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Vereadores Tucanos voam para Brasília 27 Maio 2008

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Com o objetivo de preparar o partido para as eleições municipais de outubro, o PSDB promove amanhã, em Brasília, o II Encontro Nacional de Vereadores. Na oportunidade, será criado o Secretariado Nacional, órgão que promoverá o intercâmbio entre os 6.720 representantes tucanos nas câmaras municipais de todo o país. Vale ressaltar que vários desses representantes são tucanos jovens. As discussões deverão ocorrer durante todo o dia. Estarão presentes ao evento o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE),o secretário-geral, deputado Rodrigo de Castro (MG), e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES).

SERVIÇO:
II Encontro Nacional de Vereadores do PSDB
Dia : 27/05/2008
Local : Bay Park Hotel
Horário : 10h às 18h

Birds of a feather (10) 27 Maio 2008

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Caros, clicando aqui, vocês terão acesso ao novo site do PSDB do Distrito Federal. Visitem!

JPSDB-MG 26 Maio 2008

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O Grupo da Juventude do PSDB Mineiro liderado pelo seu presidente Reinaldinho, hoje é um exemplo em organização, competência, força, resultado do trabalho do empenho e dedicação dos jovens tucanos.

Um grupo forte e certo dos principio éticos da política e compromissados com a social democracia desse país.

Um grupo que acredita que a força da Juventude possa mudar os rumos de uma nação.

Marcelo Passos
Presidente PSDB Jovem
Belo Horizonte

“Eles fazem tudo na escuridão…” 24 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.
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Não cansam de tentar, o mundo dominar… É o Minc, é o Minc e o Cérebro, o Cérebro, o Minc, o Minc e o Cérebro!

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separados no nascimento

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O Minc e o Cérebro 24 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in Vídeos.
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O sempre afiado Reinaldo Azevedo fez um comparação no seu blog. Identificou na dupla Carlos Minc e Mangabeira Unger caractarísitcas que fazem-nos recordar outros dois personagens cômicos…

Assistam abaixo os bastidores de uma reunião que trata da Amazônia Brasileira…

NARF!

Unasul 23 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.
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Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feria, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.

Entenda como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos.

O que é a Unasul?

A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região.

Por suas riquezes naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.

Como a Unasul nasceu?

A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru.

O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela.

O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola – surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.

Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?

Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região.

Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.

O que se define em Brasília?

A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser
um organismo internacional.

Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas.

Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.

O que mais é discutido em Brasília?

Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia.

A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.

Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?

Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo.

A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.

Qual o tamanho da Unasul?

Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e um Produto Bruto Interno (PIB) de aproximadamente US$ 800 bilhões.

Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.

O PIB brasileiro é de US$ 1,3 trilhão, o oitavo do mundo, e o da Bolívia de US$ 10 bilhões – um décimo do valor da Petrobras.

Quais são os desafios da Unasul?

Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social.

Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da “união dos povos”.

Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido.

Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região.

Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reinvidica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico.

Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.

Quais são os próximos passos?

No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile.

Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados.

Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.

Nota de Falecimento 23 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.
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“O PSDB lamenta profundamente o falecimento do Senador Jefferson Péres, ocorrido na manhã desta sexta-feira no Estado do Amazonas. A democracia e a ética perdem um grande militante.

Firme na sua conduta, independente e afirmativo, Jefferson Péres foi capaz de honrar o Congresso Nacional e os seus eleitores, ao mesmo tempo em que contribuiu de forma inequívoca para a consolidação da nossa democracia. Fará falta neste Brasil carente de homens públicos de valor.

O PSDB espera que a trajetória profissional e política do advogado, professor e parlamentar Jefferson Péres seja inspiração para todos os que lutam por um país de oportunidades iguais para todos os brasileiros.”

Senador SÉRGIO GUERRA
Presidente Nacional

Brasília, 23 de maio de 2008.

Falta governo no Planalto 23 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in PSDB.
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Artigo de Villas-Bôas Corrêa

No primeiro tempo do segundo mandato do presidente Lula, uma das gabolices dos improvisos e declarações de todos os dias era a afirmação categórica, com a ênfase das sentenças para a eternidade, que “a inflação acabou, não se fala mais em inflação”.

Meses depois, na virada azarenta deste meado de ano, a velha, temida e odiada inflação assusta os sábios economistas e mostra as garras no desfile de índices assustadores: o IG-M deste maio atípico ameaça chegar a 1,80%, empurrando o acumulado de 12 meses para o buraco de 12%. O fantasma da inflação ronda os gabinetes do Palácio do Planalto, na dança das bruxas soltas.

O forró das feiticeiras entoa o refrão do caiporismo nos resultados da estatística fechada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que 40 milhões de jovens, quase metade da população brasileira entre 15 e 24 anos está desempregada. Do total, 12,5 milhões não concluíram o curso fundamental e 1,4 milhão forma o bloco dos analfabetos. O desemprego da faixa pesquisada é 3,5 maior entre adultos com mais de 24 anos e a proporção dispara para os quintos do inferno, saltando de 2,8 em 1990 para 2,9 em 1995.

No Congresso, a maioria montada com os métodos aperfeiçoados na era lulista do mensalão para a compra do passe de oposicionistas disponíveis no mercado, do caixa 2 para o financiamento das muitas campanhas, das ambulâncias superfaturadas e demais habilidades do governo recordistas em CPIs que não deram em nada, a bagunça baixou à sarjeta do cinismo.

Como não há dinheiro que chegue para a gastança oficial e o governo não preza a palavra empenhada, arma-se a arapuca para ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) mais conhecida na intimidade como o imposto do cheque – que Lula e o PT sempre malsinaram nos tempos de oposição, desde a Constituinte.

Mas com dengues de comover, o governo não quer se expor em público em trajes menores, participando da manobra. E o fandango vai sendo tocado com o presidente lavando as mãos e os deputados metendo os gadanhos no acordo para ressuscitar o imposto do cheque com a alíquota de 0,1 % para acudir a saúde, exposta na indigência das filas do SUS, com velhos, crianças, grávidas varando a madrugada para mendigar uma vaga nos hospitais e postos de saúde superlotados.

Ora, dinheiro não falta; o que falta é governo. E esta é uma evidência que se denuncia na sucessão de lambanças de cada dia.

O escândalo do vazamento do dossiê dos gastos com o cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, dona Ruth, dá cambalhotas na CPI na gandaia do despudor. O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires credenciou-se a ganhar o troféu de tartufo do ano com a versão retificada da sua participação na trama para a entrega do banco de dados ao assessor do senador Alvaro Dias (PR), André Fernandes. Tudo não passou de um erro de digitação. Explica: “Minha intenção era apenas anexar o arquivo “hoje”. Se anexei a planilha “excel” ( a do dossiê) não houve dolo ou má fé, foi por descuido, erro humano”.

Para quem usa o computador com um mínimo de facilidade a desculpa é um escárnio.

O presidente Lula necessita trocar algumas peças do seu gabinete. Antes que a ministra-candidata Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil seja convocada pela CPI dos Cartões para explicar o desvio do dossiê, com a lista dos envolvidos chegando à porta do seu gabinete.

Faltou o protagonista 23 Maio 2008

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Lula_Fichado.jpg picture by jpsdb

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou ontem requerimento de informações ao ministro da Cultura, Gilberto Gil, pedindo explicações a respeito do filme Se Nada Mais Der Certo, do diretor José Eduardo Belmonte, que recebeu R$ 1 milhão em incentivos. Em uma das cenas, três assaltantes usam máscaras dos ex-presidentes FH, Fernando Collor e José Sarney. O fato deixou Virgílio indignado. “Se tivessem incluído a face do presidente Lula, sairia o dinheiro?”, questionou. O parlamentar criticou a postura do ministério, que foi conivente com o fato “desagradável”. “Esse não é o Gilberto Gil que conheço”, lamentou o senador, que criticou também o diretor do filme. Para ele, essa película é uma “imitação barata” do filme norte-americano de 1991 Caçadores de Emoções, que recorre ao mesmo expediente – uso de máscaras de ex-presidentes em assaltos.

Encargo trabalhista é a maior causa de desemprego de jovens 22 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in JPSDB.
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Os encargos trabalhistas para as empresas são um dos principais fatores para o aumento no desemprego entre a população jovem, segundo o professor de relações do trabalho da USP, José Pastore. Um estudo apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que 46,6% dos desempregados brasileiros têm entre 15 e 24 anos.

O índice é o maior entre os dez países pesquisados pelo Ipea. No México, segundo colocado, o índice é de 40,4%. Na Alemanha, é de 16,3%.

Nessa faixa etária, 19% dos brasileiros estão desempregados. O número, segundo o Ipea, é 3,5 vezes mais alto do que entre a população adulta. Segundo Pastore, há diversos motivos para isso. “O principal é que o custo para uma empresa contratar um jovem inexperiente é o mesmo de contratar um adulto com experiência. Nesse caso, eles optam pelo funcionário que provavelmente trará resultados mais rapidamente.”

O custo de um funcionário para uma empresa no Brasil de é cerca de 103% em relação ao valor do salário. “Em países como a Alemanha e Espanha, existe um contrato de experiência, em que a empresa paga menos tributos por empregados menos experientes. Se isso fosse adotado no Brasil, certamente haveria um estímulo maior à contratação de jovens”, diz o professor. “O programa Primeiro Emprego era tão burocrático que não deu certo. Precisamos de algo simples.”

Segundo o Ipea, em todo o mundo o desemprego de jovens é maior do que o de adultos, porém Pastore argumenta que nos países com contrato de experiência o nível de desemprego de jovens é de no máximo duas vezes o nível dos adultos.

Outra razão para a baixa contratação de jovens, por estranho que pareça, é o aquecimento da economia. “As grandes empresas precisam de pessoas qualificadas para se expandirem, e acabam buscando um profissional reconhecido em outras empresas, não entre jovens, mesmo aqueles com formação acadêmica.”

Segundo a pesquisa do Ipea, entre 1995 e 2005 o desemprego entre os jovens até 24 anos saltou de 11% para 19%. E os que trabalham estão, em geral, envolvidos em atividades de curta duração e baixa remuneração.

Birds of a feather (9) 21 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in Links.
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Hora de divulgar o blog dos jovens tucanos do nordeste!

Confiram o blog da Juventude do PSDB do Ceará, clicando aqui.

Violência e falta de emprego 21 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in PSDB.
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As políticas públicas voltadas para a saúde do jovem brasileiro, segundo o levantamento do Ipea, ainda não fizeram frente, de modo efetivo, aos desafios fundamentais do setor. Entre os 15 e 29 anos, a violência continua sendo o principal problema, especialmente para os rapazes que morrem significativamente mais do que as moças.

Em um grupo de 100 mil pessoas, a taxa de mortalidade média das mulheres foi de 58,43 contra 261,80 dos homens. Entre 2003 e 2005, morreram cerca de 60 mil jovens do sexo masculino. Destes casos, 78% foram por causas externas, majoritariamente homicídios e acidentes de transporte. No mesmo período, morreram 15 mil jovens do sexo feminino, sendo 35% pelas mesmas causas externas.

Quem sonha terminar a faculdade e ingressar no mercado de trabalho pode começar a se preocupar. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior que entre os adultos com mais de 24 anos.

Segundo o estudo, a falta de experiência influencia na decisão das empresas. Mas o próprio jovem não se sente capacitado para ingressar em um mercado de trabalho mais competitivo. Jorge Luiz de Paiva Filho tem 24 anos e faz faculdade de Cinema. Apesar de não figurar na lista de desempregados, Jorge trabalha de garçom em um restaurante, profissão sem a menor relação com a sétima arte.

5 21 Maio 2008

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Ontem, durante a sessão da CPI do Cartão Corporativo que ouviu José Aparecido Nunes, ex-chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da presidência da República, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André pediu à CPI cinco minutos de sessão secreta para fazer algumas “graves revelações”.

Não houve uma viv’alma para ouvir o bendito…

Caríssimo André, aqui no blog você tem cinco minutos, cinco horas, cinco dias, cinco semanas, cinco meses… O tempo que você quiser. Mas, se tratando de graves revelações deste governo, eu acho que nem em cinco anos.

Um bate papo com uma leitora 21 Maio 2008

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No dia 30 de abril postei a íntegra de um carta enviada ao STF assinada por 113 pessoas contrárias à criação de cotas raciais no ensino superior. Escreveu-me Denise cujo comentário reproduzo. Ela em itálico. Eu em negrito.

Gostaria de deixar claro para este senhores que igualdade se faz com direito iguais.

Bem, eu acrescento um raciocínio ao comentário da Denise. Diria Rui Barbosa justamente que a regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade… Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real. Todavia, minha cara, a questão em voga não são direitos e sim privilégios infundados…

Esquecer o passado ( Nossa História) de massacre está na periferia dos grandes centros.

