem dirige à noite. “Trabalho durante a madrugada e já presenciei vários acidentes provocados por motoristas embriagados. Eu mesmo já fui vítima de dois. Mas, se não houver fiscalização, isso vai continuar”, afirma. Uma ronda entre os bares freqüentados pela juventude pernambucana, paulistana, carioca e brasiliense, na semana passada, mostrou que há dúvidas sobre a eficácia da lei – e a maioria continua bebendo, alguns até ao volante.

Fazer a lei vingar é o principal desafio das polícias militares, que patrulham as cidades, e das corporações responsáveis pela fiscalização das estradas. A Polícia Rodoviária Federal possui 500 bafômetros para 61 mil quilômetros de rodovias federais e, apenas nos primeiros cinco meses do ano, flagrou 4.199 pessoas dirigindo alcoolizadas. O governo está comprando mais 500 viaturas, todas com o equipamento. A Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo tem 82 bafômetros para cobrir uma área de 24 mil quilômetros e a Polícia Militar Rodoviária detém outros 79. Na capital, o número de aparelhos está subindo de 11 para 51 e a PM passou a armar blitze de noite e de madrugada nos dias mais movimentados. Na quinta-feira 26, 108 motoristas foram abordados, 71 submetidos a teste de bafômetro, oito perderam a carteira por um ano e pagaram multa de R$ 955 e quatro foram presos. Eles foram liberados após pagar fiança e vão responder criminalmente pela infração.

O Rio de Janeiro está menos mobilizado. Inicialmente, o Detran anunciou a doação de 600 bafômetros descartáveis para a PM, mas desistiu porque as autoridades consideraram que o equipamento não era preciso o suficiente. O Detran, agora, fornecerá apenas um bafômetro. No total, há apenas dez aparelhos para patrulhar as estradas e todos os municípios do Estado. Na Secretaria de Segurança Pública, o assessor de comunicação, Dirceu Viana, informou que o governo ainda não orientou os policiais sobre como agir diante da nova lei e a PM “não vai ficar fazendo operação para pegar bêbado”. Uma semana após a entrada em vigor da lei, apenas o pedreiro Ademir da Conceição Santos, 49 anos, havia sido detido sob a acusação de dirigir embriagado. Na noite da quartafeira 25, ele atropelou uma mulher no acostamento na rodovia na região de Angra dos Reis. A vítima, de 36 anos, sofreu ferimentos leves. Ademir foi autuado por dirigir sob efeito de álcool e por lesão corporal. Para cada um dos dois crimes foi arbitrada fiança de R$ 2 mil. Como não pagou, ele continua preso.

Outro carioca, engenheiro do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT), foi um dos primeiros detidos com base na nova lei em Minas Gerais. A alegação de que tinha bebido só duas latinhas de cerveja não aliviou a situação de Arilson Silva, que passou duas horas detido pela Polícia Rodoviária Federal. Pior: foi exonerado do cargo de chefe do Distrito de Conservação de Obras de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em Anápolis (GO), Carlos Henrique Silva Dias, 18 anos, foi detido por dirigir embriagado. Ele atingiu um veículo parado no acostamento por falta de combustível. Maria de Lourdes Silva, 26 anos, e os filhos, Ryan Moreira Araújo, quatro anos, e Laís Moreira Araújo, oito, morreram na hora. Carlos Henrique responderá por homicídio doloso (com intenção de matar) porque havia bebido.

Não há dúvida de que casos como esses devem ser punidos exemplarmente. Mas, em tempos de tolerância zero, ajudar um amigo em apuros pode virar um problemão. O empresário Jullian Neves, 21 anos, perdeu a carteira de habilitação na noite do sábado 21, na cidade de Itajaí (SC). Ele jantava em um restaurante quando recebeu o telefonema de um amigo detido em um posto da polícia rodoviária. O amigo de Jullian voltava de uma feijoada, onde havia tomado cinco latas de cerveja, e o teste do bafômetro acusou 0,89 mg de álcool por litro de ar expelido. Teve o carro e a carteira apreendidos pela infração grave e, por isso, pediu a Jullian para buscá-lo.

O empresário também teve de se submeter ao bafômetro, que indicou 0,12 mg por litro de ar expelido, quantidade acima da permitida, mas absolutamente tolerável em países como França, Suíça ou EUA. Por isso, Jullian teve a habilitação apreendida na hora. “Tinha tomado apenas uma cerveja havia mais de quatro horas”, garante ele. O curioso é que nem Jullian nem seu amigo pagaram a multa de R$ 955. Um perigoso precedente para a política de tolerância zero cair no vazio

Em clima de festa, PSDB lança prefeito Beto Richa à reeleição em Curitiba 29 Junho 2008

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Devidamente legitimado como candidato do PSDB à reeleição em Curitiba, o prefeito Beto Richa deu o tom da campanha eleitoral: humildade e muito trabalho em defesa de Curitiba. “A partir de hoje não tem mais PSDB, PTB, PDT, PPS, DEM, PP, PR enfim todos os partidos que formam esta aliança. O que passa existir agora é um projeto comum, hoje somos uma única família, trabalhando de mãos dadas, defendendo a cidade de Curitiba”, disse o prefeito, ao discursar para cerca de seis mil pessoas ontem (28/06), na sede do Paraná Clube, onde foi realizada a convenção municipal do PSDB, que definiu os candidatos que vão disputar a eleição deste ano.“Aqui não tem vaidade, salto alto, não vamos desrespeitar o adversário. Nossa preocupação é fazer o nosso trabalho. Não vamos nos deixar levar por provocações de adversários, com bate-bocas inúteis de quem só sabe fazer política desta maneira porque não têm propostas. Não vamos perder tempo com picuinha e maledicência. Estamos do lado de Curitiba e temos um grande exército para defender a cidade de Curitiba”, disse Richa.

A convenção reuniu líderes políticos de vários partidos, entre eles o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, os presidentes dos PDT, senador Osmar Dias, do PPS, Rubens Bueno, representantes do Democratas, deputados federais, vereadores, líderes de associações de moradores e simpatizantes do partido.A convenção com a participação de 321 delegados do partido, de dez zonais. No decorrer do evento, vídeos e pequenos documentários homenageavam José Richa, Franco Montoro e Mário Covas, em alusão aos 20 anos do PSDB comemorados na última quarta-feira.

Paralelamente ao evento, o Instituto Teotônio Vilela (ITV), promoveu o último encontro de preparação para pré-candidatos do partido, que teve como palestrante o presidente nacional do ITV, o deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas. E a convenção do PP, que também foi realizada nas dependências do Paraná Clube, confirmando apoio à reeleição de Beto Richa.

Aprovação dos curitibanos

“Decidimos encarar esta campanha à reeleição, porque vocês nos convenceram, porque as pesquisas aprovam nossa administração”. Richa confessou estar emocionado com a quantidade e qualidade do apoio que vem recebendo. “Quando entrei aqui, foi impossível não lembrar o início da nossa caminhada em 2004. Iniciamos aquela caminhada com muitas dificuldades, mas conquistamos a confiança dos curitibanos, porque assumimos compromissos, dizendo que era possível administrar a nossa cidade com decência, respeito e seriedade. Temos nos esforçado muito para honrar os compromissos de campanha. Mais de 90% deles foram executados”, frisou. De acordo com o prefeito, isso só foi possível porque a administração foi encarada com muita seriedade. “Nós fazemos política com ‘P’ maiúsculo. Eu apreendi isso dentro de casa, com meu pai. Quando assumi a prefeitura, cortamos gastos supérfluos, fechamos a porteira dos desperdícios, cortamos 10% dos gastos de custeio de cada secretaria, devolvemos mais de 20 milhões a aposentados, fruto de desconto indevido. O resultado disso, é dinheiro em caixa, precatórios pagos”, relatou.