Nestas periferias, cara Denise, moram pretos e moram brancos…

Este ano o IBGE, vai declarar que negros e não negros seram (sic) a maioridade da população brasileira, Que pagam impostos e que vêem seus direitos jogados nas cadeias, nas filas do INPS,etc.

Uai, mas eu já achava que negros e não negros eram maioria no Brasil… Afinal eu desconheço os azuis. Acredito que a Denise desconheça que no Brasil os negros constituem 6% dos habitantes… Isso mesmo. E quase 60% são pardos. Cito o caso da faculdade que considerou irmãos gêmeos homens de “raça” diferente. Não são apenas negros que pagam impostos. E quando as excelências escolhem desperdiçar os recursos, não tem esse cuidado todo de jogar no ralo apenas o que parte dos negros.

Me explique, como chegar a uma igualdade, quando ainda ensinam que os negros que aqui chegaram eram ignorantes…., que abaixar a cabeça é sinal de respeito para os negros, etc.

Onde se ensina isso, Denise? O termo correto é escravo. Ninguém quer negar o passado e apagar os horrores da escravidão. Hoje, o fato concreto é que o problema não é qual a sua cor, mas que tipo de condições você recebe para fazer parte da academia.

Isto sem contar que a maior parte dos descontos oferecidos nas instituições, tem como retorno beneficios governamentais. Que por sua vez são retirados dos impostos pagos por maioria negra.

6%, Denise… 6%…

Será que os negros pagaram para a elite também ter nível superior. Cota com tempo determinados.

Ah… Isso você vá questionar aos que defendem o ensino superior “gratuito, público e de qualidade…” A situação é escancarada, de fato. Hoje, a maior parte dos alunos que ingressa no ensino superior advém de escolas privadas. Então aquele estudante que possuiu um ensino mais qualificado fará parte. O estudante da escola pública cujo ensino é inferior não fará. Discutir a melhora do ensino fundamental e médio é uma questão relevante. Criar um sistema que afronta a constituição, ilógico, sobretudo, que não resolve o problema, não é.

Denise, deixo-lhe uma pergunta: quem vai lhe dizer de que cor você é?

Aí vem o Aparecido, todos os amigos olhando pra TV 21 Maio 2008

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E de repente, ele surge do barril e diz, assim como no seriado mexicano que é reprisado há anos:

“Foi sem querer, querendo…”

ERENICE NA RODA 20 Maio 2008

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André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), acaba de dizer na CPI do Cartão o que havia dito na semana passada em depoimento à Polícia Federal: que Aparecido Nunes lhe contou que Erenice Guerra, secretário-geral da Casa Civil da presidência da República, se encarregou da montagem do dossiê sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso.

AO VIVO 20 Maio 2008

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Assista a reunião da CPMI dos Cartões Corporativos, clicando aqui.

Apartheid à brasileira 19 Maio 2008

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Vejam o absurdo que segue abaixo:

PROJETO DE LEI N. 3627, DE 2.004 SUBSTITUTIVO DO RELATOR
O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º. As instituições públicas federais de educação superior reservarão, em cada concurso de seleção para ingresso nos cursos de graduação, no mínimo, cinqüenta por cento de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.Art. 2º. As universidades públicas deverão selecionar os alunos advindos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o Coeficiente de Rendimento – CR, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o curriculum comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação e do Desporto.

Parágrafo único. As instituições privadas de ensino superior poderão adotar o procedimento descrito no caput em seus exames de ingresso.

Art. 3º. Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1º serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros e indígenas, no mínimo igual à proporção de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Parágrafo único. No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios
estabelecidos no caput, aquelas remanescentes deverão ser completadas por
estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas
públicas.

Art. 4º. As instituições federais de ensino técnico de nível médio reservarão, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo cinqüenta por cento de suas vagas para alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.

Art. 5º. Em cada instituição federal de ensino técnico de nível médio, as vagas de que trata o art. 3º serão preenchidas, por curso e turno por autodeclarados negros e indígenas, no mínimo igual à proporção de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Parágrafo único. No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput, aquelas remanescentes deverão ser preenchidas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escola pública.

Art. 6º. O Ministério da Educação e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República serão responsáveis pelo acompanhamento e avaliação do programa de que trata esta Lei, ouvida a Fundação Nacional do Índio – FUNAI.

Art. 7º. O Poder Executivo promoverá, no prazo de dez anos, a contar da publicação desta Lei, a revisão do programa especial para o acesso de estudantes negros, pardos e indígenas, bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, nas instituições de educação superior.

Art. 8º. As instituições de que trata o art. 1º deverão implementar, no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) da reserva de vagas prevista nesta Lei, a cada ano, e terão o prazo máximo de quatro anos, a partir da data de sua publicação, para o cumprimento integral do disposto nesta Lei.

Art. 9º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Sala da Comissão, em de agosto de 2.005
DEPUTADO CARLOS ABICALIL
RELATOR

Enquanto tucano jovem já enviei meu protesto para essa tentativa de dividir o ambiente acadêmico por cores… Faça isso você também, clicando aqui, você envia, de uma só vez, um e-mail para todos os deútadps. E se você quiser assinar a petição online contra cotas raciais, clique aqui.

Sustentabilidade em Edificações Públicas 19 Maio 2008

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Vejam só que bacana:

A preocupação com a sustentabilidade é um dos principais compromissos de uma Administração Pública que baseia suas ações na responsabilidade sócio-ambiental. Nesse contexto, a Câmara dos Deputados, por iniciativa do Departamento Técnico, do EcoCâmara – Núcleo de Gestão Ambiental, da Comissão de Desenvolvimento Urbano e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil – Distrito Federal (IAB-DF), anuncia o Concurso Nacional de Idéias para estudantes de Arquitetura e Urbanismo, sobre o tema “Sustentabilidade em Edificações Públicas”.

São objetivos gerais do Concurso:

- Promover o debate sobre a sustentabilidade em edificações públicas, por meio de exposições e apresentações dos trabalhos selecionados e premiados;

- Incentivar alunos e professores dos cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo a pesquisarem sobre o tema, por meio da elaboração de projetos de Arquitetura e Urbanismo;

- Contribuir para a investigação de alternativas técnicas, conceituais e projetuais para questões tais como: conforto térmico e acústico; melhoria das condições ambientais nas cidades; promoção de maior eficiência na utilização de recursos naturais; diminuição do consumo de energia nas edificações; entre outras questões relativas ao tema “sustentabilidade” e sua relação com as “edificações públicas”.

Maiores informações sobre as inscrições, que estão abertas de 15 de abril a 10 de junho de 2008, estão disponíveis na página do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Distrito Federal: www.iabdf.org.br.

Os projetos vencedores serão anunciados durante o Fórum de Arquitetura e Construção Sustentável na Administração Pública, que ocorrerá no dia 25 de junho de 2008, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Birds of a feather (8) 18 Maio 2008

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rio.jpg picture by jpsdb

Uma das principais apoiadoras da JPSDB Fluminense é a vereadora Andrea Gouvêa Vieira de 52 anos, jornalista e moradora da Gávea. Teve seu primeiro emprego no Jornal do Brasil, aos 20 anos de idade. É especialista em América Latina. Em 1982, trabalhando na TV Globo em Nova Iorque organizou a passeata pelas Diretas Já, que reuniu milhares de pessoas na 5ª Avenida nos Estados Unidos. Conheça melhor sua atuação clicando aqui.

JPSDB-RJ participa de eventos na capital fluminense 18 Maio 2008

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Por iniciativa de Andrea Gouvêa Vieira, a Câmara Municipal homenageia segunda-feira, dia 19, às 19 horas, os economistas André Lara Resende, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Pedro Malan e Pérsio Arida, responsáveis pela criação e implementação do Plano Real. Em sessão solene, no plenário, todos receberão o conjunto de medalhas do Mérito Pedro Ernesto, a mais alta distinção conferida pelo Legislativo carioca.

Ao justificar as homenagens, a vereadora lembrou tanto a criatividade na formulação do plano quanto o esforço para colocá-lo em prática e mantê-lo. “O Plano Real derrubou a inflação, estabilizou a moeda, distribuiu renda e, acima de tudo, melhorou a qualidade de vida da população do Rio de Janeiro e do Brasil”, disse Andrea, acrescentando que, graças a ele foram criadas as condições para todos os projetos de desenvolvimento hoje em andamento no país.

O Plano Real, implantado quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério da Fazenda no Governo Itamar Franco, está fazendo 15 anos e Juventude Tucana do Rio de Janeiro vai participar da festa.

Ainda, no mesmo dia o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), recebe na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a medalha do mérito Pedro Ernesto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O título equivale ao de cidadão honorário da cidade maravilhosa. A cerimônia ocorre às 19h.

O vereador Luiz Antonio Guaraná (PSDB) justificou o requerimento pela afinidade do deputado capixaba com a cidade. Engenheiro de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Vellozo Lucas começou a vida profissional na capital carioca. Desde 1980, ele é funcionário de carreira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na mesma cerimônia, os economistas Pedro Malan, Gustavo Franco, Edmar Bacha, André Lara Resende e Pérsio Arida – mentores do Plano Real – também receberão o título. Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), vão prestigiar o evento.

Antes de receber o título, Vellozo Lucas participa de debate sobre a “herança bendita” do plano real. Participam do encontro o deputado e pré-candidato do PV à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira, e o economista e diretor do ITV/RJ, Luiz Roberto Cunha. A reunião ocorre a partir das 17h na sede do PSDB-RJ, na Cinelândia.

FHC critica mesquinharia e propõe grande debate nacional a Lula 18 Maio 2008

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Ricardo Kotscho conversou com Fernando Henrique Cardoso no gabinete do instituto que leva seu nome:

“Parece eu… A minha situação hoje também é essa”, brinca o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao ler as primeiras linhas do subtítulo do meu livro “Uma Vida Nova e Feliz”, que lhe trouxe de presente, onde está escrito: “…sem poder, sem cargo, sem carteira assinada, sem crachá…”

Afável como de costume e mais tranqüilo do que nunca, FHC estava sentado numa moderna poltrona igualzinha à do presidente da República no Palácio do Planalto. Conversamos sem pressa no final de tarde da última terça-feira, em seu confortável gabinete no sexto andar de um prédio bem antigo que dá vista para o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde está instalado o Instituto Fernando Henrique Cardoso, seu atual local de trabalho.

Começamos falando da sua rotina de vida depois que deixou a Presidência da República, há mais de cinco anos – “a vida de ex-presidente é melhor do que a de presidente” -, da família, das palestras e dos livros, das muitas viagens pelo Brasil e ao exterior, do que ele mais sente falta dos seus tempos de poder.

Aos poucos, entramos nos assuntos políticos. FHC falou com franqueza sobre acertos e erros dos seus oito anos de mandato. Alternou críticas com elogios ao governo do presidente Lula. Analisou os cenários para as próximas eleições municipais e para a sucessão presidencial em 2010, as relações entre mídia e política, e entre PT e PSDB. Previu que a CPI dos Cartões Corporativos não vai dar em nada. E se queixou que o presidente Lula nunca lhe fez um gesto para abrir o diálogo com o PSDB, depois de uma transição das mais civilizadas.

Só no final da entrevista, quando lhe perguntei o que diria ao presidente Lula, se o encontrasse naquele dia, sobre o episódio do vazamento de despesas sigilosas do seu governo, FHC levantou o tom de voz para mostrar sua indignação, mas em seguida propôs um grande debate nacional para discutir os rumos do País e mostrou-se disposto a participar dele.

IG: O que é melhor: a vida de presidente da República ou a de ex- presidente da República?

FHC: Sem dúvida, a vida de ex-presidente. Porque você tem a recordação da Presidência e, como toda memória, você vai selecionando… Você guarda o que foi agradável, o que deu certo… E vai esquecendo o que não funcionou…

IG: É a memória seletiva…

FHC: É isso, memória seletiva. A vida de ex-presidente, pelo menos no Brasil, é uma vida agradável. A população brasileira é muito cordata. Eu deixei a Presidência já há quase seis anos e trabalho aqui hoje muito tranqüilo, sem me preocupar com segurança, por exemplo…

IG: Foi isso que eu reparei quando cheguei. Na portaria do prédio ninguém me pediu documentos, subi direto, sem crachá…

FHC: Nada, nada… Não existe isso aqui. Mesmo quando eu saio a pé com a Ruth, vou a algum restaurante lá perto de casa, vou ao cinema, não tenho nenhuma preocupação com segurança, embora oficialmente eu tenha direito como ex-presidente. Então eu uso mais como motorista e, eventualmente, quando eu vou viajar, para me ajudar. Mas eu não tenho essa preocupação porque não precisa. Desde que eu saí da Presidência, só vi gestos de simpatia. Até porque aqueles que não são simpáticos a mim são educados o suficiente para não se manifestar. Quando você está na Presidência, não, é diferente, quem é contra você se manifesta… Então a vida de ex-presidente, deste ponto de vista, é uma vida tranqüila. Não vou dizer que a de presidente também não seja boa. São momentos diferentes da sua vida, da história. Eu nunca neguei que exerci a Presidência com energia e com satisfação, com prazer, mas eu acho que a vida de ex-presidente é melhor. E sou apenas um ex-presidente. Fiz questão de não ser candidato a mais nada, não é?

IG: Não tem queixa da vida?

FHC: Não tenho queixa da vida!

IG: Como é a rotina do ex-presidente FHC quando está em São Paulo? O que mais gosta de fazer? Dá tempo de pegar os netos na escola?

FHC: Eu tenho cinco netos, mas já estão todos grandinhos e nenhum mora em São Paulo. Quatro moram no Rio e um em Brasília, que é a mais moça, tem 13 anos. Os meus netos vêm com muita freqüência a São Paulo. Gosto de jogar cartas com o meu neto de 14 anos. Jogo buraco com ele, com os amigos dele. Isso a gente faz com muita satisfação. Outro dia eu e Ruth nos encontramos com a neta que tem 18 anos e está na Inglaterra. Nós estávamos na Espanha, ela foi nos encontrar para passar uns dias conosco, sair para jantar, essas coisas todas. A minha rotina aqui em São Paulo é a rotina de um acadêmico, um professor aposentado. Eu fico em casa de manhã, quando posso sempre eu fico em casa.

IG: No apartamento em Higienópolis…

FHC: Isso… Sempre morei ali e continuo lá. E lá eu leio, escrevo, fico em casa de manhã; de tarde, geralmente eu venho para cá. Aqui, o que eu faço? Eu recebo pessoas que vêm me procurar para conversar, ou então participo de seminários, que há muitos aqui, ou discuto com o pessoal do instituto sobre os trabalhos que eu estou fazendo, pesquisas e tal…

IG: Quantas pessoas trabalham aqui com o senhor?

FHC: Aqui no Instituto deve ter umas 20 pessoas, mas a maior parte é para tratar da documentação do meu período de governo.

IG: Encontrei aqui o Sergio Fausto (assessor de FHC), que não via há muito tempo…

FHC: Sergio Fausto trabalha diretamente comigo, ele é uma espécie de chefe de gabinete. É o nosso diretor de toda a atividade referente a projetos e seminários. A parte relativa à documentação é com a Daniele Adaion (assessora), que já trabalhava no Palácio do Planalto e está comigo desde os tempos do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). E tenho um assessor internacional, o diplomata Miguel de Oliveira, que é ministro do Itamarati. Fora isso tem uma porção de gente que trabalha aqui na parte de documentação, na parte dos arquivos. É isso que eu faço quando eu estou aqui no Brasil. À noite, vou para casa. Às vezes alguém vai jantar lá em casa ou eu vou jantar na casa de algum amigo. Vou muito a concertos, sou presidente da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), então vou muito aos concertos. Quando eu posso, vou ao cinema, a Ruth gosta muito de teatro também… Enfim, eu tenho uma vida normal, como sempre tivemos. Eu leio nos jornais que estou fazendo ativamente política e tal… Não é verdade. Eu converso, participo de discussões, mas eu não atuo no dia-a-dia da vida política, nem do PSDB.

IG: E não sente falta disso?

FHC: Olha, eu não sinto falta porque, quando eu quero, eu tenho espaço, né? E tenho também na mídia, quando eu quero tenho espaço. Não tenho do que me queixar. Não sinto falta daquela vida política diária porque nunca fui muito afeito a esse tipo de coisa, a esse tipo de vida. Eu sempre fui um pouco ambivalente, um pouco professor e acadêmico, um pouco atuando na área política.

IG: E como tem sido sua atividade durante as viagens aqui e no exterior? Sua principal atividade pública desde que deixou o governo são as palestras. Quantas por mês? Quais os temas mais freqüentes? O senhor se acha bem remunerado? Ainda dá aulas? Está escrevendo algum livro?

FHC: Vamos por partes. Durante cinco anos dei aulas nos Estados Unidos, na Universidade de Brown, no Instituto de Relações Internacionais. Eu sou o que eles chamam lá de “professor of life”, que significa o seguinte: tenho uma função fixa, mas eu dou as aulas que eu quero, umas conferências, recebo estudantes. Algumas vezes ia dar aula no curso normal mesmo, dava Sociologia, dava Desenvolvimento Econômico, História da América Latina. Ficava por lá 40 dias por ano. Este ano parei, não renovei o contrato. Agora sou do Conselho de Direção do Instituto, vou lá apenas uma vez por ano. E aí faço um seminário, mas não é regular. Fora isso, recebo uma vez por mês aqui nesse Instituto alunos de escolas públicas e privadas que estão no último ano do ciclo secundário. São uns 50, 60 estudantes que vêm aqui de cada vez, visitam o Instituto, assistem a um vídeo que mostra o que tem lá embaixo, o setor de documentação e tal, e aí eles vão conversar comigo. Sobre o quê? Eles propõem o tema. A última que veio aqui foi uma Escola Técnica da Penha, escola pública, os alunos queriam que eu falasse sobre as metrópoles e a urbanização. Outros querem discutir o sistema eleitoral ou como é que funciona a relação do Executivo com o Legislativo. Enfim, é variado…

IG: É como se fosse uma entrevista coletiva…

FHC: É como uma entrevista. Dou uma aula sobre o tema, falo uns 40 minutos e depois fica aberto para perguntas. Isso leva umas duas horas e é muito interessante. Agora não converso de política com eles…

IG: O senhor não fala de política?

FHC: Não, nada de política partidária. Eles sempre perguntam, mas eu procuro me esquivar porque não é bom misturar os papéis. Fora isso, eu faço palestras, e que tipo de palestras? Geralmente as faculdades e universidades propõem discussões em termos mais econômicos, empresarias, a situação do Brasil. Às vezes, elas são remuneradas, e bem remuneradas. Eu tenho um agente aqui e um outro no exterior, que é o mesmo do Clinton (Bill Clinton, ex-presidente dos EUA). Agora estou reduzindo bastante isso. Palestra remunerada eu faço no máximo uma vez por mês porque cansa. Viajar é muito cansativo. Muitas vezes eu viajo e faço palestra de graça também. São seminários, encontros na Universidade, aí eu não cobro ninguém. Mas quando é empresa, ou quando eles vão ganhar dinheiro com a sua palestra, aí tem que pagar!

IG: Isso aí virou uma grande indústria…

FHC: Virou uma grande indústria e, no meu caso, isso é bastante bem pago…

iG : E está preparando algum livro novo?

FHC: Eu escrevi três livros depois que deixei a Presidência da República. Um é A Arte da Política, que fez bastante sucesso, vendeu quase cem mil exemplares, é um livro grande. O outro é um livro para jovens que queiram se interessar por política, Cartas a um Jovem Político, e o terceiro chama-se The Accidental President of Brazil (O Presidente Acidental do Brasil), publicado em inglês só nos Estados Unidos. Fiz junto com um jornalista americano, mas que não sabia português. Não está traduzido porque, se traduzir, vai concorrer com o outro e também porque não é para um público brasileiro. Sempre estou escrevendo. Escrevi dois ensaios grandes e vou escrever mais um agora. Vou fazer um pequeno livro, uma espécie de revisão de um livro que escrevi faz muitos anos junto com o Milton Paletto, um chileno. Chama-se Dependência e Desenvolvimento na América Latina. Eu escrevi em 1968, 40 anos atrás. Aliás, fiz um seminário recentemente em Brown sobre esse livro, que agora vai ser publicado lá também. Participaram umas 30 pessoas de várias universidades, discutindo o impacto que esse livro teve na época nos Estados Unidos. Escrevi um ensaio sobre como eu encararia agora a América Latina à luz da metodologia que eu usei neste livro. Como muitas pessoas de má fé disseram para esquecer tudo o que eu escrevi, esse ensaio mostra que continuo pensando as mesmas coisas. Apesar das mudanças no Brasil e na América Latina, o modo de analisar não mudou. Depois escrevi um outro ensaio que vai ser publicado agora no livro do Otávio Barros (escritor), que é um ensaio longo sobre a globalização. Vai se chamar Um Mundo Surpreendente, que é na verdade uma análise da globalização, para mostrar que, em primeiro lugar, isso é antigo; segundo, falo desta nova etapa, essa coisa toda da China, que põe em xeque inclusive as teorias sobre dependência e desenvolvimento. Por que as matérias primas e os produtos de alimentação subiram muito de preço, muito mais do que os industriais? No passado, era o contrário, então eu analiso como é que o Brasil se ajeitou neste novo mundo, se inseriu neste novo mundo. Aí eu mostro que a abertura da economia, a estabilização e tudo o que me criticavam foram o que deram certo. O Brasil está hoje aí com um grau de investimento que não teria nunca se nós não tivéssemos feito o que eu fiz, e mostro como é que houve isso. Apesar das dificuldades, o Brasil hoje conseguiu dar um salto muito grande porque nós entendemos o que era a globalização e não ficamos como avestruz com a cabeça na areia.

IG: Este livro sai quando?

FHC: Sai agora em maio. Estou escrevendo um outro ensaio sobre o que é a política social-democrata, a política social em países como o Brasil. Vou juntar esses três ensaios e publicar um livrinho. Quer dizer, escrevendo eu estou sempre, lendo e escrevendo. Isso não tem solução… Leio muitas coisas ao mesmo tempo.

IG: Nas suas viagens ao exterior, qual é a sua percepção da imagem atual que o Brasil tem lá fora? O que mudou nessa imagem em relação ao tempo que o senhor viajava como presidente da República?

FHC: Acho que se consolidou a imagem do Brasil. Quando eu era ministro de Relações Exteriores, antes de ser presidente da República, fui ao Chile uma vez e disse que o Brasil tinha potencialidades, que o Brasil estava crescendo, mas todo mundo olhava para mim com uma descrença imensa, por causa da inflação. Depois, quando fui ministro da Fazenda, era também uma imensa dificuldade, falavam que o Brasil primeiro tinha que colocar ordem na casa. Nós pusemos ordem na casa. Então, no meu segundo mandato, quando eu viajava, já havia um reconhecimento grande por parte do Clinton (Bill Clinton, ex-presidente dos EUA), do Tony Blair (ex-premiê britânico), do Chirac (Jacques Chirac, ex-premiê e ex-presidente francês). Era uma relação em que eles reconheciam tudo o que fizemos, não só eu, mas o Brasil. E isso só fez melhorar de lá para cá. O Brasil tem hoje uma imagem positiva.

IG: Passados quase cinco anos e meio, do que mais o senhor sente falta dos tempos que morava no Palácio da Alvorada e mandava no País? O que melhorou e o que piorou no Brasil de lá para cá?

FHC: Bom, o que eu mais sinto falta é da convivência com as pessoas que me ajudaram muito. Não só das que fizeram o Plano Real, mas depois, também, das pessoas que implementaram as reformas na educação, na saúde, do Vilmar Faria (amigo e assessor especial na área social), que teve um enorme papel na criação de uma rede de proteção social. De fato, do que sinto falta mesmo é das pessoas, não é de situações, embora eu sempre tenha gostado de viver no Palácio da Alvorada. Essas questões de moradia a gente sabe que são transitórias mesmo e uma pessoa como eu, que já morou em várias partes do mundo, não fica tão apegado assim. Sinto falta é disso, das pessoas, até mesmo dos jornalistas, aquele contato constante…

IG : E o que melhorou, o que piorou no Brasil de lá para cá ?

FHC: Melhorou a economia. Indiscutivelmente, nós estamos vivendo um momento bastante positivo, acho que houve avanços também nos programas sociais, que se estenderam mais.

IG: O que piorou?

FHC: Acho que toda a parte institucional. Talvez menos a Justiça, talvez até a Justiça tenha melhorado. O Supremo Tribunal Federal tem tomado posições boas, mais ativas. Acho que o Ministério Público também nunca deixou de progredir. Mas a relação do Legislativo com o Executivo piorou. Hoje, a gente não sente mais vitalidade no Legislativo e nem sente que o Executivo esteja empenhado num programa junto ao Legislativo para produzir uma mudança para o Brasil, reformas… Você sente propaganda, mas não sente rumo. Por outro lado, acho que a questão da corrupção também piorou. Sem julgar se é verdade ou falsa, quando você lê os jornais de hoje, qualquer jornal, a política virou polícia, virou página policial. Sempre houve uma certa tendência nessa direção, mas agora é avassalador. Eu sempre dizia no passado, tirando até emprestada uma frase do Werneck Viana, um cientista político do Rio de Janeiro, que dizia o seguinte: “PT e PSDB disputam entre si para saber quem é que comanda o atraso! Então tenho a impressão de que, em certos momentos, o atraso está nos comandando”.