A filha da Maria das Graças de Veredinha 28 Junho 2008

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Se quinta-feira foi dia do governador Aécio Neves ter ficado muito feliz com as palavras de Dona Maria no evento em pleno Palácio da Liberdade, hoje é dia de alegria para este blog. Leiam o que vai abaixo:

TÔ muito feliz em ver minha mãe, sair aqui do vale pra participar e agradecer o apoio do nosso governador Aécio, muito merecido por sinal.Quem a vê falando não conhece a hostória de vida dessa mulher brava e guerreira que é minha mãe.Fico feliz e orgulhosa pela minha cidade e por minha mãe ter a oportunidade de agradecer ao senhor governador Aécio.fica aqui registrado o meu carinho e orgulho. Vera Lúcia Cordeiro

Poxa, Vera… Feliz estamos nós em ver que o Ninho Tucano levou o evento dessa semana até aí no Vale do Jequitinhonha, numa dessas várias Minas que contava o centenário Guimarães Rosa. Essa é uma meta da Juvetnude Tucana: mostrar que o PSDB é um partido a favor dos brasileiros. Esse Juventude quer mudar o Brasil apra melhor e para sempre.

Eu fui um dos que me emocionei vendo sua mãe falar. Encheu-me de orgulho ser tucano naquele momento e saber que eu defendo que defende uma vida melhor para nosso povo. Um beijão na Dona Maria.

Quem não viu o vídeo, assista a seguir.

Um bom editorial do Estadão 27 Junho 2008

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Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo (27/06/2008). Editorial. Íntegra para assinantes, clique aqui.

O desaparecimento de uma figura pública de grande notoriedade no Brasil costuma ser seguido de um verdadeiro torneio de hipocrisias. Experts na arte de elogiar, os políticos são os primeiros a perverter o ditado latino De mortuis nil nisi bonum – dos mortos só se deve falar bem. Quando um dos seus pares se vai, mesmo encarniçados desafetos, em vez de se calar, ofendem a sensibilidade alheia derramando-se em loas ao finado que ostensivamente abominavam. Tanto mais extraordinária, por isso, a espontaneidade das manifestações de pesar pelo falecimento da antropóloga Ruth Corrêa Leite Cardoso. Mais ainda, a autenticidade do reconhecimento das qualidades humanas e dos atributos intelectuais que assinalaram a trajetória da professora, pesquisadora, depois como esposa do presidente da República, como incentivadora de pioneiras iniciativas políticas, no melhor sentido do termo – antes até de transfigurar a imagem que a convenção associava às mulheres de chefes de governo e de Estado.

E foi o sucessor do seu marido no Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, um dos primeiros a dar o tom das reações cristalinamente espontâneas à sua morte súbita, na terça-feira à noite, aos 77 anos. Pouco depois, com palavras calorosas que traduziam, sem dúvida, a sinceridade dos seus sentimentos e das suas apreciações, o presidente exprimiu em nota oficial a sua dificuldade em acreditar na partida da “intelectual determinada com convicções firmes, gestos nobres e, ao mesmo tempo, sensibilidade para o drama da desigualdade social”, a quem conhecia há décadas e cuja vida pública acompanhou de perto. Lula fez questão de creditá-la pelas “sementes que plantou em sua brilhante carreira, por iniciativas como o Programa Comunidade Solidária”. Raridade em textos do gênero, nada nele soa postiço – nem sequer a expressão que quase sempre é apenas um lugar-comum “uma grande perda para o País”. Nem tampouco, os votos de conforto para “o amigo Fernando Henrique”. Os ritos fúnebres nos dias seguintes – o velório na Sala São Paulo e o sepultamento no Cemitério da Consolação – foram marcados por idêntica consternação, afeto e respeito genuínos.

Houve como que uma natural sincronia entre a autenticidade da dor do adeus a Ruth e a autenticidade com que viveu a sua vida. Ela foi uma dessas pessoas incomuns que fazem por merecer a admiração de todos quanto as conheçam pelo fato de serem duplamente íntegras – no sentido ético e no de inteireza de personalidade, pensamento e conduta. Desde que o marido, um intelectual consagrado, resolveu entrar na política, candidatando-se a prefeito de São Paulo, em 1985, uma contrafeita Ruth empenhou-se, com um rigor estranho para os costumes nacionais, em demarcar as fronteiras entre o seu cotidiano pessoal, familiar e profissional e as insalubres rotinas partidárias e eleitorais – que ela abominava – em que o companheiro mergulhara. Por reserva e senso de preservação, sim. Mas também, coerentemente, por sua crença visceral no princípio da separação entre o público e o privado – a que se ateve enquanto Fernando Henrique passava de senador a ministro e, enfim, a presidente.

Sem essa inteireza de caráter e atitudes, talvez tivesse tido mais dificuldades para acender uma luz própria. E esta só se intensificou com o passar dos anos, especialmente na volta do exílio, quando deu início a pesquisas pioneiras no Brasil sobre os movimentos sociais e as chamadas relações de gênero – e, enfim, como articuladora de novas políticas de combate à pobreza e dirigente do Comunitas, uma rede de ONGs. Embora exigente com as suas equipes e habituada a externar juízos fortes nos ambientes que lhe eram afins, tinha trato fácil com as pessoas comuns, que a consideravam “humilde” – o oposto de “arrogante”. Não será descabido pensar que a memória de Ruth Cardoso, ao aproximar nestes dias representantes de correntes que divergem entre si, quando não se antagonizam, fez circular, pela atmosfera pestilencial em que se processa o embate político no Brasil, um sopro de ar puro.

A convergência de opiniões e os sentimentos compartilhados indicam que até os protagonistas da cena política nacional sabem identificar as coisas certas que se podem fazer pelo País. E aplaudir os autores do bem. É um fecho apropriado para uma biografia admirável.

Bolsa-preservativo 27 Junho 2008

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Para conscientizar os jovens sobre a importância de usar o preservativo durante as relações sexuais, o governo federal vai custear a produção das primeiras 400 máquinas de preservativos. Elas serão instaladas nas escolas públicas que participam do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). A informação foi dada ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o 7º Congresso Brasileiro de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e Aids, realizado em Florianópolis (SC).

Em Minas, somente escolas municipais participam desse programa. Entretanto, a Secretaria Municipal de Educação não informou quantas. “Alguns dos grandes desafios do combate à Aids são o acesso à educação sexual nas escolas e o incentivo ao uso de camisinhas” disse Temporão. Conforme o Ministério da Saúde, para cada grupo de 16 homens brasileiros com Aids, há 10 mulheres com a doença, sendo que entre os jovens, de 13 a 19 anos, os números se invertem: são 16 meninas para 10 meninos com Aids.

Além disso, pesquisas feitas pelo ministério mostram que na primeira relação as garotas não usam camisinha. A diferença nesse tipo de comportamento é grande: mais de 30% das meninas afirmam que não usaram o preservativo na primeira vez e 7% dos meninos agiram da mesma forma. As máquinas serão entregues em 2009. Não foi definido o número por Estado.

O que você acha dessa ação? Concorda ou discorda? Escreva para o Ninho Tucano e participe.

PSDB deve lançar candidato a prefeito em nove capitais 27 Junho 2008

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Na próxima segunda-feira (30), termina o prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral para os partidos realizarem convenções e escolherem os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador que irão concorrer nas eleições de outubro. Até essa data, o PSDB deve confirmar nove candidaturas próprias nas capitais (São Paulo, Curitiba, Teresina, Cuiabá, Salvador, João Pessoa, São Luís, Rio Branco e Porto Velho). Nas demais, indicará o vice ou integrará coligações.

Maria das Graças de Veredinha 26 Junho 2008

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Caros, o triste fato de ontem deixa claro que ninguém pode dizer que o PSDB é um partido que não valoriza o lado social do nosso país. Aliás, isso já virou uma estratégia nefasta. Então, pelo simples fato do tucano ser alguém que tradicionalmente é afeito ao estudo e à técnica, ele não se preocupa com as pessoas? Errado.

É justamente por gostar de estudo e de técnica que o PSDB pode garantir uma vida melhor para os brasileiros. Não é com bravatas que vamos melhorar nossos índices. Dona Ruth Cardoso colaborou para a vida de muita gente e é justamente isso que o PSDB vem fazendo: cuidando de gente.