IG: Melhor seria se eles disputassem para ver quem leva o Brasil para frente…

FHC: Para ver quem tira o País do atraso. Tirar do atraso, aliado com o atraso, não dá. No Congresso, tem muita gente atrasada. Os dois partidos que têm capacidade de tocar o Brasil para frente são esses dois, o PSDB e o PT. Mas tenho a sensação às vezes que o atraso está ganhando. Dá a sensação de que em vez do PT e do governo estarem liderando o processo, eles estão sendo puxados pelos fatos que vão acontecendo, que são fatos do passado, clientelismo, corrupção, uma visão arcaica. Não tudo, é claro, não quero ser exagerado na crítica, mas tenho essa sensação. Isso eu acho que vai mal, essa relação do Executivo com o Legislativo, a coisa da corrupção e a falta de governo, no sentido de eficiência de governo. A economia vai bem, a área social está avançando, mas falta isso. Falta um cimento, falta uma política que dê coesão ao País. Falam que as pessoas não se interessam mais por política porque vivem bem, estão felizes…

IG: Mas a vida dos brasileiros não melhorou mesmo?

FHC: Mais ou menos, porque tem áreas muito ruins, né? De qualquer maneira, não é aí que o calo aperta… É como se o País tivesse virado um grande mercado. E é até uma coisa paradoxal, o presidente Lula, que vem do outro lado, é hoje o arauto do mercado. O mercado é necessário, é importante, mas não pode ser tudo. Não pode ser só mercado e nem só o mercado dar o ritmo da vida.

IG: Como o senhor enfrentaria o problema da energia hoje? O Brasil tem de fato de escolher entre plantar para produzir energia e plantar para produzir alimento? Corremos o risco de um novo apagão?

FHC: O risco de um novo apagão existe porque o investimento na hidroeletricidade está baixo. Este ano as chuvas vieram, salvaram a situação. Mas não acho que a crise dos alimentos seja por causa da questão do etanol. Ao contrário, eu acho que isso é um avanço. O fato de nós termos agora carros flex (movidos a álcool e gasolina) é um avanço. E não é verdadeiro que a cana esteja expulsando a produção de alimentos. Isso pode estar acontecendo nos Estados Unidos, por causa do milho. O milho, sim, aí pode haver problema, o aumento do preço da soja e não sei o quê. Mas o aumento do preço dos alimentos não deriva dos combustíveis, deriva da situação da China e da Índia, que aumentaram muito a demanda, e também de uma riqueza do mundo que aumentou. Digamos que esta é uma questão equivocada. É de má fé dizer que foi por causa da cana que está havendo o agravamento da situação alimentar, isso não é verdadeiro.

IG: Do que o senhor mais se orgulha de ter feito nos seus oito anos de governo e do que o senhor mais se arrepende?

FHC: Acho que orgulho é uma expressão muito forte, mas o que eu acho que nós conseguimos fazer? Primeiro, a democracia. Para mim isso é importante. Não persegui ninguém, não botei ninguém na cadeia, não fiz chantagem, nada disso. E também com a oposição fiz uma transição absolutamente democrática, pensando no Brasil. Segundo, sem dúvida alguma, a estabilidade da economia. Isso foi garantido com muito sacrifício. Foi muito difícil, levou muito tempo. Estabilidade não é só o Plano Real. É também você colocar em ordem as finanças públicas. Como é que você põe ordem nos bancos, acaba com a dívida dos Estados? Enfim, é esse conjunto de coisas. Em terceiro, é que as mudanças nas áreas sociais, em dois setores, principalmente, naquilo que é universal, Educação e Saúde, foram um marco muito forte o meu governo. Pela primeira vez, todas as crianças foram para a escola, e melhorou também a qualificação do professorado. Mudamos as leis para poder fazer isso. O SUS não existia, existia só no papel. Na prática, foi montado no meu governo. Depois, as políticas sociais todas que deram origem ao que se chama hoje de Bolsa Família, mas que nasceram na Bolsa Escola, na Bolsa de Alimentação, na Bolsa Gás. Isso vem do tempo do Itamar (Itamar Franco, ex-presidente). Toda essa tecnologia nova de transferência de renda, com o cartão que dá acesso a dinheiro, que é dado à mulher, à mãe, quebrou o clientelismo…

IG: A dona de casa é quem recebe o dinheiro.

FHC: Quem recebe é ela.

IG: Mas quem faz as listas são as prefeituras.

FHC: Bom, esse é um problema difícil porque, como quem faz as listas são as prefeituras, o controle disso está sendo muito difícil, já era no meu tempo. Eu tinha certas dúvidas de juntar tudo num cartão só. Isso começou no meu governo, quando o novo governo assumiu já estava preparada na Caixa Econômica esta tecnologia para fazer a junção das bolsas. E eu tinha dúvidas, por quê? Porque, quando o Ministério da Educação dá Bolsa Escola, ele tem mais interesse em vigiar se as crianças estão mesmo assistindo às aulas; quando o Ministério da Saúde dá a Bolsa Maternidade, ele tem interesse em ver se a mulher está sendo bem atendida; quando a Previdência tira a criança do trabalho penoso, ela tem de fiscalizar para que não volte a ele. E, quando você junta tudo num só cartão, diminui o controle, fica mais burocrático. Essa junção das bolsas começou mesmo no meu governo, mas pessoalmente sempre tive dúvidas sobre isso porque acho que é um problema maior controlar se quem precisa está tendo de fato algum efeito na promoção social, se a criança está mesmo indo para a escola ou se a família está só recebendo dinheiro.

IG: E do que o senhor se arrepende?

FHC: Eu me arrependo de várias coisas. Eu acho que mandei reformas demais para o Congresso de uma vez só. A sociedade muda mais devagar do que eu gostaria. Comprei briga com todo mundo. Nós forçamos demais a marcha das reformas. Eu também poderia ter tentado a mudança no sistema de câmbio antes, quando eu deixei para fazer isso no começo do segundo mandato…

IG: Não foi por causa da reeleição?

FHC: A eleição foi em outubro de 1998, mas não foi por isso. Nós não fizemos porque tivemos medo da volta da inflação. Depois, ficou provado – engenharia de obra feita é mais fácil, né? – que a inflação não voltaria, como não voltou. A gente poderia ter feito a mudança cambial antes que não voltaria a inflação. De má fé, as pessoas, e inclusive o Delfim Netto repete sempre isso, disseram que era populismo cambial. É mentira, não foi para ganhar a eleição que adiamos a mudança.

IG: Ele e outros críticos disseram que essa crise cambial quebrou o País…

FHC: Isso é tudo lero-lero. Quem quebrou o País foi ele! Ele quebrou o Brasil em 1982, mas em 1999 não quebrou o País coisa nenhuma. O que acontece é que nós podíamos ter feito uma mudança antes.

IG: O senhor deve ter visto uma reportagem do “Financial Times”, publicada no último final de semana, em que o diário financeiro britânico faz a seguinte avaliação: “Lula deve deixar o cargo em 2010 proclamado como o presidente do grau de investimento, uma reputação bem melhor do que a do seu predecessor que, devido aos problemas enfrentados no setor de energia, saiu da Presidência taxado de presidente do apagão”. O que o senhor gostaria de responder ao jornal?

FHC: Que ele está mal-informado! Não era isso que ele dizia na época do meu governo. Esta coisa do apagão não ficou como uma marca pessoal minha. É uma situação real do Brasil, e que não está resolvida até hoje. Nós escapamos do apagão há pouco tempo porque choveu. A questão do apagão ali não foi falta de investimento em eletricidade. Em média, nós investimos por ano muito mais do que o governo atual. Fizemos a conexão com a Venezuela, com a Argentina, com a Bolívia, na questão do gás. Ali o que houve foi falta de planejamento no manejo das águas. E por que houve isso? O ministro das Minas e Energia, que era do PFL, na verdade, achava, e talvez até com razão, que daria para atravessar o período de estiagem e não haveria apagão, e não houve apagão. Mas nós resolvemos fazer um racionamento rigoroso. Nós nos assustamos, nós mesmos dissemos ao País: “Ah! Tem que fazer racionamento e tal”. E não era essa a posição do Ministério até que mudou o ministro. O novo ministro não sabia como estava a situação, e nem eu… Portanto, o governo tem responsabilidade, eu não sabia o grau de gravidade da situação. Como é que podia não saber que havia um problema de água? Talvez nós pudéssemos não ter assustado tanto a população. Mas, enfim, isso não inibe o problema. O Brasil tem um problema de energia que não está resolvido.

IG: Como principal referência do PSDB, como o senhor está vendo a guerra entre tucanos que apóiam o Alckmin (Geraldo Alckmin, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo) e aqueles que defendem a aliança com o Kassab (Gilberto Kassab, prefeito e pré-candidato à reeleição)? O que o senhor considera o melhor para o seu partido? Por trás dessa disputa municipal já está em jogo a sucessão de 2010? O senhor tem algum palpite sobre quem será eleito presidente?

FHC: Em todos os partidos, sobretudo os partidos maiores, que têm mais chances de ganhar, quando se aproxima uma eleição, as opiniões se dividem, isso é normal. A opinião majoritária tem que prevalecer e todo mundo vai ter que ficar junto. Fiz uma análise algum tempo atrás: se a política fosse racional, era melhor preservar o Geraldo Alckmin para ser candidato ao governo de São Paulo. Entretanto, ele não gostou da minha observação. Ele quer ser candidato já e ele tem condições de ser. Eu achava melhor preservá-lo porque nós tínhamos condições de reeleger o prefeito atual agora e manter o governo do Estado em 2010, mas a política não é racional. Agora a gente tem que buscar um entendimento para evitar que haja uma guerra entre aliados. Não é fácil, mas vou me empenhar nisso. Vou seguir o meu partido.

IG: Quer dizer que agora o senhor apóia o Alckmin?

FHC: Eu apóio. Se a convenção votar por ele, vou apoiar o Alckmin, mas vou fazer de tudo para preservar a aliança. O Kassab é um bom prefeito, não é nosso inimigo, e a Prefeitura do Kassab é tucana também, então é uma situação difícil.

IG: E como é que fica o discurso do PSDB com candidato próprio?

FHC: Fica difícil, muito difícil… Por isso que eu queria outra solução. Agora, quanto ao palpite para a sucessão presidencial que você está me pedindo, acho o seguinte: não se pode nunca minimizar a força do governo, sobretudo quando o presidente está com popularidade e quando tem um partido que é aguerrido. Eu não minimizo essa força. Acho, entretanto, que daqui até o término do mandato muita coisa vai acontecer ainda. Não sei se para o bem ou para o mal, depende de como se levar as coisas. Na oposição, hoje, quando você olha as pesquisas, o PSDB tem um nome consolidado, que é o nome do Serra (José Serra, governador de São Paulo), e tem um nome promissor, que é o nome do Aécio (Aécio Neves, governador de Minas Gerais). Assim como eu disse sobre a questão da Prefeitura, a análise vale para a Presidência também. A partir de um certo momento, um dos dois, aquele que tiver mais chances, vai ter o meu apoio, e vou fazer tudo para que seja apoiado pelo outro. Porque, se não, não é partido. Nós temos chances de ganhar. Por quê? Porque nós temos influência nos dois grandes eleitorados do Brasil, São Paulo e Minas. Havendo uma boa postura e coesão interna nós ganharemos com qualquer um dos dois. Neste momento, está à frente o Serra. Ele tem por volta de 40% nas pesquisas e o Aécio tem cerca de 10%. Mas isso pode mudar. Os dois são do PSDB, os dois são bons governadores, o Aécio também é um bom governador. Vamos ver o que vai acontecer mais perto de 2010. Temos que criar um clima em que um apóie o outro, qualquer que seja. Você não pode dizer, “só vou apoiar se for o Serra”. Os dois são bons, eu vou com qualquer um dos dois.

IG: Analistas políticos têm insistido ultimamente em apontar a falta de unidade, de bandeiras, de projetos, de iniciativa da oposição. Com este vazio, muitos setores da mídia acabam assumindo este papel, que seria dos partidos de oposição, como o presidente Nicolas Sarkozy denunciou outro dia que estaria acontecendo na França. O que o senhor pensa disso?

FHC: Eu penso que é verdadeiro. A mídia no Brasil muitas vezes assume o papel dos partidos, fala pela sociedade. Não é que não exista quem fale. Mas, como o Congresso Nacional tem voz baixa no momento, a oposição fala, mas não é ouvida, e a oposição só vai ser ouvida quando ela definir os seus candidatos. Aí é que os candidatos vão ter que falar pela oposição. Porque numa democracia a palavra política que vale é de quem tem voto. Como tenho muita consciência do meu papel, falo como uma pessoa independente e sou ouvido nos círculos de opinião, mas não pelo povo. O povo só vai ouvir quem for candidato. Se eu quisesse ser ouvido pelo povo, eu tinha que ser candidato. Quando eu digo que não serei candidato, eu sei que não vou ser ouvido, mas aqueles que decidem que vão ser candidatos, esses têm obrigação de marcar posição.

IG: Qual seria a bandeira principal hoje de um candidato da oposição?

FHC: Vote em mim porque eu vou fazer o Brasil avançar mais. Não é dizer que não avançou. É dizer que eu vou fazer o Brasil avançar mais. O meu partido iniciou tudo isso, não é contra, mas eu vou poder avançar mais. Tenho mais competência técnica, tenho estilo, não estou marcado pela corrupção e vou fazer o Brasil avançar mais. Acho o seguinte: você tem que mostrar que o Brasil tem muita potencialidade econômica e vai avançar independentemente do governo. Os motores já estão em marcha. Agora o problema é que o candidato de oposição tem que dar segurança ao eleitor de que não vai perder o que já tem. Esse mundo é muito dinâmico, mas ele é muito inseguro para o povo, quer dizer, o povo não vai votar num candidato em que não veja garantias do tipo “olha, eu não vou piorar a sua vida, vou manter e melhorar”. Ambos têm credencial para dizer isso. O Serra teve papel muito importante como ministro da Saúde. Ele pode dizer “eu fiz o genérico, eu fiz o programa de combate à aids, eu fiz o SUS”. Tem que dizer que vai lutar pelo povo.

IG: E o Aécio tem o que para oferecer?

FHC: Ora, o Aécio é um grande governador de Minas, ele tem um apoio imenso em seu Estado.

IG: E qual seria a bandeira dele?

FHC: A dele seria a da eficiência da gestão e a simpatia. Cada um tem seu estilo, mas nós temos cartas para jogar.

IG: Nas minhas muitas viagens pelo Brasil, tenho sentido um abismo entre o permanente clima de fim de mundo encontrado entre políticos e jornalistas em Brasília, às voltas sempre com crises e CPIs, e o clima de alto astral que predomina em quase todos os setores da sociedade fora dos gabinetes do poder. Como sociólogo e estudioso do Brasil, como o senhor analisa esse descolamento entre o Brasil oficial e o Brasil real que a gente vê por aí?

FHC: Esse descolamento é antigo e aumentou, e aumentou por quê? Porque a política se desgarrou da vida cotidiana do povo. Desgarrou, quer dizer, ela passou a ser uma conversa fechada entre políticos e jornalistas. É um mundo fechado e, mais ainda, visto pelo povo é um mundo de privilégio e de impunidade. Portanto, é um mundo que não tem credibilidade. Não é que a vida esteja boa para todo mundo, não está. Tem muitos problemas. É só você entrar na classe média para ver como ela está apertada. Vai ver a questão do emprego, que muitas vezes não existe, vai ver a escola, vai ver a saúde, tem muita reclamação, mas não está piorando. O que está piorando? A crença nas instituições.

IG: O senhor sente que, apesar de tudo isso, aumentou a auto-estima do brasileiro?

FHC: Eu acho que o brasileiro sempre teve boa auto-estima. As pesquisas mostram isso. O povo sempre acreditou no Brasil, mais do que os políticos e os jornalistas. Eu tinha essa mesma sensação no meu governo. O lado negativo era muito mais a fofoca da política, que fica uma coisa cansativa, repetitiva. Vou lhe dizer uma coisa: eu não tenho mais paciência para ler o que se chama editoria política dos jornais. Não tenho, porque é muita intriga, é jogar um contra o outro. Você sabe que é intriga. Vejo que dizem a meu respeito, sobre o que eu penso, o que eu falo… Isso não corresponde ao que eu penso, ao que eu falo, muitas vezes. O jornalista não é ele que faz a intriga, não. É outro que fala para ele. O sujeito vem aqui falar comigo e sai daqui contando para os jornalistas que eu disse não-sei-o-que, que eu penso isso ou aquilo, tira do contexto. Eu tenho por hábito o seguinte: fulano falou mal de mim, eu digo “ah, é? Está bem”. Não vou me preocupar, porque se você começar a se preocupar com isso… Olha, não há uma entrevista que eu dê, com pouquíssimas exceções como a sua, que não me forcem a falar mal para pinçar uma frase contra o Lula. Aí eles vão ao Lula e fazem a mesma coisa comigo. Uma pessoa que assiste à televisão, o que ela vê hoje? Ela vê esporte, crime, violência, bandalheira, corrupção, e o presidente Lula falando. Não tem mais nada.

IG: É uma obsessão por assuntos que vão se repetindo…

FHC: É o dia inteiro, todo dia a mesma pauta. É como fazer pesquisa de opinião pública e não ouvir o outro lado, só tem o nome do presidente Lula. Na televisão, ou está tudo ruim ou é o Lula falando, naturalmente falando bem dele e do governo. É assim que o povo se informa na televisão. O jornal é mais aberto, tem alguns colunistas excelentes. Não vou nominar, mas são quatro ou cinco de primeira grandeza. Agora, a reportagem, o dia-a-dia da política, é só fofoca!

IG: Fofoca e desgraça…

FHC: É, daqui e de fora. Agora mesmo tivemos esse terremoto na China, aquele tarado lá da Áustria, o tarado de São Paulo, é desesperador! E fica, fica, repete, repete, repete. Depois você vai querer que o povo se interesse por outros assuntos, não vai se interessar. Fica apático.

IG: Se o senhor se encontrasse hoje com o presidente Lula, o que gostaria de dizer a ele sobre esse episódio do vazamento de dados das despesas do seu governo? Como imagina que essa CPI dos cartões corporativos vai acabar? O que o senhor gostaria de dizer ao presidente Lula?

FHC: “Será que você não está vendo o que está acontecendo? Você acha que tem cabimento nós chegarmos a esse grau de mesquinharia, dadas às relações que nós sempre tivemos, que sempre foram boas?” Agora, fora isso, eu ia dizer a ele o que eu tenho escrito até: “Ô, Lula, você não acha que chegou o momento de pensar maior? O Brasil está indo para um outro patamar e a política está indo para o buraco. Não dá para a gente pensar grande? Não dá para haver um debate? Não é para falar do seu governo. É um debate nacional sobre temas significativos. Por exemplo, o que nós vamos fazer com a riqueza petrolífera que está aí? Como é que nós vamos olhar para o futuro?” Eu estou disposto a entrar neste debate. Este seria um grande debate nacional, sim.

IG: O senhor acha que um dia será possível fazer em São Paulo a aliança que PSDB e PT estão construindo com Aécio Neves e Fernando Pimentel (prefeito de Belo Horizonte) em Minas? Por que em Minas é possível e, em São Paulo, é tão difícil ou impossível?

FHC: Talvez porque PSDB e PT sejam muito fortes em São Paulo. Eu digo isso já há alguns anos: a disputa entre PSDB e PT não é ideológica. Pode ter sido no passado, existem algumas questões, por exemplo, a visão de funcionamento do Estado, da democracia, no PSDB é diferente do que no PT. O PT é mais corporativista, mais aparelhador. Mas não é essa a briga principal nossa. É uma briga de poder apenas, saber quem é que vai mandar. Eles não passaram o tempo todo me acusando de neoliberal para depois fazer exatamente a mesma política que eu estava fazendo que não era neoliberal, nem a minha e nem a do Lula? Fizemos o que é possível no mundo de hoje em termos de compatibilizar o mercado com o interesse social. Mas não passaram o tempo todo só discutindo isso, fingindo que tinham um argumento ideológico? Queriam apenas ganhar a eleição e isso é natural, a política é assim. Então, aqui em São Paulo é difícil. Quando nós fizemos a transição, eu imaginei que, a partir de 2003, nós teríamos um diálogo maduro. Ao invés de ter um diálogo maduro, o Zé Dirceu (José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil) inventou a herança maldita da qual eles vivem até hoje – não da maldita, da boa. E o Lula nunca fez um gesto de diálogo, nunca. Definiram, a meu ver equivocadamente, o PSDB como adversário principal. Foram buscar apoio no que havia de mais podre na política brasileira, e deu no mensalão. E isso não é responsabilidade do PSDB, é do PT. Nós fizemos um caminho que não era de afastamento.

IG: E esse caminho tem volta?

FHC: Hoje é mais difícil porque as marcas vão ficando, você perde a confiança. Fizeram um dossiê contra a eleição do Serra, um dossiê de cartão corporativo agora. Vamos ver no que vai dar isso. Acho que não vai dar em nada. A minha tese é muito simples: não há gasto secreto nenhum, nunca pensei em gasto secreto, é uma invenção. O que precisa é ter um controle maior dos gastos, criar novos instrumentos. Duas coisas que estão erradas: a difusão dos cartões – me disseram, e eu não sei se é verdade, precisa verificar, que nós tínhamos cento e poucos e agora já são mais de 11 mil – e poder tirar dinheiro à vista. Deveria ser o oposto para deixar registrado o gasto. Esses são os dois erros fundamentais.

IG: Mas a CPI fica nesta história de que um gastou tanto nisso, o outro gastou xis naquilo…

FHC: É ridículo! É ridículo! E tem outra coisa: aparece lá, como se fosse gasto pessoal meu ou da Ruth o que é gasto dos palácios. Aluguel de carro. Uma que ela nem sabe que o carro é alugado, ela tem um carro da primeira-dama. Alugaram o carro da segurança sei lá de quem para estar viajando. Aí vem lá: 180 garrafas de champanhe nacional, sabe o que é isso? Despesa do dia 28 de dezembro de 1998. Claro, porque no dia primeiro de janeiro de 1999 teve uma recepção no Palácio por causa da posse. Gasto pessoal de FHC? Isso é ridículo… Nós estamos apequenando a política brasileira. Isso que eu diria ao Lula: “Não é possível, você não vê a que ponto chegamos?”

VEJA: O lado escuro da Força 18 Maio 2008

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Publicado originalmente na revista Veja (18/05/2008). Reportagem de Ronaldo França. Íntegra para assinantes, clique aqui.

A investigação da Polícia Federal sobre a quadrilha que cobrava propinas para a liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou uma frase de arrepiar, revelada somente na semana passada: “O pessoal abriu, escancarou a porta”. Ela definia, nas palavras do lobista João Pedro de Moura – já devidamente preso –, o sucesso de uma reunião com o vice-presidente do banco, Armando Mariante Carvalho. A pauta incluía um projeto de 800 milhões de reais. (…) A frase é simbólica, sim, mas por outra razão. Ela revela quão longe a pilantragem conseguiu chegar em direção ao topo da hierarquia do banco (…).

Na semana passada, VEJA ouviu quatro ex-presidentes e três ex-executivos do BNDES (…). Eles são unânimes em afirmar que os procedimentos internos do BNDES – em português claro, o trabalho dos funcionários de carreira – são rigorosos o suficiente para garantir a integridade nos processos para concessão de financiamento. (…) Em 2003, o governo Lula promoveu uma reformulação atabalhoada nos cargos de direção do BNDES. (…) É a explicação para a liberdade com que o diretor de inclusão social, Elvio Gaspar, também responsável pela área de crédito, se movimentava entre governadores, prefeitos e parlamentares que freqüentavam seu gabinete. Gaspar é petista e ligado ao grupo do ex-ministro José Dirceu.

ÉPOCA: De Ipanema para a floresta 18 Maio 2008

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Publicado originalmente na revista Época (18/05/2008). Reportagem de Andrei Meirelles e Ricardo Amaral. Íntegra para assinantes, clique aqui.