Hoje, o Palácio da Liberdade inteiro se emocionou ao ouvir as palavras de Dona Maria das Graças que veio lá da pequena cidade de Veredinha em Minas Gerais. Dona Maria participa do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR) do governo de Minas, a partir do contrato de financiamento com o Banco Mundial (Bird) no valor de US$ 35 milhões, desenvolvido em conjunto com sociedade civil organizada, com apoio de prefeituras municipais e visa à criação de programas para geração de renda para a zona rural da região do semi-árido mineiro.

Numa primeria ertapa, foram gastos R$ 5 milhões em 100 projetos, beneficiando oito mil famílias, com investimentos não-reembolsáveis, de natureza produtiva, social e de infra-estrutura básica.

No total, o PCPR beneficiará comunidades rurais mais pobres de 188 municípios das regiões Norte (89) e Central (11) e dos vales do Jequitinhonha (53) e Mucuri (35). Serão contemplados 1.800 projetos produtivos, de até US$ 50 mil cada, identificados por essas comunidades como prioritários. Serão atendidas 93 mil famílias. A previsão é de que o projeto seja executado no prazo de quatro anos.

Os vales do Jequitinhonha, Mucuri, São Mateus e o Norte de Minas continuarão sendo prioridade máxima do Governo de Minas. É a importância dada às regiões mais pobres, diminuido diferenças com ações e não permanecendo nos discursos.

Estamos criando condições para que as pequenas comunidades, muitas vezes isoladas do mundo e ligadas apenas por estradas vicinais em péssimo estado, pudessem ter políticas emancipadoras. Políticas emancipadoras, ao contrário das políticas assistencialistas, eram amadas e defendidas por Dona Ruth Cardoso.

Assistam o vídeo que segue. É Dona Maria mostrando que o jeito tucano de governar traz muito mais que popularidade. O governo tucano traz resultados.

O consultor do Banco Mundial, Jorge Munhoz, esteve presente ao evento e falou sobre a boa relação do Bird com o Governo de Minas. Munhoz ressaltou a agilidade e competência com que os projetos estão sendo implementados na região e que estão, de fato, mudando a realidade das comunidades rurais.

“Para o Bird, é motivo de orgulho ser parceiro do Governo de Minas. O mais importante do PCPR, é que acreditamos na capacidade da comunidade de executar os recursos. Uma missão do banco esteve no Vale do Mucuri há um mês e foi possível confirmar que os projetos estão sendo executados e que o Governo de Minas está apto a pleitear a segunda parte do recurso, já que, com essa assinatura, chega a 80% do cumprimento do acordo”, disse.

Com a autorização desses 311 novos projetos, o total de convênios assinados desde a implantação do programa em 2006 sobe para 1.283, beneficiando 74.678 famílias em 188 municípios. Desse total, 536 projetos estão implementados, funcionando e melhorando as condições de vida da população. O Programa de Combate à Pobreza Rural destina recursos para a execução de projetos sociais, como a construção de creches, postos de saúde e obras de melhoria habitacional em regime de mutirão. Financia também projetos de infra-estrutura como a construção de barragens, poços tubulares e cisternas, construção de rede de esgoto e de eletrificação rural. E, ainda, projetos na área agrícola, como a construção de unidades de beneficiamentos de grãos e cereais e casas de farinha.

A secretária de Estado Extraordinária para Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Elbe Brandão, hoje mais do que só um benefício, o modelo de gestão de governança social comprova que, na medida em que você compartilha o recurso público com a sociedade, o resultado chega mais rápido.

Chegaremos a 2010, podendo dizer: que nenhuma cidade de Minas Gerais tem mais ligação por terra, que 100% das cidades mineiras, não importa a distância, serão ligadas por asfalto. Mais da metade dessas cidades já estão com as obras concluídas ou com suas obras por concluir. Cerca de 70% dos investimentos do Proacesso foram feitos onde está cerca de 16% ou 17% da população,exatamente no Norte, no Jequitinhonha e no Mucuri. Essas são as regiões que precisam da mão do Estado para se desenvolverem e para poder, elas próprias, atrair o desenvolvimento, atrair empresas, atraindo gente e trabalhadores.

Representantes de moradores e prefeitos dos 188 municípios das regiões Norte e vales do Jequitinhonha, Mucuri e São Mateus vieram a Belo Horizonte para assistirem à cerimônia. O cantor Rubinho do Vale e o coral Vozes das Veredas, de Veredinha, cantaram músicas típicas da região, como “Itamarandiba”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

A presidente da Associação de Artesãos de Veredinha, Maria das Graças Pinheiro, agradeceu, em discurso, ao Governo de Minas pela assinatura de novos convênios e pelas diversas ações que estão sendo realizadas na região com objetivo de melhorar a qualidade de vida de municípios pobres. “Nossa cidade, tão pequena, está crescendo graças a programas como o PCPR, o incentivo ao artesanato, os telecentros, a distribuição do leite, entre outros projetos. Não sei falar bonito, mas sei falar com o coração, estamos todos muito felizes com o que vem sendo feito”, disse.

A comunidade rural da pequena Serra dos Aimorés, no Vale do Mucuri, cidade que tem no plantio de cana-de-açúcar e eucalipto as principais atividades econômicas, conseguiu com o PCPR criar alternativas para geração de emprego e renda. A cidade fica às margens do Rio Mucuri e o projeto da Associação de Piscicultores de Serra dos Aimorés, por exemplo, já conta com 55 tanques para criação de tilápias. Antes da chegada do recurso, de R$ 44 mil, eram apenas 15 tanques.

“Esse recurso foi muito bem-vindo e bem utilizado. Conseguimos melhorar e aumentar a produção. Compramos ração, alevinos e outros tanques. O projeto avançou e, como a produção aumenta a cada dia, vamos expandir ainda mais”, disse o presidente da associação, Cícero Benedito de Castro. Atualmente, eles produzem 600 quilos de peixe.

Diacísio Alves de Souza tem 78 anos, trabalha de sol a sol e tira da produção de peixe o sustento para a família. Ele tem 11 filhos e 12 netos e ajuda a família com o que recebe. “O dinheiro do governo veio em ótima hora. Das águas desse rio, tiro o dinheiro que alimenta meus filhos e netos. Foi o empurrão que a gente precisava para crescer”, comemorou.

Despedida 26 Junho 2008

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BBC BRASIL.COM

“Ela foi uma peça fundamental na idéia de unir os vários programas sociais e de transferência de renda nos anos 90 em um único programa”, afirmou o professor e cientista político Anthony Hall, da London School of Economics, no endereço eletrônico da BBC. Para ele, “muitas pessoas acreditam que ela foi, de fato, a primeira pessoa a pensar na idéia do Bolsa-Família”.

EL PAIS

“Ela foi muito mais que a mulher de um presidente social-democrata. Foi uma resistente contra a ditadura militar, como recordou Lula”, disse o jornal espanhol El País. “Foi a idealizadora, durante os oito anos de mandato de seu marido, de vários projetos sociais entre os quais a ajuda a famílias pobres para que levassem filhos à escola. Dito programa tomou o nome, no governo Lula, de Bolsa-Família.”

HERALD TRIBUNE

O jornal informou, em seu site, que a ex-primeira-dama Ruth Cardoso “ajudou a criar a Comunidade Solidária, que reúne o governo e grupos privados do Brasil no combate à pobreza, num País marcado por grandes desigualdades”. Sobre a antropóloga, o texto publicado na internet completou: “Era uma figura popular no maior país da América Latina.”

El MUNDO

“Quando seu marido assumiu a Presidência do Brasil, ela pôde dedicar-se ao terreno de sua real preocupação pelos menos favorecidos e criou o Programa Comunidade Solidária, inspirador de muitos dos programas sociais ainda vigentes no País e adotados pelo governo Lula”, lembrou o site espanhol. O texto ainda citou sua formação em ciências sociais para dizer que Ruth “começou a brilhar com luz própria nos círculos acadêmicos em 1964, quando foi obrigada a partir com seu marido para um exílio de três anos, perseguidos pelo regime militar”.