Sai a seringueira Marina Silva, entra o ecologista carioca Carlos Minc. O que pode mudar na política ambiental e no desenvolvimento do país

Aos 56 anos, o economista carioca Carlos Minc Baumfeld é um homem que viveu as experiências mais radicais de sua geração. Nascido de uma família de imigrantes judeus poloneses em 1951, o adolescente Carlos Minc foi um dos líderes do movimento estudantil no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro na década de 1960. Dali para a luta armada contra a ditadura militar, foi um passo. Militante da organização clandestina VAR-Palmares, participou de roubos de armas e assaltos a bancos com apenas 17 anos. Prisão, torturas e exílio em Cuba, Chile, França e Portugal completaram o primeiro ciclo de sua vida. Quando a anistia o trouxe de volta ao Brasil, em 1979, ele já era um crítico dos velhos métodos da esquerda, inoculado pelas idéias do movimento ecológico europeu. Ao lado de Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira, entre outros retornados “verdes”, foi um dos líderes da revolução de costumes que, no Brasil, correu paralelamente ao processo de redemocratização. Minc fundou o PV e depois se filiou ao PT, pelo qual se elegeu cinco vezes deputado estadual no Rio. Em 2007, o governador Sérgio Cabral o nomeou secretário do Meio Ambiente do Estado do Rio.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Carlos Minc para assumir o Ministério do Meio Ambiente, substituindo a demissionária Marina Silva. A nova função vai exigir dele muito mais que a disciplina de guerrilheiro urbano e a ousadia do militante a favor da liberação da maconha e dos direitos dos homossexuais. No novo cargo, que deve assumir na semana que vem, Minc será responsável pela preservação da Amazônia, maior floresta tropical do planeta e, para muitos, a última trincheira contra o desastre do aquecimento global. Dentro do governo, terá de conciliar a legislação ambiental com as obras de infra-estrutura exigidas pelo plano de investimentos de Lula – o PAC. Lula também espera que o futuro ministro o ajude a convencer o mundo de que a aposta do Brasil nos biocombustíveis não seria uma ameaça à floresta nem à produção de alimentos (leia o quadro abaixo).

Carlos Minc é totalmente diferente de Marina Silva. Reconhecida internacionalmente por sua história pessoal (moça pobre da floresta, ex-seringueira e companheira de lutas de Chico Mendes, um dos heróis mundiais da causa ecológica), Marina aplicou no governo seu estilo de resistir aos adversários com suavidade, mas com firmeza. Adotou o “empate”, a forma de resistência dos seringueiros, criada por Chico Mendes: eles ocupavam áreas da floresta e se recusavam a extrair o látex das árvores, para forçar os patrões a pagar mais pela borracha. Sob o comando de Marina, os técnicos do Ibama seguraram licenças ambientais durante anos, até obter as garantias que consideravam necessárias.

Carlos Minc, ao contrário, age rápido e negocia compensações que considera vantajosas para conceder licenças ambientais em projetos importantes. É um modelo que agrada aos empresários e ao presidente Lula, mas provoca polêmicas entre os ambientalistas. Numa entrevista em Paris, onde estava quando recebeu por telefone o convite de Lula, Minc tentou desfazer a imagem de quem chega para facilitar as coisas. “Se alguém acha que, com a minha história, eu vou para lá ser um anti-Marina, abrir as pernas para a Amazônia virar um quintal, está absolutamente equivocado”, afirma. Ele diz que exigiu de Lula, para aceitar o cargo, independência para montar a equipe e a garantia de influir nos projetos que afetem o ambiente. “Espero ter força política: se alguém tiver de fazer o papel de um biombo verde de uma política predatória, este alguém não serei eu”, diz Minc.

A mudança de estilo será inevitável. Saem os povos da floresta, entram os ecologistas europeus. Se Marina é um símbolo conhecido no mundo por sua origem humilde, de quem entende os problemas ambientais pela vivência diária, Carlos Minc é um espírito cosmopolita. Alfabetizado em português e em iídiche, idioma de parte da comunidade judaica, na adolescência ele se destacou no xadrez e na militância política. “Desde criança ele mostrava muita autoconfiança. O pai dele, um químico com boa formação intelectual, estimulava isso com elogios toda vez que o Minc dizia ou fazia alguma coisa que ele julgava inteligente”, diz um amigo de infância. Ainda na adolescência, Minc se envolveu com organizações de esquerda que combatiam o regime militar. Participou do famoso roubo de um cofre recheado de dinheiro do governador de São Paulo Adhemar de Barros. Ficou um ano na cadeia. Saiu com 19 anos, no grupo de prisioneiros políticos trocados pelo embaixador da Alemanha no Brasil, seqüestrado pela guerrilha urbana.

Começou aí sua trajetória internacional. Esteve no México e em Cuba, onde fez cursos de guerrilha, e no Chile. Com o golpe militar do general Augusto Pinochet, em 1973, refugiou-se na Embaixada da Argentina. Enquanto aguardava autorização para deixar o país, ocupou o tempo jogando pôquer. Hábil, Minc ganhou os sacos de dormir dos parceiros de mesa e de refúgio. Mudou-se para a França e desembarcou em Portugal após a Revolução dos Cravos, que pôs fim a mais de 50 anos de ditadura, em 1974. Fez um mestrado em Planejamento Urbano e deu aulas. Casou com uma aluna, a economista Guida Oliveira, com quem tem dois filhos.

Como outros exilados, Carlos Minc foi influenciado pela revisão de conceitos promovida pela esquerda européia na década de 1970. O que mexeu mesmo com sua cabeça foram as idéias do pensador alemão Rudolph Bahro. Bahro inovou ao escrever que a questão ecológica transcendia a dualidade entre capitalismo e socialismo e era muito mal resolvida pelos dois sistemas. “A sobrevivência é uma questão de espécie, não de classe”, afirma Bahro. Minc voltou ao Brasil em 1979, com a anistia. Matriculou-se numa escola de dança moderna, tornou-se freqüentador de rodas de samba e desfilou em blocos de Carnaval. Incorporou essa disposição festiva a sua atividade política. Ele já vestiu uma camisinha gigante num obelisco de 18 metros no centro do Rio, protestou em um barquinho na orla carioca contra a presença na Baía de Guanabara de um porta-aviões nuclear da Marinha americana e fantasiou assessores de mosquitos da dengue. Em sua primeira campanha eleitoral, em 1986, chamou a atenção da imprensa ao enfiar batatas em canos de descarga de ônibus para protestar contra a emissão de gases poluentes. As aparições de Minc lhe valeram o apelido de “Carlos Mídia”, dado pelos desafetos. “Ele sempre produziu oportunidade para foto. Mas essa tática desgastou e parou de colar”, afirma o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), amigo de Minc há mais de três décadas e também um político com aguçado faro para produzir fatos de repercussão.

Na Secretaria de Meio Ambiente, Carlos Minc já saiu de seu gabinete para cimentar ligações clandestinas de esgoto em condomínios de luxo e laçar porcos em favelas. Levou o governador Sérgio Cabral ao subúrbio de Irajá para tirar pneus velhos e garrafas de um rio poluído. Mas o que fez Minc pular para o ministério foi a agilidade na concessão de licenças ambientais – justamente onde Marina, na visão do governo, tinha problemas. Quando Minc assumiu a pasta, o Estado tinha 14 mil licenças ambientais pendentes. Ele tornou mais simples o processo de concessão, e o resultado foi um número recorde de aprovações. Em um ano e três meses, a Secretaria liberou 2.068 licenças ambientais, número igual ao que foi emitido entre 2004 e 2006. Essa produtividade de Minc agradou a empresários e encantou o presidente Lula. “O Minc não fica enrolando: ele diz isso não pode, isso pode e é assim que pode”, afirmou o presidente, numa conversa com ministros na semana passada. Esse estilo recebe críticas. “Tenho dúvidas sobre algumas das decisões que ele tomou na área industrial”, afirma o cientista político Sérgio Abranches. “Acho que a flexibilidade ultrapassou, em alguns pontos, a fronteira entre o realismo e a tolerância.” Uma das autorizações polêmicas foi dada ao Complexo Petroquímico do Rio, projeto da Petrobras que será erguido em Guapimirim perto de um manguezal. “Houve uma decisão política e econômica”, diz Dora Negreiros, presidente do Instituto Baía de Guanabara. “Tenho medo da desordem urbana que isso poderá trazer.”

É uma mudança e tanto, para quem estava acostumado ao estilo de Marina. Em sua gestão, a ministra tentou implantar o que ela chama de “transversalidade”: todos os projetos do governo deveriam levar em conta a preservação do meio ambiente. Perdeu batalhas, como a da liberação dos transgênicos, e obteve vitórias, como o projeto da Rodovia Cuiabá–Santarém, considerado um modelo de cuidado socioambiental. Seus maiores embates, desde o início, foram com a colega Dilma Rousseff. Em 2004, Marina ameaçou pela primeira vez deixar o governo durante uma reunião com Dilma e o ex-ministro José Dirceu. “Por cima de mim não vão passar”, disse ela, segundo uma testemunha. Marina colocou sua decisão em prática depois de uma reunião com Lula e nove governadores, para o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), no dia 8 de abril. Sem ter combinado nada com os ministros, Lula anunciou que o secretário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, seria o coordenador do plano porque Marina não teria “isenção” para isso.

Na volta de uma viagem ao Rio de Janeiro, na semana passada, Lula soube que Marina havia deixado a carta de demissão com o chefe de Gabinete Pessoal, Gilberto Carvalho. Até o fim da semana passada, Lula e Marina não haviam se falado novamente. Marina foi a primeira ministra indicada por Lula, logo depois de eleito, em 2002. O anúncio de sua escolha, feito durante uma viagem a Nova York, ajudou o novo governo a colher uma primeira onda internacional de boa vontade. Agora a reação é oposta. A saída da ministra gerou temores de um retrocesso na questão ambiental. Afastar essas suspeitas é uma das grandes tarefas de Minc. Conviver com a sombra de Marina será um desafio.

ISTOÉ: Marina fica sem ambiente 18 Maio 2008

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Publicado originalmente na revista Istoé (18/05/2008). Reportagem de Alan Rodrigues com colaboração de Sérgio Pardellas. Íntegra em link aberto, clique aqui.

Com a substituição da ministra, o governo pretende destravar os licenciamentos ambientais para que o PAC deslanche

No final de semana que antecedeu sua demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente, que aconteceu na terça-feira 13, a senadora Marina Silva reuniu um pequeno grupo de assessores e deixou claro: “Pra mim, já deu”. Sobre a decisão de sair do governo justificou- se com um argumento simples: “Para que práticas ambientais sejam bem-sucedidas, é primeiro querer fazer, segundo saber fazer e, por último, poder fazer. Nós queremos e sabemos, mas não mais podemos fazer. Chegou a minha hora.” O que a senadora disse a seus assessores não era nenhuma novidade; afinal, há dois meses o presidente Lula não endossava mais os projetos da ministra que contrariavam os novos interesses do Planalto. Nesse período, 15 processos de unidades de conservação – áreas protegidas da destruição, entre elas as terras do Xingu –, estão engavetados na Casa Civil, além de diversos projetos na área de biodiversidade. Tudo resultado de um novo posicionamento do governo sobre a questão ambiental. “Começou a haver estagnação”, admitiu a ministra. O motivo para essa nova política tem nome: desenvolvimento, ou seja, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) tem que andar. Nos próximos dias, assume a cadeira de Marina o ex-secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, um ambientalista tido como “light” e pragmático. Ele ganhou fama de bom gerente ao destravar, depois de anos, várias licenças ambientais para obras no seu Estado e assim trazer novos investimentos. Ex-integrante da luta armada, Minc participou em 1969 do assalto à casa onde estava o cofre do ex-governador Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro, que rendeu aos guerrilheiros a quantia de US$ 2,5 milhões. Exilado, retornou ao Brasil em 1979.

A gota d’água para a saída de Marina foi a nomeação do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para coordenar o Plano Amazônia Sustentável (PAS), um projeto gestado por Marina desde 2003, e que o presidente Lula decidiu transferir a Unger sem nem sequer ouvir a ministra. Há pouco tempo, ela tinha deixado claro a Lula que, caso o governo optasse por uma agenda desenvolvimentista, ela estaria fora. “Perco a cabeça, mas não o juízo”, teria dito. Ao transferir o poder do PAS a Unger, Lula ainda tentou aplacar a ira da ministra, que minutos antes tivera uma conversa dura com o presidente. “A Marina é a mãe do PAS”, disse Lula. Marina não titubeou: “Mãe não dá o filho para outro criar”.

Entre trancos e barrancos, a contabilidade de Marina à frente do Ministério tem um saldo positivo, sob seu comando, o governo conseguiu reduzir em 60% o desmatamento da Amazônia, e o País ficou em 2º lugar entre os que mais ampliaram a área florestal – de 320 mil para 700 mil hectares. O País também avançou na área de manejo sustentável, saltando de 300 mil para três milhões de hectares. “A saída dela pode fazer com que o bom senso seja retomado nas questões ambientais. Havia uma carga ideológica muito forte, um preconceito contra o agronegócio. Ela atrasou muito o Brasil com a irracionalidade no trato de questões como os transgênicos”, disse o deputado Oniyx Lorenzoni (DEM–RS), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento da Câmara.

InterMinas 17 Maio 2008

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Caros, nesse sábado o dia está cheio. Estou postando do laptop no maior evento de WEB já realizado em Minas Gerais, gerando um grande encontro de profissionais mineiros, para debater o futuro do mercado e da rede.

Com o tema macro “Internet: a nova força de Minas”, gurus nacionais e regionais estão reunidos em um ambiente agradável e completo. Quem quiser acompanhar, clique aqui.