NOVA CHINA

A agência Nova China, ao noticiar a morte da ex-primeira-dama, definiu-a como “uma prestigiada antropóloga, que ensinou em várias universidades pelo mundo, incluindo as do Chile, de Berkeley, na Califórnia, e Columbia, em Nova York”. O texto também citou que Ruth era “membro associado do Centro de Estudos Latino-Americanos de Cambridge”.

THE EARTH TIMES

O jornal britânico, em seu endereço eletrônico, afirmou ontem que a ex-primeira-dama “era vista como uma sofisticada intelectual, que ensinava na Universidade de São Paulo e em outras no Chile, França e Estados Unidos”. A reportagem disse que Ruth “lutava contra a injustiça social na sociedade brasileira, não apenas em seus anos como primeira-dama”.

Ruth Cardoso 25 Junho 2008

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“A solidariedade é um conceito que indica a noção de que fazemos parte de um todo. É exatamente essa consciência que está juntando diferentes personagens do empresariado, do Terceiro Setor e do governo. Para o bem estar de todos não podemos ter partes tão desconectadas em nossa sociedade para que possamos incluir todos excluídos dentro de nossa sociedade. Para mim é isso solidariedade.“

NOTA OFICIAL DA JPSDB 25 Junho 2008

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Ao completar vinte anos de vida, a Juventude do Partido da Social Democracia Brasileira presta sua irrestrita homenagem a uma das personalidades responsáveis pela concretização de um sonho.

Não se trata apenas de um sonho partidário, tão pouco de um sonho de governo. Ruth Cardoso sonhou um novo Brasil. Um Brasil que todos sonhamos: mais justo, mais democrático, mais belo. Dona Ruth sonhou um Brasil maior.

A vida da Primeira Dama Ruth Cardoso extrapolou os limites das expectativas, brindando os brasileiros com uma militante aguerrida em defesa das causas sociais, que contribuiu sobremaneira para a construção de um programa assistencial digno e soberano.

A vida acadêmica da Doutora Ruth Cardoso era um espelho da sua dedicação às ciências sociais e a cultura brasileira, justificando todas as dignas homenagens que recebeu.

A vida de Dona Ruth Cardoso era modelo de simplicidade e elegância, democracia e participação, dedicação e solidariedade.

Se hoje, o Partido da Social Democracia Brasileira chora a perda de uma das suas mais ilustres fundadoras, a Juventude Tucana lamenta a despedida de uma das suas mais brilhantes patronas.

Os diversos exemplos fornecidos por Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso lançaram inúmeras sementes de esperança no solo da vida brasileira, transformando, para sempre, as raízes sociais do nosso país.

A Juventude do PSDB deseja ao Presidente Fernando Henrique Cardoso uma irrestrita solidariedade para enfrentar esse difícil momento e afirma que permanecerá o sincero carinho pela vida e pela obra de tão querida brasileira.

Belo Horizonte e São Paulo, 25 de junho de 2008

Bruno Covas Lopes
Presidente Nacional da JPSDB

Gabriel Sousa Marques de Azevedo
Secretário Nacional de Comunicação Social da JPSDB

Ruth Cardoso 25 Junho 2008

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A TV Cultura exibe nesta quarta-feira (25), a partir das 20h30, o “Especial Ruth Cardoso” em homenagem a ex-primeira dama, que morreu ontem aos 77 anos.

O especial –feito a partir de material de arquivo da Fundação Padre Anchieta– traz momentos da participação de Ruth Cardoso no programa “Roda Viva”, em 1999.

A atração também mostrará a participação de dona Ruth, como era chamada entre os colegas, no programa “Opinião Nacional”, em 95, e a última aparição da antropóloga no “Planeta Cidade”, no ano passado.

O especial ainda relembra momentos da Fundação Padre Anchieta, na década de 70, quando a professora e pesquisadora Ruth Cardoso era responsável pelos textos das aulas de ciências humanas, sob o tema antropologia no curso “Veja as coisas com outros olhos”, exibido pela TV Cultura.

Durante o especial, serão exibidos depoimentos de personalidades que conheceram Ruth Cardoso, assim como flashes ao vivo na Sala São Paulo, onde acontece o velório.

Pesar da Juventude das Alterosas 25 Junho 2008

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As Juventudes do PSDB de Minas Gerais e de Belo Horizonte manifestam sentimento de consternação pela perda da Doutora Ruth Cardoso. Ficará em nossas memórias a imagem de uma mulher de coração nobre, que dedicou a sua vida aos mais carentes, cujaa bandeira pregada serviu sirva de inspiração para todos nós.

Façamos nossa parte na construção de um Brasil mais decente, assim como ela queria.

Vá com Deus, Dona Ruth Cardoso.

Seu exemplo será lembrado como a eterna Primeira Dama do Brasil.

Belo Horizonte, 25 de Junho de 2008

Reinaldo Oliveira Batista
Presidente JPSDB MG

Marcelo França dos Passos
Presidente JPSDB BH

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Post atualizado pela Juventude do PSDB de Minas Gerais e de Belo Horizonte

Tristeza 25 Junho 2008

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Nota de Pesar pelo Falecimento de Dona Ruth Cardoso 25 Junho 2008

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É com muito pesar e tristeza, que a Juventude Tucana do Estado do Pará recebeu a noticia do falecimento de Dona Ruth Cardoso, ocorrido nesta terça-feira em São Paulo.

Assim sendo, queremos prestar nossa irrestrita solidariedade ao nosso presidente de honra Fernando Henrique Cardoso e salientar que ficamos todos lamentando profundamente esta perda irreparável para o nosso partido e para o Brasil.

Pessoas como Dona Ruth deixam, além de saudades, um legado digno de exemplo para todos nós jovens tucanos. Seu exemplo de ética e seriedade será para nós ponto forte na busca de um país com mais justiça social e mais igualitário.

Descanse em paz, Dona Ruth.

Belém, 25 de junho de 2008

Raimundo Rodrigues da Silva
Presidente da JPSDB-PA

Vanessa Danielle M. da Silva
Coordenadora de Comunicação da JPSDB-PA

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Post atualizado pela Juventude do PSDB do Pará

Saudades 25 Junho 2008

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Vão-se os bons…

Estava na sala do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito. Uma limpeza geral de transição de gestão. Comentávamos que nem o Aécio pegou um governo tão desorganizado. Aí, outro citou que nem o FHC (por coincidência, ambos sucederam o mesmo mineiro). Disso a conversa evoluiu para um tom mais subjetivo: as sementes que plantamos em vida, na política ou não, florecem inclusive depois que deixamos esse mundo.

Aí, o telefone tocou. A morte, ainda mais quando repentina, sempre me incomodou. Meu avô faleceu com um infarto fulminante. E para a morte só mesmo o tempo. Voltemos às sementes.

Quando soube que a Doutora Ruth Cardoso havia falecido, assim tão de repente, assim deixando-nos tão tristes, enquanto nos preparávamos para celebrar, imaginei a dor que sente nesse momento Fernando Henrique. A inteligência, a civilidade, o amor ao Brasil de FHC eram sombra e par à grandiosidade discreta da nossa ex-primeira dama.

As idéias da antropóloga floresceram modificando a vida de inúmeros brasileiros e brotaram numa juventude melhor para tantos outros. Ruth tinha uma força intelectual e pessoal que não orbitavam FHC, ou mesmo o PSDB. A sua genialidade era, na verdade, um dos faróis que guiavam o partido tucano.

Seu marido, o sociólogo e cientista político Fernando Henrique Cardoso, brilhava mais, aparecia mais. Era mais “midiático”, se diria hoje em dia.

Ruth, ao contrário, sempre foi discreta. Competente, severa, rigorosa, intelectual completa.

Companheira de seu marido, acompanhou-o no exílio, nas muitas universidades no exterior – não apenas como observadora muda, mas como professora atuante, pesquisadora visitante.