Festa Tucana 16 Maio 2008

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Dia de comemmoração: o Representante da Juventude do PSDB na Executiva Nacional Marcelo Garcia Macedo completa hoje 23 anos de vida.

Ficam os sinceros votos de muitas felicidades!

Há rumores que nosso jovem tucano fluminense está pagando um rodada de chopp no Jobi ao som das ondas da orla de Copacabana. Convidou todos para o happy hour.

Você pode dizer feliz aniversário para o Marcelo clicando aqui.

Mais um avanço em educação 16 Maio 2008

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A rede estadual de Educação em São Paulo passa a ter metas para suas escolas. A Secretaria Estadual da Educação anunciou nesta quinta-feira, 15, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). “O objetivo é termos um indicador que dialogue com a escola e permita que ela identifique seus problemas principais e consiga melhorar a situação”, explicou a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, no final da manhã de hoje na sede da secretaria, na capital.

O Idesp estipula metas a serem alcançadas pelas escolas estaduais a cada ano. Cada uma das 5.183 unidades ganhou um índice para 2007 e metas a serem alcançadas já a partir deste ano. Os números podem ser obtidos na página do Idesp no site da secretaria, em http://idesp.edunet.sp.gov.br/ .

A idéia é fazer com que a rede estadual atinja até 2030 um alto nível de educação, compatível com o de países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A Secretaria da Educação espera que em 2010 a rede estadual tenha 41,2% dos estudantes da 4ª série nos níveis “adequado” e “avançado”. Na 8ª série, 28,2% em “adequado” e “avançado” e no Ensino Médio, 16,6%.

A meta é individual e leva em consideração a atual situação da escola, dificuldades e potenciais. Cada unidade é comparada somente a ela mesma, ou seja, sem comparação com outras unidades. Os níveis ideais a serem alcançados em 2030 variam de acordo com o ciclo. Para a 4ª série, as escolas terão de chegar ao índice 7. Para 8ª, 6. Para 3ª do Ensino Médio, 5.

Vazador da Casa Civil é indiciado pela PF 16 Maio 2008

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OK. Passo número um: Quem vazou o dossiê?

Atenção para o passo número dois: Quem mandou fazer?

Raposa Serra do Sol 16 Maio 2008

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O Jornal da Globo exibiu uma reportagem especial sobre a questão indígena em Roraima, na região da reserva Raposa Serra do Sol. Confira os vídeos.

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

Campanha Proteja Nossas Crianças 15 Maio 2008

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O governador Aécio Neves lançou, nesta quinta-feira (15), a campanha Proteja Nossas Crianças, maior iniciativa já realizada no país de combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante o evento, realizado no Posto Chefão, localizado às margens da BR-040, próximo a Belo Horizonte, o governador entregou 26 carros e 111 computadores para melhorar o atendimento dos Conselhos Tutelares de municípios localizados às margens de rodovias federais em pontos de maior incidência de exploração sexual. Aécio Neves também apresentou filmes e anúncios da campanha que vai estimular a população mineira a denunciar casos de violência por meio do Disque Direitos Humanos (0800-31-1119). As denúncias serão encaminhadas aos conselhos tutelares, ao Ministério Público e às Polícias Militar e Civil que vão acompanhar os casos e punir os criminosos.

“Estamos dando aos municípios instrumentos para que possam atuar do ponto de vista da assistência social, mas estamos atingindo a questão que é fundamental, a ação punitiva. Além da ação preventiva, estamos criando instrumentos para punir de forma exemplar os covardes, os adultos que abusam de crianças e, muitas vezes, no seu próprio lar. A violência doméstica cometida por membros da própria família, é uma das preocupações desse programa ao lado do abuso sexual de crianças e adolescentes, principalmente, nas margens das rodovias brasileiras”, afirmou o governador, em entrevista.

As denúncias devem ser feitas por meio do Disque Direitos Humanos (0800 31 1119) de 8h às 22h para atendimento a quem desejar registrar denúncias sobre qualquer tipo de violação dos Direitos Humanos, inclusive abuso e violência praticados contra crianças. O sigilo é garantido para o denunciante que receberá um número de registro para acompanhar a investigação do caso. O Disque Direitos Humanos foi criado em 2000 e desde a sua criação já recebeu cerca de 40 mil denúncias. A partir de agora, o Governo do Estado ampliou sua capacidade de atendimento e horário de funcionamento.

Lula escolhe um ministro pragmático 15 Maio 2008

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Arvóres, pra que te quero?

A Amazônia amanheceu preocupada. A Secretaria do Ambiente do Estado do Rio concedeu, sob a batuta do novo minsitro Carlos Minc, 2.068 licenças ambientais no período de 16 meses e meio. De acordo com informações da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), vinculada à secretaria, é o mesmo número de licenças concedidas nos três últimos anos da gestão antecessora (2004, 2005 e 2006).

Na comparação divulgada pela Feema, Minc reduziu pela metade o tempo para aprovar certificações e licenças de instalação e operação. Uma das reclamações do presidente Lula quanto ao Ministério do Meio Ambiente era justamente a lentidão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na liberação de projetos.

Em abril de 2007, para agilizar o licenciamento ambiental, Minc assinou protocolos para simplificar e descentralizar procedimentos administrativos. O tempo para constituir grupos de trabalho para estudos de impacto ambiental, por exemplo, chegava a 120 dias e foi reduzido para 8. O prazo de análise técnica diminuiu em até 50 dias.

Acompanhemos os gráficos… Acho que a Amazônia está menos protegida hoje, do que estava ontem.

Segue um vídeo, ainda homenageando os dez anos de morte do cantor Frank Sinatra que trata do meio ambiente…

O ministro que “conheçe muito mal o Brasil” 15 Maio 2008

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Comentário do Jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog.

Vi no Bom Dia, Brasil.

Num entrevista num aeroporto, Minc afirmou duas coisas:

1 – “O governador Sérgio Cabral me disse que o presidente ligaria, e ele me fez prometer de pés juntos que eu não iria para Brasília”. Bem, ele vai.

2 – “O Rio de Janeiro, eu conheço muito bem, mas o Brasil, eu conheço muito mal”.

Como se vê, Lula fez duas coisas notáveis:
1 – Obrigou alguém a quebrar um juramento;
2 – Pôs no Ministério alguém que confessa conhecer “muito mal” o Brasil.

O dia em que Lula rifou Marina Silva 15 Maio 2008

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Publicado originalmente no jornal O Globo (15/05/2008). Artigo de Míriam Leitão.

A Amazônia entrou agora no período do abate das árvores. De maio a julho, é o auge do desmatamento. Depois virá o tempo do fogo; de agosto a outubro. Época perigosa para a mudança de ministro do Meio Ambiente. O presidente Lula procura em Carlos Minc a rapidez das licenças ambientais. Minc precisa ter na equipe quem entenda de Amazônia. Há números ruins rondando. Uma palavra selou a saída da ex-ministra.

A ministra Marina Silva engoliu a seco. Nem quem estava do seu lado percebeu que, naquele exato momento, ela decidiu sair do governo. Foi na reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira, dia 8. Discutia-se um conjunto de medidas chamado Arco Verde e o Plano Amazônia Sustentável. Marina enfrentou críticas na reunião, mas uma frase do presidente foi definitiva:

— Então o importante é que tenha alguém isento para tocar esse plano. A Marina não é isenta; o Stephanes não é isento. Por isso, será o Mangabeira Unger.

A reunião foi toda estranha. Mangabeira entrou em silêncio e nada falou. Já sabia que ganhara a briga. Reinhold Stephanes, da Agricultura, ficou em silêncio. Geddel Vieira Lima, da Integração, chegou atrasado. Marina apresentou o “Arco Verde”, um plano para completar o trabalho da Arco de Fogo. Nela tinha desde proposta de ajuda aos desempregados a incentivos à atividade econômica. Os governadores reclamaram. Ana Julia Carepa, do Pará, disse que era pouco. O governador Blairo Maggi viu Marina sozinha e atacou:

— Marina é uma locomotiva: deixa terra arrasada onde passa!

Seria melhor que Blairo dissesse isso dele mesmo. Os dados sobre Mato Grosso são assustadores. Só no último semestre do ano passado, foram detectados 23 mil km² de incêndio no estado.

Reuniões tensas sobre meio ambiente são corriqueiras, mas o que pesou naquela foi o fato de que o presidente disse, na frente de todos, que achava que sua ministra do Meio Ambiente não era isenta para comandar um plano na Amazônia. Ela ouviu, então, de um amigo próximo:

— Você não está acumulando mais capital, está só perdendo.

Birds of a feather (7) 14 Maio 2008

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Conheça o canal de vídeos no youtube do Deputado Federal Raul Jungmann (PPS-PE), ex-presidente do Incra, ex-presidente do Ibama e ex-Ministro da Reforma Agrária no Governo Fernando Henrique Cardoso. Para acessar o canal desse grande aliado dos tucanos, clique aqui.

Birds of a feather (6) 14 Maio 2008

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A propósito da discussão sobre o meio ambiente, sugiro o site/blog do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pela aliança PPS-PSDB-PV. Conheça, clicando aqui.

Maternidade do Absurdo 14 Maio 2008

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Mangabeiraunger19062007.jpg picture by jpsdb

Depois da Mãe do PAC, temos o Pai do PAS.

Dentre outras coisas, Mangabeira já defendeu o seguinte um sistema de serviço militar obrigatório e a construção de um aqueduto para levar água do Nordeste para a região…

Marina da Silva saiu a tempo… Antes que pedissem para ela sair. E por telefone, como fizeram com um outro ministro.

Um manifesto tucano e verde 14 Maio 2008

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Caros, o que posso dizer?

Aos poucos o que há de bom nesse governo se esvai, enquanto aflora o que há de pior…

Nesta terça-feira, a ministra do meio Ambiente, Marina Silva, entregou carta de demissão ao presidente Lula. A petista estava à frente da pasta desde 2003. Recentemente, protagonizou disputas com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, por causa da concessão licenças ambientais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento Ela vinha entrando em conflitos com outros ministérios, como o da Agricultura, em casos e questões que opõem proteção ambiental a interesses econômicos. Também enfrentou problemas com os servidores do Ibama, insatisfeitos com a divisão do órgão e com a criação do Instituto Chico Mendes.

Infelizmente, graça no meio político a ignorância ambiental. Ou mais que isso, como se trata de um tema impossível de se realizar em quatro anos, como se trata de uma política de longo prazo, parte dos políticos, movido por interesses apenas eleitorais, não se dedica à questão com o afinco necessário.

Interessa sobremaneira à Juventude Tucana, o meio ambiente. Crescemos num contexto mundial que se preocupa com nosso planeta de uma maneira que nossos pais não se preocupavam. Uma das potencialidades nacionais é a biodiversidade e há que se mantê-la.

É claro que esse governo não merecia Marina da Silva. A sua biografia invejável servia apenas de anteparo para críticas internacionais. A imagem de mulher da floresta era a justificativa necessária para encobrir o descaso e a política ambiental dúbia do governo federal.

A explosão do desmatamento atingiu 27 mil km2 em 2004, segunda maior marca de todos os tempos, enquanto o governo insistia em crescer de maneira não sustentável.

Satélites mostram com clareza amazônica: o desmatamento está em alta, apesar do lançamento do enésimo programa desenvolvimentista, mais uma compilação de ações anteriormente providenciadas, batizada como PAS (Plano Amazônia Sustentável). Não obstante o cacarejo em excesso e a ausência de ovos impressionante, temos então o “pai do PAS”: Roberto Mangabeira Unger.

Lula entregou, em detrimento da ministra Marina da Silva, um plano dedicado à Amazônia ao Professor Pardal.

Qualquer jovem tucano sabe: o desenvolvimento econômico não pode ser obtido a qualquer preço, porque não seria de fato desenvolvimento. Talvez, o governo continua agindo como age, justamente porque as árvores não votam. Deixo para reflexão um vídeo feita para a campanha da WWF Brasil.

O ‘eu ideal’ 14 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in Artigo.
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Artigo de Merval Pereira.

A comparação do lulismo com o peronismo fica cada vez mais forte à medida que o presidente Lula vai exacerbando sua faceta populista e, desprezando a intermediação institucional, acelera a estratégia de ligação direta com o eleitorado com comícios permanentes para o lançamento do PAC, um programa de obras eleitoreiro que passa por cima até mesmo de ícones do petismo, como a ex-ministra Marina Silva, e de questões centrais, como a política para o meio-ambiente, para concretizar o sonho do Brasil grande, potência mundial, uma obsessão dos governos militares retomada pelo governo do líder sindicalista.