Quando Fernando Henrique decidiu ser candidato a presidente, Ruth foi a grande apoiadora, a grande companheira.

Primeira-dama das mais discretas, continuou levando sua vida intelectual e acadêmica, dentro do possível, nas suas novas funções.

Foi quem criou no governo o primeiro programa de inclusão social, depois adotado e seguido pelo governo Lula: o Comunidade Solidária, que atendia a famílias carentes, mas sempre procurando um ofício, uma forma de sustentação daquela família.

Mais do que o esteio de um grande homem, Ruth Cardoso foi uma grande mulher.

Fica o nosso suporte ao Presidente Fernando Henrique, companheiro de 56 anos, nossos pêsames aos familiares e nossas saudades de Dona Ruth.

A festa dos 20 anos do PSDB fica para outro dia. Nessa quarta-feira, não há o que comemorar.

Dona Ruth Cardoso – Mãe do Social 25 Junho 2008

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O Brasil perdeu a mãe do social.

Dona Ruth Cardoso foi em vida uma mulher de valor moral inabalável. Através de uma série de ações de combate à pobreza e à exclusão social, pode implementar redes sociais de longo alcance no país. Honrou a cada brasileiro sendo mãe, esposa, filha, avó, professora e primeira-dama de uma nação cada vez mais carente de pessoas honradas.

Hoje o PSDB perdeu uma referência e o Brasil se tornou órfão.

Perdemos uma mulher obstinada, ética, gentil e que tinha pela Juventude um enorme apreço.

Hoje, a Juventude do PSDB de Goiás ficou mais triste. Todavia levaremos conosco o exemplo que Dona Ruth foi para o PSDB, para o Brasil e para o Mundo.

Apoena França Albano

Presidente da Juventude do PSDB de Goiás

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Post atualizado pela Juventude do PSDB de Goiás

NOTA OFICIAL 25 Junho 2008

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“O PSDB perdeu hoje uma parte de sua história no momento em que comemorava os 20 anos de sua fundação. Os brasileiros ficaram sem a presença de uma mulher generosa, forte e combativa, que sempre sonhou com um país mais solidário, rico e justo.

Morreu D. Ruth Cardoso, fundadora do nosso partido, mulher de nosso presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso, e, que durante oito anos, esteve à frente do Comunidade Solidária, onde iniciou, de forma consistente e criativa, o resgate da imensa dívida social que cinco séculos de atraso e abandono nos deixaram.

D. Ruth foi uma figura luminosa e será sempre para nós o norte, o rumo e o caminho para a construção de um Brasil para todos os brasileiros.

O PSDB está hoje de luto e suspende o ato que, amanhã, 25 de junho, iria comemorar os 20 anos de sua fundação e dos seus compromissos com o Brasil, no plenário do Senado Federal.”

Brasília, 24 de junho de 2008

SÉRGIO GUERRA
Presidente Nacional do PSDB

Doutora Ruth Cardoso 25 Junho 2008

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Merval Pereira comentava agora a pouco. Serra havia convidado a ex-primeira dama para ser vice-governadora do Estado de São Paulo… Ficam algumas imagens de uma das maiores antropólogas brasileiras.

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A socióloga Ruth Cardoso e a sexóloga Marta Suplicy (1985)

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A primeira-dama Ruth Cardoso durante entrevista para a Folha de S.Paulo em seu gabinete no Comunidade Solidária (1999)

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Posse do presidente Fernando Henrique Cardoso, que comemora com sua família no parlatório, em Brasília (DF – 1995)

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O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, a primeira-dama Ruth Cardoso e o cantor Gilberto Gil durante reunião da Comunidade Solidária, no Rio de Janeiro (RJ – 1995)

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A primeira dama Ruth Cardoso (1997)

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O presidente Fernando Henrique Cardoso e a primeira-dama Ruth Cardoso recebem o Papa João Paulo 2º durante visita do sumo pontífice ao Brasil (1997)

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O presidente Fernando Henrique Cardoso, a primeira-dama Ruth Cardoso, e o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, recebem professores indígenas no Palácio da Alvorada (1998)

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A primeira-dama, Ruth Cardoso, durante entrevista no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro (1998)

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A primeira-dama, Ruth Cardoso, e Ana Maria Maciel, mulher do vice-presidente Marco Maciel, participam da cerimônia de posse dos ministros no Palácio do Planalto (1999)

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O presidente Fernando Henrique Cardoso ao lado da primeira-dama Ruth Cardoso acena para o público durante cerimônia de posse no parlatório, no Palácio do Planalto (1999)

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O presidente FHC com a primeira-dama, Ruth Cardoso, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e a mulher Cherie, nas Cataratas do Iguaçu (2001)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto a Fernando Henrique Cardoso, Ruth Cardoso e Marisa Letícia Lula da Silva, após receber a faixa presidencial, no parlatório do Palácio do Planalto (2003)

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Premio Empreendedor Social 2005. Na foto, da esquerda para direita, Ruth Cardoso, e a finalista Elisabeth Vargas (2005)

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a esposa Ruth Cardoso durante durante show de Paulinho da Viola, no teatro Fecap, em São Paulo, (SP – 2006)

Morre Ruth Cardoso 24 Junho 2008

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Em nota, os médicos Arthur Beltrani Ribeiro, Walter Lima e Edson Stefanini afirmam que Ruth Cardoso faleceu “subitamente”, às 20h40, vítima de arritmia grave decorrente de doença coronariana. Eles recordam ainda que, na véspera, ela tinha sido submetida a um cateterismo que “revelou doença coronária de extensão similar à doença já revelada em cateterismos realizados em 2006″.

Paulista de Araraquara, Ruth Corrêa Leite Cardoso nasceu em 19 de setembro de 1930. Antropóloga de formação, foi professora da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou, assim como Fernando Henrique. Lecionou também em universidades no exterior como a Maison des Sciences de L’Homme (Paris), Universidade de Berkeley (Califórnia), Universidade de Columbia (Nova York) e Universidade do Chile (Santiago do Chile).

Marcou sua passagem como uma primeira-dama que tinha agenda própria. Em 1995, fundou e presidiu o programa “Comunidade Solidária”, que consistia em uma série de ações de combate à pobreza e à exclusão social. Implementou redes sociais de longo alcance no país, aplicando o conceito de desenvolvimento local sustentável. Defendia o uso de novos métodos para erradicar a pobreza no Brasil que, segundo ela, deveria se dar pelo envolvimento mais profundo do cidadão nas políticas sociais.

A estratégia dos programas de Ruth Cardoso se baseava na identificação das vocações naturais e potencialidades nas comunidades carentes. Com isso, as próprias comunidades eram estimuladas a criar e manter programas de geração de riqueza e renda.

Publicou vários livros e trabalhos sobre imigração, movimentos sociais, juventude, meios de comunicação de massa, violência, cidadania e trabalho. Atuou também em organizações não-governamentais como a Alfabetização Solidária (AlfaSol). Era casada com Fernando Henrique desde 1953, com quem teve três filhos.

PSDB 20 ANOS. Mudou o Brasil. Para sempre. 24 Junho 2008

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Turistas são assaltadas em frente ao Palácio do Planalto 24 Junho 2008

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Eu bem que avisei… Aliás, eu tenho avisado isso sempre.

Publicado originalmente no portal G1. Confira na íntegra aqui.

Estudantes contam que foram abordadas por homem que roubou máquinas fotográficas. Policiais que deveriam fazer a patrulha não estavam no local.

Duas estudantes de medicina foram assaltadas nesta terça-feira (24) na Praça dos Três Poderes, a menos de 100 metros do Palácio do Planalto. Gabriela Winckler e Priscila Gil foram abordadas por um homem de calça jeans e camiseta azul enquanto tiravam fotos do local onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha. Decepcionadas, as estudantes choravam enquanto contavam a história para os policiais.

“Eu estava tirando foto da minha amiga e tinha deixado ali perto minha mochila e minha máquina fotográfica. Aí eu tive uma sensação ruim e voltei para pegar a mochila. Foi quando o cara abordou minha amiga e tirou a máquina da mão dela. Aí ele se aproximou de mim e tentou tomar a máquina que estava na minha mão. Eu resisti e ele arrancou com força. Corri atrás pedindo que ele deixasse os documentos, mas ele não me devolveu. Então eu corri para a guarita (onde fica a guarda presidencial) pedindo ajuda. Eles procuram o cara, mas não encontraram mais”, contou Gabriela chorando.

Segundo ela, além das máquinas fotográficas, o ladrão levou os celulares e as carteiras com documentos, dinheiro e cartões de crédito que estavam na mochila. “É muito triste. Na frente da casa do presidente, com tantos policiais, é complicado. Parece que é seguro, mas não é”, reclamou a estudante.

O policial também acha que dificilmente o ladrão será preso. “Ele deve ter saído correndo e pode ter entrado num bueiro, feito um tatu. Não tem como pegar.”, disse.

Algum comentário sobre a notícia, meus caros tucanos? Será que a polícia procurou dentro do Palácio?

 

Geraldo Alckmin, custe o que custar 24 Junho 2008

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Ah… Quando relatei meu primeiro contato com o pessoal do CQC lá em Ouro Preto esqueci de contar um revelação que me fez Rafael Cortez. Pois não é que o rapazinho é petista… Uma pena, com um humor tão apurado… Fiquem agora com a cobertura da convenção do PSDB paulistano nesse domingo. Notem como dormiu no ponto uma jovem tucana diante da pergunta maliciosa de Rafael Cortez.

Aécio Neves, custe o que custar 24 Junho 2008

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Segue o vídeo da turma do CQC entrevistando o Governador Aécio Neves (PSDB-MG) no jogo entre Brasil e Argentina no Mineirão em Belo Horizonte.

Paulo Maluf, custe o que custar 24 Junho 2008

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Agora, confiram o repórter do CQC na noite de autógrafos do ex-governador de São Paulo, Depudato Federal Paulo Maluf (PP-SP):

Serjão, um tucano de peso 24 Junho 2008

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Sergio estaria completando 68 anos, se infortúnios de saúde não o tivessem arrebatado de nosso convívio prematuramente. A vida de homens como Sergio não se mede, no entanto, pelo tempo que dura, mas pela intensidade com que é praticada. São existências como as das velas, que precisam consumir-se para iluminar.

Quem conheceu Sergio no movimento estudantil dos anos 60, lembra a energia que já aplicava na execução de cada tarefa, recorda a preocupação com o planejamento e a organização que já manifestava. Não esquece o fragor com que divergia, mas também a sinceridade com que se reconciliava. Quando o regime ditatorial empurrou as correntes democráticas para formas mais exigentes de luta, Sergio trouxe sua garra e suas qualidades de organizador para a estruturação clandestina da resistência.

Decidindo, alguns anos depois, trilhar uma nova vereda profissional e política, surpreendeu novamente, como empresário, pelas mesmas virtudes de obstinação e criatividade, mas também pela coragem de assumir as responsabilidades democráticas e sociais que deveriam caracterizar todos os empresários progressistas. E, apesar da atmosfera opressiva e das discordâncias emergentes, jamais fugiu à solidariedade com os antigos companheiros e companheiras da luta subterrânea pela liberdade.

Ultrapassada a fase autoritária, o potencial empreendedor de Sergio revelou-se plenamente, sobretudo quando se lançou na organização do PSDB, ou quando assumiu o Ministério das Comunicações e realizou uma obra arrojada de modernização e democratização das tecnologias de processamento e transmissão de informações.

Quem reconstitui com atenção essa trajetória efervescente de Sergio ou as cambiantes facetas de sua personalidade pública — como militante político, empresário progressista, patrono cultural ou ministro realizador –, descobre a presença cada vez mais nítida de alguns valores constantes e fundamentais em sua atuação.

O primeiro compromisso de Sergio sempre foi com a democracia e com os direitos básicos de homens e mulheres. Não tinha, porém, uma concepção formal e ritualista da democracia. Insistia que, para ser moderno, o regime democrático precisa ser participativo, pluralista e voltado para promover a cidadania das parcelas mais pobres e trabalhadoras da população.

Por isso, não dissociava seu apego aos valores democráticos de suas preocupações sociais, de sua defesa apaixonada de uma distribuição mais justa da riqueza e da cultura. Para que essa redistribuição se tornasse viável e duradoura, defendia a estabilidade da moeda, mas também a retomada do crescimento sustentado da economia, a modernização tecnológica, a preservação ambiental.

Realista, condenava o protecionismo contraproducente, mas combatia também o aberturismo irresponsável e unilateral, que fragilizaria ainda mais a soberania do país, empobreceria seu patrimônio cultural, diluiria sua identidade própria entre as demais nações. Para assegurar esses objetivos, preconizava, ao lado de empresas competitivas e inovadoras, um Estado forte e regulador.

Um país soberano, democrático, desenvolvido e justo: assim pode ser resumido o sonho generoso de Sergio.

Atento às mudanças, tinha consciência de que nenhum projeto social pode ser efetivado sem atualizações constantes, sem revisão corajosa de metas, sem refregas sucessivas. Por isso, ao pressentir que suas forças escasseavam, insistia que o PSDB que ajudara a criar e o governo que ajudara a construir, precisavam reafirmar seus compromissos sociais-democráticos e reconsiderar suas estratégias e prioridades. Estabilizar, mas também desenvolver, e sobretudo redistribuir riqueza e oportunidades existenciais. Unir, mas para avançar. Divergir sem perder a amizade e combater sem intimidar-se com as represálias. Todos esses são verbos que precisamos continuar aprendendo a conjugar como Sergio.

Na luta por seus sonhos pessoais ou coletivos, Sergio nunca se apequenou diante de obstáculos, nem se deixou abater por arreganhos de adversários. Ao contrário, as investidas dos oponentes fortaleciam seu ânimo combativo e afiavam seu discurso ferino. Nesses embates, pode ter cometido excessos, como pode ter incorrido em erros de avaliação. Os seres humanos não são tecidos apenas com fios virtuosos. É indiscutível, porém, que, nos tempos árduos em que coube a sua geração enfrentar os desafios da história, Sergio se destaca pelo legado valioso de realizações e exemplos que deixou.

Por todas essas razões, Sergio que nos desculpe, mas não chegou ainda a hora de que possa descansar. Ele, que permanece vivo em nossas recordações e em nossa saudade, precisa continuar presente também em nossas lutas, em nossas iniciativas, em nossas esperanças.

Decidimos, assim, criar um Instituto com seu nome e em sua memória. Será um centro de investigações e de debates, principalmente sobre os desafios do desenvolvimento brasileiro e as experiências positivas e negativas da social-democracia no mundo e no Brasil. Mas será sobretudo um centro de realizações práticas, como costumava reclamar Sergio com sua característica e meritória impaciência.

O Instituto dedicará grande parcela de seus esforços a estimular políticas e mecanismos de inclusão social, formação profissional e promoção da cidadania de homens e mulheres marginalizados, especialmente de jovens e crianças. Apoiará também manifestações de cultura e arte, em sua diversidade de formas e suportes, notadamente as que busquem identificar e fortalecer nossa identidade como nação.

Em todas essas atividades e iniciativas, o Instituto terá a largueza de espírito e buscará a aglutinação ampla de forças, que distinguiam Sergio e são imprescindíveis à consecução dos objetivos que norteiam sua criação.

O Instituto Sergio Motta não surge com um modelo pronto e acabado. Tem seu referencial doutrinário enunciado e suas áreas de atuação definidas. Mas somente a vivência concreta e o confronto com a realidade haverão de determinar os rumos e os passos da entidade. Pode-se afirmar que Sergio, com seus exemplos e suas iniciativas, construiu os alicerces. Os fundadores acrescentaram as estruturas básicas à estabilidade do edifício institucional e a seus contornos. Os sócios e os militantes, em conjunto com a comunidade organizada, completarão a obra, garantindo-lhe a identidade, a organicidade e a

sabedoria capazes de fazer frente aos desafios contemporâneos e de assegurar-lhe um futuro promissor.