A auto-estima exagerada é um fenômeno psíquico que provoca o sentimento de onipotência que, segundo o psicanalista Joel Birman, faz o seu possuidor acreditar estar acima das regras que o constrangem ou, na linguagem psicanalítica, ser o “eu ideal”, que tem as respostas para tudo. Na política, a auto-estima exagerada pode produzir ditadores ou, no nosso caso, uma versão pós-moderna do caudilhismo latino-americano.

A centralização das ações políticas em torno da figura do líder é o que faz o PT não ter tido qualquer outro candidato a presidente que não fosse Lula desde 1989 e, depois de quase seis anos de poder, não ter nenhum candidato viável num governo bem avaliado popularmente.

A aventura do terceiro mandato consecutivo está inserida nesse contexto de tentativa de utilizar instrumentos democráticos como os plebiscitos para perpetuar no poder dirigentes com características de caudilho.

É o caso de Hugo Chavez na Venezuela, que veste com perfeição o estereótipo do caudilho, pois, além de ser um líder populista, ainda por cima é militar.

Historiadores consideram que o PT pós-Lula, em vez da saída proposta pelo governador Aécio Neves, de conciliação política com o PSDB para uma espécie de governo de união nacional, pode ter o mesmo destino do peronismo argentino, com diversos grupos disputando o espólio político do lulismo, assim como no peronismo houve espaço para o radicalismo de esquerda dos montoneros e também para o conservadorismo de direita de Menem.

Não teria sido por acaso, portanto, que o presidente Lula, não havendo condições políticas de lançar dona Marisa Letícia como sua sucessora, como fez agora Nestor Kirchner na Argentina, na melhor tradição peronista (basta lembrar que Perón fez presidentes Evita e Isabelita, suas mulheres), procurou na figura de uma mulher, a ministra Dilma Rousseff, uma candidata que teoricamente seria neutra para seu projeto político que, se dizia, era o de retornar em 2014.

Aparentemente foi abandonada a idéia, por inviável, de que um sucessor aliado aceitaria realizar apenas um mandato, para permitir o retorno do “líder”. O próprio Lula teria comentado que não queria fazer de seu sucessor “um inimigo”. A história demonstra que dificilmente um político eleito, mesmo que tenha sido um “poste”, aceita a idéia de submissão eterna ao “chefe” político.

Recentemente, os ex-prefeitos Luiz Paulo Conde, do Rio, e Celso Pitta, de São Paulo, que se voltaram contra seus “criadores”, Cesar Maia e Paulo Maluf, respectivamente, são bons exemplos.

O general Golbery do Couto e Silva, guru político de toda uma geração de militares e planejador do projeto de distensão política quando chefe do Gabinete Civil do governo Geisel, chegou a essa conclusão depois de ver o General João Baptista Figueiredo, que ele e Geisel fizeram presidente da República para continuarem conduzindo o processo de abertura democrática, atuando com toda independência e sob novas influências políticas.

“Quando o sujeito sobe a rampa do Palácio do Planalto com aqueles soldados todos batendo continência, chega lá em cima convencido de que está ali por seus próprios méritos, e sempre haverá alguém para garantir isso a ele”, dizia, irônico, Golbery.

Também em comum com o peronismo é a crescente influência sindicalista no governo Lula, um processo bem típico, segundo o professor de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira, do período pós-2ª Guerra Mundial, onde há a combinação de longas permanências de partidos operários no poder com o estado de bem-estar social.

Vai acontecer então o que Francisco Carlos chama de “colonização” das estruturas do Estado por esses partidos. “Eles ocupam amplos espaços no Estado, e perdem qualquer élan revolucionário, como o peronismo na Argentina e o PT no Brasil”.

Segundo ele, mesmo que mantenham uma retórica obreirista, “a moldagem da ação política é sindicalista, de negociação para resultados, estão disponíveis para acordos que representem uma doação ou aquisição de alguma fatia do butim que o estado de bem-estar social cria em vários países”.

Essa aristocracia operária, que o sociólogo Chico Oliveira classificou de “nova classe”, acaba rapidamente criando esses nichos coloniais dentro do Estado. “O objetivo deles não é político no sentido antigo, de um projeto de Estado, mas é setorial”. Na análise de Francisco Carlos Teixeira, esse processo ocorreu claramente com o Solidariedade, na Polônia, e com o PT.

Como tem como alavanca os sindicatos e todas as organizações que derivam do sindicato, esse tipo de governo, segundo Francisco Carlos, “não consegue ter um planejamento do Estado como um todo. As propostas para a mudança ficam barradas pelos interesses setoriais que colonizaram o Estado”.

O interessante é que o candidato Lula, em 2002, aparece em uma passagem do documentário de João Moreira Salles “Entreatos” chamando Lech Walessa, o líder operário polonês do Solidariedade e posteriormente presidente da Polônia, de “pelegão”. Mas, hoje, quem é acusado de pelego é o próprio Lula.

Merval Pereira é jornalista da rede Globo de Televisão e comentarista da Rádio CBN.

Tributo a Sinatra 14 Maio 2008

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Permitam-me um momento no blog. Hoje, completam-se dez anos desde que Frank Sinatra morreu. The Ol’Blue Eyes, como era conhecido, possuia uma voz que conquistou multidões. Fica o registro da homenagem deste jovem tucano ao seu cantor favorito.

14 Maio 2008

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14 Maio 2008

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14 Maio 2008

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Café com leite à carioca 13 Maio 2008

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Dois tucanos bons de bico resolveram se econtrar na tarde de ontem para um bate-papo demorado. Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP) conversaram longamente no apartamento do governador de Minas na capital fluminense.

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Birds of a feather (5) 13 Maio 2008

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Paulo Renato Souza 

Ainda, um tucano de rica plumagem, o ex-Minsitro da Educação do Governo FHC, Deputado Federal Paulo Renato de Souza, também tem um blog. Confira, clicando aqui.

Birds of a feather (4) 13 Maio 2008

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Caros, mais uma ave do ninho: conheçam o blog do Núcleo do PSDB na USP, clicando aqui.

Marina Silva pede pra sair 13 Maio 2008

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Bom, já vislumbro uma vantagem: é hora de do Senador-sem-voto Siba Machado (PT-AC) dar tchau.

Educação que funciona 12 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in PSDB.
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Há duas semanas, o Professor Antônio Augusto Anastasia, vice-governador do Estado de Minas Gerais palestrou o tema Reforma Administrativa para alunos da Faculdade de Direito Milton Campos em Belo Horizonte.

Num dado momento ele citou um exemplo para elucidar o estado que não funciona: por muito tempo se perguntou se a escola foi construída através de licitação correta, se havia material escolar, se os professores recebiam em dia e se as aulas eram dadas… Ótimo. Isso tudo tem de ocorrer mesmo. Mas por muito tempo, ninguém perguntou o básico: os alunos aprendem?

Um dos temas que deve ocupar sobremaneira a juventude, e principalmente a Juventude do PSDB, é a educação. Acredito sermos todos contrários às cotas raciais, bem como um ensino superior sem mérito. O problema educacional começa num ensino fundamental e médio, público e de qualidade. Daí, apresento-lhes uma reportagem de Lígia Formenti, nessa segunda no Estadão.

Quando o sábado chega, o aluno Ramon de Arruda Coelho acorda cedo e logo vai para rua esperar a vice-diretora da escola, que mora perto de sua casa. Ao encontrá-la, a pergunta é sempre a mesma: “Hoje tem aula?”

O interesse destoa da fama de desatento e indisciplinado que ganhou no ano passado, mas tem explicação. Aos sábados, a Escola Estadual Embaixador José Bonifácio, uma das mais antigas da cidade mineira de Barbacena (a 170 km de Belo Horizonte), passou a oferecer aulas de artes marciais, jogos de vôlei e basquete, além de um lanche com frutas. “Melhor do que ficar em casa lavando louça para minha mãe”, afirma ele. Aos 15 anos, mas com aparência de bem menos, Ramon ainda tem dificuldades no rendimento dos estudos do 6º ano. “Mas, com as artes marciais, sua concentração melhorou, assim como o ânimo de vir para escola”, afirma o diretor, Leandro Giron.

A experiência da escola dirigida por Giron não é a única. Há dois anos, colégios da rede estadual mineira passaram a receber visitas de técnicos destacados pela secretaria para encontrar fórmulas de melhorar o rendimento dos alunos – principalmente em português e matemática. Os resultados começam a ser detectados. Na última edição do Programa de Avaliação de Educação Básica (Proeb), avaliação própria da rede mineira, os alunos alcançaram marcas superiores às que haviam conquistado no ano anterior.

Os resultados mostram que, em 2007, alunos do 5º ano apresentaram média em matemática 4,38% maior do que a de 2006. Em português, a nota foi 2,68% superior. Entre alunos do 9º ano, a melhora foi em matemática. E tímida: 1,87%. Em português, a média alcançada foi 0,91% inferior que em 2006 – o que, para a secretaria, representa uma situação estável. No 3º ano, a melhora foi um pouco maior: 2,84% em matemática e 2,43% em português.

“Há ainda muito a ser feito”, reconhece a secretária da Educação de Minas, Vanessa Guimarães Pinto, que divulga oficialmente os dados hoje. “Mas resultados mostram que, quando o trabalho é feito da forma adequada, alunos respondem bem e rápido”, completa.

“Com base nas notas, destacamos locais considerados prioritários e equipes são enviadas para verificar as razões do baixo desempenho”, afirma Sonia Anderi, subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais. A idéia é provocar assim uma reação em cadeia. Alertadas sobre a classificação de sua área de atuação, superintendências regionais de ensino enviam equipes para as direções das escolas, que, por sua vez, alertam os professores. E esses, por último, passam a cobrar mais empenho dos alunos.

“Antes dessa prática, não tinha a menor idéia do desempenho dos alunos. Levamos um susto ao ver os primeiros resultados”, conta a diretora da Escola Estadual Isaura Ferreira, do município de Conselheiro Lafaiete, Giovana Garcia da Silva. Diante das notas de 2006, um trabalho com a supervisão foi feito para tentar melhorar o ensino. Alunos com maior defasagem receberam aulas extras, dadas por professores no contraturno. Erros mais comuns das provas do Proeb foram trabalhados.

“Além disso, alunos foram levados a médicos, fonoaudiólogos e alguns foram a psicólogos”, afirma Giovana. Os resultados vieram rapidamente. No Proeb de 2007, o 3º ano do ensino médio alcançou a média de 248,8 pontos em matemática e em português, 254. Em 2006, a média de matemática havia sido de 201 e de português, 197. Uma variação de 26%.

Além disso, escolas terão um incentivo a mais para melhorar o desempenho de seus alunos na prova de avaliação. Este ano, será dada uma gratificação de até um salário. A idéia da secretária é dividir o bônus em estratos. Um porcentual mínimo será destinado a todas as escolas. As que se saírem melhor e tiverem uma relação maior aluno-professor receberão um extra. Vanessa descarta o risco de que o método favoreça o inchaço das classes. “Aqui o que acontece é o oposto. Para justificar um número grande de professores, são criadas salas reduzidas.”

O Proeb é um sistema de avaliação de alunos da rede pública de Minas que aplica provas a alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. Estudantes tanto da rede estadual como da municipal são submetidos a testes de português e matemática. A pontuação da prova, formada por 39 questões, varia de 200 a 700. Além do Proeb, a rede pública de educação de Minas apresenta outra forma de avaliação, o Programa de Avaliação de Alfabetização (Proalfa), voltado para crianças dos 2º, 3º e 4º anos.

Os Melhores do Mundo 11 Maio 2008

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Dê boas gargalhadas assistindo a famosa companhia de comédia em entrevista no Programa do Jô, clicando aqui.

Proibição do uso da internet para campanhas 11 Maio 2008

Posted by Gabriel de Azevedo in PSDB.
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Um parecer do Tribunal Superior Eleitoral proíbe que os candidatos às eleições municipais deste ano utilizem as ferramentas da internet durante a campanha. Eles não poderão usar blogs, spams com propostas, e-mail marketing, telemarketing, mensagens por celular, veiculação de vídeos em sites como o You Tube, nem poderão participar do Second Life. A resolução para as eleições deste ano define que o candidato deve registrar no tribunal uma página na internet para sua campanha, com nome e número apenas. O parecer do TSE ainda precisa ser incluído na pauta do tribunal e aprovado pelos ministros.

O programa Opinião Nacional da TV Cultura convidou os seguintes participantes para debater o tema:

Sérgio Amadeu – sociólogo e doutor em Ciências Políticas/USP, Professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero;

Marcelo Tas – apresentador, escritor e roteirista de televisão:

Manuela D´Ávila – deputada federal do PCdoB/RS, pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre:

Ana Flora França e Silva – especialista em Direito Eleitoral, Secretária Judiciária do TRE-PR;

Julio Semeghin – deputado federeal do PSDB,

José Américo – vereador do PT/SP.

Assista ao programa