Vamos terminar mais um ano e, com ele, o século e o milênio, sem a presença física de Sergio. Disso se ressente o país, o governo , seus companheiros e amigos e, sobretudo, sua estimada família. Todos estamos aprendendo a buscar as formas de suprir sua ausência, de preencher o imenso vazio que deixou.

Conforta-nos a certeza de que Sergio permanecerá, inquieto e atuante, no afeto de seus familiares e amigos, no respeito de seus admiradores, nos embates de seus correligionários e, sobretudo, nos sonhos de liberdade e justiça de novos jovens, filhos como ele de famílias trabalhadoras e solidárias, que possamos ajudar a amadurecer e avançar.

Conheça o Instituto Sergio Motta, clicando aqui.

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Conheça mais sobre o prêmio anual Sergio Motta, clicando aqui.

É AMANHÃ! 24 Junho 2008

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Amanhã, dia 25 de junho, o PSDB completa 20 anos com ar renovado e muita história em tão curto período. Para comemorar a data, o Congresso Nacional promove nesta quarta-feira uma sessão solene a partir das 11h a pedido das principais lideranças do partido. Entre os convidados, estão as duas bancadas na Casa, governadores, prefeitos, deputados estaduais, presidentes de outras legendas, ex-parlamentares e vários personagens históricos na trajetória do partido.

Além da homenagem que ocorrerá no plenário do Senado, assembléias legislativas de todo o país também farão sessões alusivas ao aniversário e a Executiva Nacional lançará uma revista comemorativa.

Um bom editorial do Estadão e a melhor solução para o PSDB 24 Junho 2008

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Publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo (24/06/2008). Editorial. Íntegra para assianntes, clique aqui.

Terminávamos o editorial de sábado, sobre as perspectivas da candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana – e a dissidência aberta no partido em torno dela -, afirmando que o que se passa agora em São Paulo pode dar o tom para o que acontecerá no plano nacional, quando chegar a hora de escolher o candidato para as eleições presidenciais. Referíamo-nos tanto ao problema da ruptura da já tradicional aliança dos tucanos com os ex-pefelistas – hoje democratas – como à disputa interna, do PSDB, em torno das candidaturas mais fortes do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não por coincidência os atuais governadores dos dois Estados que detêm os maiores colégios eleitorais do País: São Paulo e Minas Gerais.

Depois que o grupo de 11 vereadores (entre os 12 da bancada) conseguiu angariar assinaturas para oficializar, na Convenção de domingo, uma chapa em apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab, a disputa entre os dois grupos – kassabistas e alckmistas – chegou ao clímax, revelando uma animosidade talvez até maior do que a que se manifestara entre as facções do PMDB, que acabou levando um dos grupos a criar, há 20 anos, o PSDB. É claro que o governador José Serra, voltando de viagem ao exterior na véspera da Convenção – que teve toda a aparência de uma fuga à obrigação de intervir na crise do seu partido -, tinha que dar conta de sua liderança e resolver o complicado problema. E resolveu, não permitindo que os tucanos se engalfinhassem numa briga suicida. Obteve o acordo pelo qual os kassabistas tucanos desistiram de lançar a chapa contra a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo – afinal lançada oficialmente com o respaldo de 89,9% dos convencionais que votaram domingo (1.164 do total de 1.344).

Embora a verdade dos fatos não possa confirmar o discurso do ex-governador, no sentido de que “a divergência acabou” – pois a cem metros da Assembléia Legislativa, onde se realizava a Convenção municipal tucana, 10 dos vereadores dissidentes e mais três dezenas de militantes faziam reunião contra a candidatura Alckmin e a favor de Kassab -, é inegável que, nas circunstâncias, o PSDB de São Paulo chegou à melhor solução possível. E isso, especialmente, porque o governador Serra soube enfatizar a possibilidade real de restabelecer a aliança PSDB-DEM no muito provável segundo turno entre um deles e a candidata do PT. “Se a aliança não se traduziu agora numa candidatura única, tem que se traduzir, sim, numa unidade no segundo turno” – disse o governador em seu pronunciamento na Convenção.

Da forma como conduziu as facções divergentes do PSDB paulistano no complicado impasse, o “presidenciável” paulista de 2010 sem dúvida tem tudo para consolidar o apoio geral de seu partido, a começar pelo de um agradecido Geraldo Alckmin, que fez questão de repetir em seu discurso: “Sempre estive com ele (Serra) em todas as campanhas e estarei nas futuras.” Os próprios líderes da dissidência tucana kassabista poderão não se transformar em batalhadores entusiasmados da campanha de Alckmin, mas mostraram-se convencidos da necessidade de ceder posição em favor de um “objetivo maior”, qual seja, o da candidatura de Serra à Presidência, daqui a dois anos.

É claro que tanto Geraldo Alckmin quanto Gilberto Kassab – e seus respectivos apoiadores – só podem dizer que a adversária de ambos é a candidata petista, ex-prefeita Marta Suplicy. Certamente isso ela será, no provável segundo turno. Mas até lá, na campanha eleitoral que se inicia no dia 5 de julho, não poderá deixar de haver uma acirrada disputa por uma das vagas no segundo turno. Não se sabe, ao certo, qual o comportamento – digamos, “eleitoral” – que terá cada um dos muitos tucanos que integram a máquina da administração do prefeito Kassab. No entanto, o que os paulistanos podem esperar – e cobrar – é que não tenham solução de continuidade diversos programas do governo municipal que, reiteramos, em muitos aspectos tem sido eficiente e inovador.

Neste sentido, foi o próprio “presidenciável” José Serra quem enfatizou que, muito antes de pensar-se em eleições de 2010, há que se pensar na cidade de São Paulo. Indiscutivelmente, por sobre os interesses de quaisquer partidos, esta é a verdadeira prioridade.

Birds of a feather (14) 24 Junho 2008

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Hora de conhecer o blog da Juventude do PSDB de Nova Hamburgo (RS). Para conferir, clique aqui.

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Perguntaram-me outro dia o motivo do título do post sempre que indico um link tucano. Ora, trata-se de uma conhecida expressão inglesa:

“Birds of a feather flock together”, ou seja, aves da mesma plumagem se aninham juntamente.

We know that birds are of the same type when they have the same feathers; they are of a feather. Birds flock when they join together in groups with other birds. Just as birds “of a feather” often flock with other birds of the same “feather”, so do people who are like each other spend time together.

Birds of a feather (13) 24 Junho 2008

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Não se aveche e conheça o blog da Juventude do PSDB do Ceará, clicando aqui.

Volta Zito 24 Junho 2008

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Mais perto do pulsar das ruas, nos braços e no coração do povo de Duque de Caxias, assim foi a convenção que oficializou Zito, o candidato a prefeito da cidade e, para quem ainda tinha alguma duvida, os milhares de presentes certificaram a força do político mais influente e respeitado da baixada fluminense.

No sorriso das crianças, na vontade da JUVENTUDE, no rosto dos adultos e dos mais experientes, foi visto brilhar nos olhos de todos,a esperança e o desejo de:

VOLTA, VOLTA, VOLTA ZITO.

É pela COMUNICAÇÃO que tudo se realiza

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Post atualizado por

Paulo Cesar Mozzone
Secretário de Comunicação Social JPSDB-RJ

Birds of a feather (12) 23 Junho 2008

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Segue mais um link parceiro do Ninho Tucano. Conheça o blog da Juventude do PSDB do Mato Grosso do Sul, de onde vem nosso Secretário do Ensino Superior da JPSDB nacional, Thiago de Freitas, clicando aqui.

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Juventude tucana tenta retomar ideal de aproximar o partido do “pulsar das ruas’ 23 Junho 2008

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Publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo (22/06/2008). Íntegra para assinantes, clique aqui.

“Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas.” Foi assim que o PSDB abriu o primeiro programa do partido, em 1988.

Hoje, passados 20 anos, a sigla continua lutando para “ouvir mais a rua”, como define o presidente da juventude tucana de São Paulo, José Rubens Domingues Filho, defensor da aliança com o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

“Estou há dez anos no PSDB. Pela primeira vez sou consultado de forma tão importante. A discussão em São Paulo vai levar à união do partido”, diz.

Domingues entrou no PSDB com 20 anos, quando cursava direito na Unip. Hoje tem 31. “Era difícil porque o PSDB não tem uma posição de disputa no movimento social e estudantil. Na faculdade, eu levei a campanha inteira para fazer um jornalzinho. A filha do José Mentor [PT] estava na outra chapa e fazia um por semana. Acho que eles estão certos. O PT tem uma visão de mundo, que eu não concordo, mas eles defendem isso em várias frentes”, afirma.

Wesley Goggi, 27, é secretário de formação política da juventude tucana nacional. Analista de sistemas no Espírito Santo, ele decreta: “O PSDB já nasceu grande, com quadros voltados à qualificação. E não teve essa preocupação com a base. O partido passa por um momento decisivo. Qual o papel do PSDB hoje? Que partido queremos?”, questiona ele, que é o responsável pelo curso de formação política à distância que o partido prepara.

O vereador de São Paulo José Apolice Neto, o Netinho, milita entre os tucanos desde 1988, quando seu pai candidatou-se a vereador pela sigla. Hoje, ele diz que só o trabalho com os vereadores vai fortalecer a militância tucana. Ele defende o prêmio anual dedicado a um vereador tucano de destaque.
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Senado homenageia 20 anos de fundação do PSDB 23 Junho 2008

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O Congresso marcou sessão solene conjunta para esta quarta-feira (25), às 11h, para comemorar os 20 anos de fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), criado em 25 de junho de 1988. O requerimento solicitando a realização da sessão é de autoria do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente da agremiação.

Segundo dados do partido, o PSDB tem mais de um milhão de filiados e quase todos os seus fundadores integraram o chamado “PMDB histórico” antes de 1988. Entre os fundadores do partido, destacam-se Franco Montoro (falecido), José Serra, Mário Covas (falecido) e Fernando Henrique Cardoso, além de Sérgio Motta (falecido), Magalhães Teixeira (falecido) e Geraldo Alckmin. Fora de São Paulo, o partido arregimentou no ano de sua fundação Pimenta da Veiga, Eduardo Azeredo, José Richa (falecido), Afonso Arinos (falecido), Chagas Rodrigues, Almir Gabriel, Teotônio Vilela Filho e Maria de Lourdes Abadia.

Como partido, o PSDB surgiu durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, e, após dez anos de sua fundação, já estava presente em todos os estados. Posteriormente, elegeu para presidente da República, por dois mandatos consecutivos, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que também exerceu os cargos de ministro da Fazenda e senador. O primeiro mandato de Fernando Henrique na Presidência da República foi de 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 1998, e o segundo mandato começou no dia 1º de janeiro de 1999 e encerrou-se em 31 de dezembro de 2003. Atualmente, Fernando Henrique é presidente de honra do partido.

O manifesto de fundação do PSDB foi subscrito por 40 deputados e oito senadores. Atualmente, o partido tem 63 deputados federais, dos quais seis estão licenciados para exercer outros cargos, e 12 senadores, além de vice-governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores. Os cinco governadores eleitos pelo PSDB que estão exercendo o mandato são: Aécio Neves (MG), Cássio Cunha Lima (PB), José Serra (SP), Teotonio Vilela Filho (AL) e Yeda Crusius (RS).

Os 12 senadores que representam a legenda, com o respectivo período de exercício do cargo, são: Alvaro Dias (PR) 2007-2015; Arthur Virgílio (AM) 2003-2011; Eduardo Azeredo (MG) 2003-2011; Flexa Ribeiro (PA) 2003-2011; João Tenório (AL) 2003-2011; Lúcia Vânia (GO) 2003-2011; Marconi Perillo (GO) 2007-2015; Mário Couto (PA) 2007-2015; Marisa Serrano (MS) 2007-2015; Papaléo Paes (AP) 2003-2011; Sérgio Guerra (PE) 2003-2011; e Tasso Jereissati (CE) 2003-2011.

Prefeituras com bico 23 Junho 2008

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PSDB faz 20 anos com festa no Congresso 23 Junho 2008

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O ano é de eleições municipais, mas o que os tucanos vão fazer na quarta-feira é aproveitar a solenidade dos 20 anos de fundação do partido para dar a largada no discurso que eles querem adotar na disputa de 2010, na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve voltar pela primeira vez ao Congresso, desde que, em 1º de janeiro de 1999, ele foi empossado no segundo mandato (1999-2002).

Na esteira do programa de rádio e TV levado ao ar na quinta-feira da semana passada, quando a sigla apareceu em público defendendo suas bandeiras históricas – das privatizações à abertura da economia, passando pelo combate à inflação e o Plano Real -, o PSDB escolheu o plenário do Senado como tribuna que garanta holofote e platéia à altura de um discurso em que FHC deve apresentar o partido como “a legenda que plantou o que o Brasil está colhendo hoje”.

A comemoração pretende definir a distância política entre tucanos e petistas. Ao aproveitar o aniversário dos 20 anos para dizer que “o partido mudou o Brasil para sempre”, os tucanos afirmarão que o PT não conseguiu revogar o que eles fizeram e legaram ao País. Foi por isso que o partido decidiu batizar de “herança bendita” seu passado e seus oito anos de poder presidencial, entre 1995 e 2002.

“Assumimos com orgulho nosso passado. E o Brasil organizado do presente fomos nós que fizemos, acabando com a inflação e a carestia”, resume o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB.

A celebração do 20º aniversário do PSDB está marcada para as 10 horas de quarta-feira, em sessão solene e conjunta da Câmara e do Senado.

A lista de convidados inclui ex-ministros de FHC, como Pedro Malan (Fazenda), e os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Franco e Armínio Fraga. Também foram chamados prefeitos e os seis governadores do partido, entre eles os dois presidenciáveis tucanos – José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais.

Além da criação da sigla em 25 de junho de 1988, em plena Assembléia Nacional Constituinte, os tucanos querem celebrar os 14 anos sem inflação, depois do real, os 16 anos de abertura da economia e os oito anos de Lei de Responsabilidade Fiscal. Querem festejar ainda a Rede de Proteção Social criada no governo FHC e os programas que o PSDB implementou e o PT manteve.

“Estamos preocupados em não deixar que a inflação volte, mas se continuar a gastança do governo petista, que está aí, ela pode voltar”, afirma Guerra. “Voltaremos à Presidência em 2010 e, conosco, a inflação não volta. O PSDB vai completar tudo o que já foi feito e fazer muito mais.”

MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA 22 Junho 2008

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À Tropa de Elite Paulistana:

1) VENCER MARTA SUPLICY NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO.

2) NÃO PERDER TEMPO AUMENTANDO EMBATES ENTRE TUCANOS E DEMOCRATAS NO PRIMEIRO TURNO, AFINAL AMBOS IRÃO CAMINHAR UNIDOS NO SEGUNDO TEMPO.

Com São Paulo e Rio de Janeiro desembaralhados, resta agora o xadrez de Belo Horizonte.

Alckmin teve 89,9% dos votos dos delegados do PSDB 22 Junho 2008

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A votação para definir o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB teve adesão de 86,6% dos delegados da legenda (1.164 votantes, de um total de 1.344 votantes) e terminou com 1.037 votos a favor do ex-governador Geraldo Alckmin — 89,9% do total de votos. Houve 94 votos contrários à candidatura de Alckmin, 20 votos nulos e 13 votos em branco. Após a decisão de sábado à noite, em que o grupo de tucanos pró-Kassab concordou em retirar a chapa que pedia o apoio à reeleição do atual prefeito, que é do DEM, a votação de hoje acabou sendo uma “conclamação” do lançamento de Alckmin como candidato do partido à prefeitura. A votação teve início às 9 horas e terminou às 16 horas.